Pneus de baixa resistência também respondem pela economia

Além de ter de segurar a barra na hora da frenagem, curva e conforto, eles também lutam para fazer o carro gastar menos
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Rodrigo Samy
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- No seminário promovido pela AEA Associação Brasileira de Engenharia Automotiva com o tema “Novas Tecnologias – Caminho para o Futuro Sustentável”, o palestrante Renato Silva, gerente de marketing de produto da Michelin, apresentou as vantagens do pneu de baixa resistência, também produzido por outros fabricantes.

Os pneus de baixa resistência ao rolamento reduzem consideravelmente o consumo de combustível e as emissões de CO2 do motor, sem deixar de lado a segurança. Segundo Silva, até 2050 haverá dois bilhões de automóveis no mundo e as reservas de petróleo não são tão vastas. Ele aponta que um automóvel utiliza 20% de toda potência só para vencer a resistência de rodagem. Na régua do dia-a-dia, o usuário economiza cerca de 2% usando os pneus com baixa resistência a rodagem.

De acordo com o executivo da empresa francesa, a grande dificuldade para deixar o produto ideal para o uso foi fabricar algo que oferecesse durabilidade, conforto e segurança. Apesar disso, os ecológicos têm uma vida útil de 60 mil a 70 mil quilômetros.

O que é isso?

Quando a roda gira, e sob o efeito da carga, o pneu se deforma para adaptar-se à estrada. Isto faz com que os materiais que compõem os pneus esquentem e dissipem energia. Este fenômeno é chamado resistência à rodagem. A energia que faz avançar os automóveis vem da combustão do combustível. Reduzir a resistência à rodagem dos pneus permite reduzir o consumo de combustível e, conseqüentemente, as emissões do CO2.

Segundo estudos da Michelin, nem todos os pneus são iguais no que diz respeito à resistência à rodagem: as diferenças podem chegar a 50% entre pneus de marcas diferentes que equipam um mesmo veículo.

Quais automóveis usam esta tecnologia por aqui?

A Fiat lançou neste ano o Mille Fire Economy, que segundo a marca italiana consome menos combustível do que o modelo antecessor. Para ter idéia, a marca indica que o carro faz até 26 km/l quando abastecido a gasolina. Para conseguir a façanha em um carro de estrutura antiga, os engenheiros modificaram componentes do motor e alteraram o lubrificante, recorrendo a um com menor viscosidade. Mas, segundo a própria Fiat, um dos principais segredos para tornar o Mille ainda mais econômico é a utilização de um pneu de baixa resistência. Ele é 5% mais leve que um similar e oferece uma redução de resistência de rolamento de 30%. O único problema é que o pneu Bridgestone 165/70 R13 só pode ser encontrado nas concessionárias da Fiat.

A Volkswagen apresentou no Salão do Automóvel o conceito Blue Motion, que promete uma diminuição de emissão e de consumo, se comparado com modelos convencionais. A proposta estava aplicada nos modelos Polo, Fox e Gol. Os três são equipados com pneus 165/70R14 da Dunlop mais leves e de baixa resistência.

De acordo com a montadora alemã, o Polo nesta versão chega ainda este ano ao Brasil. Além de utilizar “pisantes” ecologicamente corretos, o hatch é mais leve e conta com um coeficiente aerodinâmico favorecido.

Dá para comprar na esquina?

Cada unidade da marca Michelin custa em média R$200 no aro 13” e R$ 260 no aro 14”. Um Goodyear com a mesma dimensão "não ecológico" custa R$ 157 no aro 13” e R$ 230 no aro 14”. No caso do pneu do Mille, ele só pode ser comprado na concessionária. Isso é um percalço do carro, afinal, sem o pneu ecológico que só pode ser comprado nas concessionárias, o carro perde o seu principal atrativo, o consumo. Vale lembrar que a cambagem e o ângulo de caster do novo Mille estão diferentes do fabricado no ano passado para ele poder rodar com os novos pneus. Logo, caso o consumidor queira colocar pneus tradicionais ele vai precisar rever outras coisas e não só efetuar uma simples troca.

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