Fiat oficializa oferta pela Opel e intenção de criar nova empresa

Em comunicado oficial, fabricante italiana afirma querer criar uma nova empresa mundial com a Chrysler e o braço europeu da GM
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Gustavo Ruffo
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- A aliança entre Fiat e Chrysler já foi formalizada, mas a fabricante italiana quer ir mais longe. Segundo o site CarScoop, a Fiat divulgou um comunicado oficial dizendo ter feito sua oferta pela Opel e pela Vauxhall, dois dos braços europeus da GM. Isso confirmaria os rumores de que a Fiat pretende criar uma superempresa unindo forças com a Chrysler e a Opel. Os modelos da Vauxhall, limitados ao Reino Unido, são exatamente os mesmos da Opel, apenas com emblema diferente e volante do lado direito.

Se a proposta for aceita pela GM, que também tem a Magna Steyr e a russa GAZ interessadas na Opel, é possível que as operações da GM na América Latina também entrem no pacote. O reflexo, para os brasileiros, seria a criação da maior empresa automotiva do país, duas vezes maior que o segundo colocado no caso, a VW tanto em participação quanto em capacidade produtiva.

Que a tentativa faz sentido, faz. A Fiat é especializada em carros pequenos, modelos que, nos EUA, ainda não fazer o mesmo sucesso que em outros países do mundo. A Opel, ultimamente, tem se dado melhor com carros grandes, como o Insignia, que a GM já cogitou vender nos EUA como um Buick, e com o Omega, que é vendido nos EUA como o elogiadíssimo Pontiac G8. Se a Opel entrar no grupo Fiat, ela poderá fornecer à Chrysler projetos que, no Velho Continente, estão caindo no gosto do consumidor.

A Chrysler, por sua vez, poderia fornecer tanto à Fiat quanto à Opel sua expertise em modelos fora de estrada, como o Jeep Wrangler, e picapes, como as fabricadas pela Dodge. Não é à toa que o pessoal do CarScoop, que gentilmente nos cedeu sua montagem, caracterizou o CEO da marca italiana, Sergio Marchionne, como o personagem Dr. Evil, do filme Austin Powers, que queria dominar o mundo.

Como o executivo italiano bem apontou, isso possibilitaria às empresas um enorme ganho de escala. O problema é o aspecto sombrio da coisa, o de também poder levar a cortes de fábricas e de pessoal, algo a que os fortes sindicatos alemães vão se opor ferozmente.

Ainda restam muitas dúvidas e uma boa dose de ceticismo a resolver. A primeira delas é que estas empresas precisam de dinheiro para sobreviver. A Fiat não tem, a Chrysler não tem e a Opel não tem. Como diz uma piada no exterior, juntar um tijolo com o outro não vai fazê-los boiar...

A segunda diz respeito à aprovação destas fusões. Há interesses demais envolvidos, como o de governos, sindicatos, concessionários e fornecedores. Por fim, é preciso que os novos produtos sejam atraentes e que vendam bem, o menor dos problemas que este novo gigante automotivo deve ter de enfrentar para se erguer. Hoje, foi anunciado que o novo CEO da Chrysler será C. Border Kidder, um executivo que nunca passou nem perto de automóveis. Se isso ajuda ou atrapalha, só o tempo irá dizer. Antonio Maciel Neto, antes da Ford do Brasil, também não havia trabalhado no setor. A Ford, antes de Antonio Maciel Neto, não sabia o que era lucro havia um bom tempo. Agora, tem resultados positivos ano após ano.

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