GINA Light Visionary Model, o carro de tecido da BMW

Modelo conceitual foi criado para mostrar novas formas de pensar o automóvel
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Gustavo Ruffo
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- Chris Bangle, chefe de design da BMW, é amado por alguns e odiado por muitos. Considerado o responsável por enfeiar muitas das máquinas da fabricante da Baviera, ele pode ter se redimido com os desenhos mais recentes, mas com certeza vai ficar para a história com a criação de um dos veículos mais inusitados e interessantes dos últimos anos, o BMW GINA Light Visionary Model. O nome, longe de ser pretensioso, diz respeito à capacidade do carro de modificar sua carroceria. É isso mesmo: o GINA, que significa “Geometry and Functions In “N” Adaptions”, ou Geometria e Funções em N Adaptações, transforma sua carroceria. O segredo? Uso de tecido na carroceria.

Os designers da BMW talvez não conseguissem uma maneira mais elegante e suave de transformar a carroceria do carro do que esta. Sob a superfície de tecido há armações de metal que se movem por meio de dispositivos eletrohidráulicos. Eles permitem que os faróis fiquem escondidos, escamoteados como se o carro tivesse pálpebras. Isso, segundo Bangle, dá ao carro um aspecto humano que seria difícil obter de qualquer outro jeito.

Além da elegância das linhas e dos movimentos que a carroceria executa, o uso de tecido, por mais absurdo que possa parecer, também traz o benefício de um peso baixíssimo. A BMW ainda não divulgou a ficha técnica do modelo, mas a revista Car Magazine, em seu site britânico, divulgou que o projeto nasceu a partir da plataforma do roadster Z8. Nas fotos em que o “capô” se abre para mostrar o motor, nota-se que se trata de um V8, possivelmente o mesmo que o Z8 utilizava.

Pode haver quem se questione sobre segurança, durabilidade etc., mas o GINA não se prestará a isso. Ele já tem um lugar reservado no Museu da BMW, em Munique, e de lá só deve sair para se apresentar em salões, como o de Paris, que está cada vez mais próximo.

Nada impede que as idéias que ele apresentou sejam usadas, de modo limitado ou extensivo, em modelos futuros. O desenvolvimento de tecidos especiais, de estruturas mais leves, de motores menores, airbags especiais etc. bem pode tornar a construção de um carro de tecido possível. Afinal, com a crise do petróleo, chegou a hora de pensar em novos conceitos de mobilidade. Vestir o carro, no caso do GINA, pode deixar de ser mera figura de linguagem.

O que está garantido é que a próxima geração do Z4, por exemplo, que nossos fotógrafos flagraram na Europa, deve apresentar muito do estilo do GINA. Pelo menos uma parte dele chegará às ruas.

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