Em busca de combustível verde para veículo espacial

A hidrazina, usada atualmente, é altamente corrosiva e tóxica
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Adriana Bernardino
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Usada pela primeira vez em foguetes da Luftwaffe, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, a hidrazina ainda é o principal combustível dos veículos espaciais para corrigir órbitas e realizar manobras em veículos no espaço. Apesar de ter propriedades importantes para os cientistas espaciais – como inflamar com facilidade no contato com um agente oxidante – a hidrazina é altamente corrosiva e tóxica, representando sérios riscos aos técnicos e ao ambiente.

Segundo divulgou a agência Fapesp de notícias, uma alternativa menos perigosa e mais limpa está em estudo pela Agência Espacial Europeia ESA: o LMP-103S, combustível baseado em dinitramida de amônio ADN, misturado a metanol álcool metílico, amônia e água.

De acordo com o chefe da divisão de engenharia de propulsão da ESA, Mark Ford, o ADN tem um rendimento 30% superior ao da hidrazina e é muito menos tóxico. Ele enfatiza, entretanto, que “nunca haverá combustível totalmente inofensivo ao ambiente”.

Ainda que não seja 100% limpo, uma alternativa mais segura de combustível reduziria os impactos ao ambiente – especialmente sobre as plantas e a vida marinha – e o orçamento das missões.

O teste do novo combustível está previsto para acontecer ainda este ano no lançamento do satélite sueco Prisma e na missão Proba-3, que estuda novas tecnologias espaciais.


Fonte: Agência Fapesp de notícias


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