Guia de Compras: Chevrolet Prisma

Chevrolet Prisma chama a atenção pelo baixo custo de manutenção
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Redação WM1
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Se você pensa em comprar um sedã compacto com um porta-malas generoso, mas que não exija muita manutenção, o Chevrolet Prisma pode ser uma boa opção. A grande vantagem do modelo está nas peças acessíveis e sempre fáceis de encontrar, inclusive no mercado paralelo, graças ao aproveitamento da plataforma do Celta que, por sua vez, vem do antigo Corsa, lançado em 1994. Com dimensões de 2.443 mm de distância entre-eixos e 1.645 de largura, o espaço interno é razoável, mas graças aos 4.127 mm de comprimento (339 mm a mais que o Celta) o sedã se gaba por oferecer bons 439 litros de capacidade volumétrica e supera até mesmo sedãs maiores como Honda Civic que comporta 340 litros e Toyota Corolla com 437 litros.

O Prisma foi lançado em 2006 nas versões Joy, a mais simples, e a topo de linha Maxx, ambas equipadas com motor flexível de 1.4 litro de 97/89 cv. A primeira trazia apenas o essencial como desembaçador do vidro traseiro, ar quente, conta giros, mas a direção hidráulica e ar-condicionado eram opcionais. Já a segunda contava com bancos com revestimento exclusivo, direção hidráulica e rodas de aço de aro 14. Nesta, o ar-condicionado, travas e vidro elétrico nas quatro portas faziam parte do pacote de opcionais. Itens como alarme, sistema de som com CD Player, rodas de liga leve e faróis auxiliares eram vendidos como acessórios nas lojas autorizadas da Chevrolet.

Em 2009 a GM incorporou a versão com motor 1.0. Batizado de VHCE (Very High Compression Economy - Economia e Alta taxa de compressão) de 78/77cv, disponível nas versões Joy e Maxx. A grande vantagem deste propulsor estava no acelerador eletrônico que garantia melhores respostas nas acelerações, item que foi disponibilizado na versão 1.4 somente no ano seguinte. Com estas mudanças a potência subiu para 95 cv - abastecido com gasolina. Já no etanol, a potência continuava com 97 cv.  Em 2011, já como linha 2012, o Prisma recebia pequenas mudanças estéticas como nova grade frontal, barra cromada na tampa do porta-malas, além de iluminação do painel na cor azul. Neste ano, as versões Joy e Maxx eram substituídas pelas LS e LT, nesta mesma ordem.

A segunda geração chegaria somente em 2012, derivada do Onix, nas versões LT (1.0 ou 1.4), que passaria a ser a de entrada e a topo de linha LTZ (1.4). O acabamento ficou melhor, assim como os ruídos internos que receberam melhor isolamento acústico. As duas motorizações passaram por algumas melhorias como injeção sequencial com ignição independente e bobina individual para cada um dos quatro cilindros e passaram a adotar a sigla SPE/4 (Smart Performance Economy 4 Cylinders).  Na prática, estes aperfeiçoamentos ganharam um aumento de potência. Enquanto a 1.0 passava a render 80/78 cv enquanto a 1.4 declarava 106/98 cv. Outra melhoria ocorreu no volume do porta-malas que passou a oferecer 500 litros de capacidade (61 litros a mais que a primeira geração). No nível de equipamentos, a versão de entrada 1.0 LT já trazia de série rodas de aço de aro 14, bancos e volante com ajustes de altura, sensor de estacionamento, direção hidráulica, além de freios ABS (com EBD) e duplo air bag, mas, sistema multimídia MyLink e ar-condicionado só como opcionais. Já a intermediária 1.4 LT traz também lanternas traseiras com lente escurecida e rodas de aço de 15″ e a topo de linha acrescentava faróis de neblina, vidros traseiros e espelhos retrovisores com controle elétrico, rodas de liga leve de aro 15 e computador de bordo com 5 funções.

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DE OLHO NA COMPRA

Na diversidade de versões do sedã da Chevrolet todas têm boa liquidez no mercado de usados e, portanto, a escolha vai depender da necessidade e das condições financeiras de cada um. Por menos de R$ 28.000, é possível encontrar boas ofertas no mercado como o Prisma 1.4 Maxx 2010 que já vem equipado com direção hidráulica, travas e vidros elétricos, alarme, CD player e ar-condicionado. Aqui vai a primeira dica: evite as unidades do Prisma equipados com GNV. Algumas dessas unidades podem ter sido utilizadas como táxi e, por conseguinte, esconder vários problemas como a falta de manutenção preventiva e a quilometragem adulterada.

Como o Prisma da primeira geração herda o excesso de plástico do irmão Celta, não é difícil achar ruídos por todo o interior, mesmo em modelos mais novos. Não deixe de verificar a aparência do painel de portas e de instrumentos. Riscos ou trincas indicam que o antigo dono não deu o merecido cuidado. No caso dos faróis, mesmo nos modelos mais novos, costumam embaçar devido à má vedação da lente. Uma solução simples para sanar o problema, é aplicar uma fina camada de silicone entre a emenda da lente e o refletor.

No painel de instrumentos, um problema crônico é o ponteiro do indicador do nível de combustível que apresenta oscilações e imprecisão de leitura, ocasionado em geral por uso de combustível de má qualidade. Por isso, durante o test. drive veja se na unidade o ponteiro oscila com frequência e lembre-se que uma simples substituição da boia do tanque de combustível não sai por menos 300 reais na autorizada.

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Na versão com ar-condicionado, dê atenção redobrada, pois há diversos casos envolvendo o mau funcionamento do compressor. Na dúvida, não hesite em pedir ao vendedor para deixá-lo funcionando e verificar se está tudo em ordem. Na unidade em vista, é preciso atenção redobrada no conjunto suspensão e câmbio, dois dos componentes que recebem mais reclamações de seus donos. A transmissão traz engate complicado, principalmente à ré e, também apresentam ruídos. Por isso verifique se todas as marchas trocam sem arranhar. Na suspensão, a dica é olhar o estado de coxins e bandejas.  Discos e pastilhas também precisam ser verificados com cautela, por causa de sua menor durabilidade: aos 15.000 km, em média. Mas há casos de trocas com quilometragem menor ainda.

Por fim, cheque se o modelo pretendido passou pelos recalls como, por exemplo, o do fecho do cinto de segurança dos bancos dianteiros cujo problema estava relacionado na dificuldade para prender ou liberar a trava, podendo provocar acidentes. Na dúvida, a GM dispõe da central de atendimento gratuita 0800-7024200. Boa compra!

OUTRA OPÇÃO É: FIAT SIENA

Se a sua intenção é comprar um sedã com porta-malas mais generoso, opte pelo Fiat Siena. Nele são 500 litros de capacidade volumétrica, contra 439 litros no Prisma da primeira geração. Outro ponto a favor é o acabamento, com plásticos mais agradáveis ao toque e com melhor encaixe. Por outro lado, dentre os sedãs compactos, o Fiat é o que um dos seguros mais caros. Comparado ao Prisma, sai 40% mais caro, em média. Já na questão do conforto, a suspensão do Siena sai na frente com melhores acertos e satisfaz a quem preza por conforto para a família. Por ser um modelo mais antigo, é possível encontrar diversos modelos e motorizações no mercado de usados.

Colaborou Fernando Garcia.

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