Inmetro lança selo de eficiência energética para carros no Brasil

Assim como nas geladeiras, automóveis terão o consumo declarado e classificação alfabética
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Rodrigo Samy
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- É raro o consumidor encontrar o consumo do automóvel declarado logo de cara. Para chegar a um número preciso, o comprador recorre aos meios especializados ou pergunta a amigos e mecânicos. Poucas montadoras divulgam ao público o quanto o automóvel gasta. O padrão, a norma NBR 7024, não reproduz condições de tráfego normais, mas pelo menos permite comparações. E há quem divulgue consumo por metodologias diferentes. Pois hoje, o consumidor e o ambiente estão ganhando um aliado. Trata-se do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular que indicará o real consumo dos veículos leves por meio de etiquetas.

A iniciativa partiu do Inmetro, em parceria com o Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural Conpet, do Ministério de Minas e Energia, e conta com apoio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores Anfavea e da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotivos Abeiva.

O objetivo é fazer com que o programa de etiquetagem comece a funcionar em abril de 2009. A partir de então, o consumidor poderá escolher os modelos mais eficientes em consumo de combustível. Caso não encontre a etiqueta nos carros, o interessado poderá verificar as informações desejadas nas tabelas do Inmetro, divulgadas anualmente. Isso só ocorrerá quando a montadora não fizer questão de divulgar o consumo de combustível de seu carro.

As etiquetas serão parecidas com as utilizadas em refrigeradores, lâmpadas e coletores solares. Cada linha possui sua própria etiqueta, só mudando as características técnicas de cada produto. Por exemplo, um produto classificado com a letra A é mais eficiente que um com a letra C.

Na Europa já funciona

O WebMotors foi para o Salão de Genebra em 2007 e constatou que todos os expositores aplicaram os indicativos de consumo ao lado dos automóveis. A iniciativa ganhou efeito positivo, principalmente porque o mundo estava entrando na onda dos “amigos” do ambiente. Vale rever a matéria! Ser mais eficiente significa que consome menos energia e tem menor impacto ambiental. E mais, gasta menos, pesando menos no seu bolso.

O WebMotors fez duas matérias sobre os carros mais e menos beberrões. Uma delas fala dos carros mais limpos do mundo. Já outra conta quais são os mais gastões, e conseqüentemente, os mais potentes.

O meu consumo não é o mesmo do divulgado pela montadora?

Fabricantes utilizam normas e práticas para mostrar ao consumidor que o carro tem um excelente consumo de combustível. Como já dissemos, o padrão a ser seguido por todos é a norma NBR 7024. Considerando que todos os fabricantes a seguem, isso permite ao consumidor comparar um veículo com o outro, mas muitos desvirtuaram a função destes testes e passaram a processar as empresas por “propaganda enganosa”. É um erro, uma vez que o consumo pela NBR 7024 não reproduz condições reais de rodagem.

Por sorte, algumas empresas não se intimidam com isso. No lançamento do Voyage, por exemplo, a Volkswagen mostrou um vídeo que os engenheiros rodaram com o mesmo tanque até Brasília. Foi um teste não-científico, não servindo de base de comparação. As condições de uso foram favoráveis. Os pilotos saíram à noite em temperatura baixa o consumo é menor, estavam com o automóvel vazio e conduziram o sedã a uma velocidade média de 80 km/h.

Outros métodos envolvem colocar o carro em um túnel de vento e medi-lo no dinamômetro. A diferença principal ocorre aí, afinal o automóvel não está nas mesmas condições de uso das ruas, pois o atrito é menor e a temperatura está mais amena.

Para chegar a um número mais próximo do real, o WebMotors faz semanalmente testes com os principais lançamentos do mercado e mede o consumo em condições corriqueiras, de tanque a tanque, mas diferenças de temperatura, de motorista e de terreno percorrido também influenciam. Nossos números servem apenas de referência, uma vez que cada motorista, de acordo com seu jeito de dirigir, consegue um índice de consumo.

No dia-a-dia, os vilões do consumo são: o modo de conduzir acelerações bruscas, a falta de manutenção preventiva e a calibragem dos pneus. Um carro com pneu murcho necessita de mais força para se deslocar. Outro vilão do ponteiro é a gasolina adulterada.

Se o seu carro estiver com consumo mais alto do que o normal, cheque o estado da injeção eletrônica, das velas e cabos e, principalmente, troque dentro do prazo o filtros de ar e de combustível.

O projeto de etiquetagem já foi engavetado

Em 2006, o WebMotors publicou uma matéria dizendo que os carros seriam etiquetados pelo Inmetro em 2007, mas o anúncio da criação do selo só veio agora, no final de 2008. E só terá início em 2009. Será que desta vez a idéia vai pegar?

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