Produção nacional aponta queda em julho

Em relação a julho de 2001, queda é de 6,8%
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Redação WM1
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- A produção brasileira de veículos registrou queda de 0,3% de junho a julho, alcançando 147.020 unidades. Em relação ao registrado em julho de 2001 157.791 unidades, houve redução de 6,8%.

No período de junho a julho deste ano o total fabricado pelas montadoras chegou a 1,037 milhão de veículos, 9,1% a menos do que no mesmo período de 2001. Os dados foram fornecidos pela Anfavea Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, terça-feira 6.

Segundo a entidade, a queda na produção deveu-se às paralisações nas linhas de montagem das principais montadoras, em razão de férias coletivas concedidas para ajustar o ritmo das fábricas à demanda.

A Volkswagen, por exemplo, deu uma semana de folga aos trabalhadores de São Bernardo do Campo e adotou, no mês passado, a jornada reduzida, de quatro dias por semana. Já a Ford dispensou 1,7 mil funcionários desde o dia 29 de julho o programa seguiria até dia 7 de agosto. A Fiat, que já havia parado a produção em junho, novamente concedeu férias coletivas em julho. Na General Motors, 7 mil trabalhadores do ABC e de São José dos Campos iniciaram folga no dia 29. A Scania deu férias de uma semana a 2,1 mil trabalhadores, enquanto a Renault liberou os funcionários por quatro dias.

Por outro lado, as vendas de veículos nacionais e importados no mercado interno no atacado das fábricas para as concessionárias registraram crescimento de 1,1% de junho a julho, para 112.134 unidades. Esse movimento significa um possível “estancamento” de queda, nas palavras do presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho.

Mas em comparação com julho de 2001 125.815 veículos houve queda de 10,9% no total de veículos negociados. Nos primeiros sete meses do ano, as vendas no atacado totalizaram 831,4 mil veículos, uma redução de 16,9% em relação ao mesmo período de 2001.

O setor de máquinas agrícolas no atacado tem registrado aumentos mensais consecutivos, impulsionadas pelo Moderfrota linha de financiamento do governo com juros mais baixos para o produtor, e acumulam crescimento de 20,7% até julho, totalizando 22,7 mil unidades.

Demissões
As montadoras cortaram 586 postos de trabalho de junho para julho. A indústria agora emprega 93.220 trabalhadores, ante 93.806 pessoas em junho.

Em relação a julho de 2001, o total de empregados era 3% inferior. De acordo com Ricardo Carvalho, a queda é resultado dos Programas de Demissões Voluntárias PDVs anunciados por algumas montadoras nos últimos meses.

Redução do IPI
O presidente da Anfavea afirmou que a redução no IPI anunciada pelo governo – com a criação de uma alíquota intermediária – poderá beneficiar o mercado, mas lembrou que a medida não implica em compromisso do setor de manter os empregos.

A GM, que chegou a anunciar o corte de 700 trabalhadores, congelou as demissões até fevereiro de 2003 e vai abrir um PDV até lá. A DaimlerChrysler Mercedes-Benz informou que pretende dispensar 720 funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo. A decisão está sendo negociada com o sindicato da categoria.

O IPI menor para carros de cilindradas entre 1.000 cm3 e 2.000 cm3 poderá, segundo Carvalho, gerar uma “migração” entre os compradores de carros 0km, que optarão por carros de maior cilindrada em vez dos chamados “populares” – cilindrada até 1.000 cm3 - que terão tarifa reduzida por três meses apenas.

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