Rally dos Sertões: sujou, limpou

Quatro pessoas atuam limpando as trilhas e uma os acampamentos
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O impacto ambiental causado por uma competição de carros em áreas rurais é enorme. O grande atingido em eventos com o Rally dos Sertões - que começa no próximo dia 23 - é o morador das cidadezinhas e vilas que ficam na rota dos pilotos. A presença de carros, picapes, motos e caminhões acelerando, levantando poeira e assustando as pessoas, tira a tranqüilidade do lugar. A fauna e a flora muitas vezes também são atingidas pela ação – involuntária - dos participantes das provas.

Mas nada é tão prejudicial quanto o lixo deixado pelo caminho. Durante todo o trajeto da corrida, são deixados para trás pedaços de veículos, peças, pneus, óleo e combustível. Por isso a organização da prova realiza um “trabalho ecológico” durante o rally, dividido em duas frentes: a primeira percorre todo o caminho usado pelos veículos, recolhendo restos de carenagem, pneus, pedaços de vidro, óleo e combustíveis; e a segunda atua nos acampamentos montados nas cidades que recebem a competição, coletando todo tipo de lixo deixado.

Essa ação de responsabilidade ambiental é feita há oito anos no Rally dos Sertões, principal categoria fora de estrada do País e segunda principal prova do tipo no mundo, com um trajeto de mais de cinco mil quilômetros, atravessando sete estados, Goiás, Tocantins, Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte em belas paisagens durante onze dias vai até 3 de julho.

Quatro pessoas atuam limpando as trilhas e uma os acampamentos; todos recebem auxílio de voluntários das prefeituras das cidades. A equipe distribui cartilhas de conscientização, cinzeiros ecológicos, coletores de óleo, sacolas plásticas para carro, sacos de lixo de 100 litros e outros materiais.

Os postos de combustíveis no trajeto também participam da operação, oferecendo latões para o recolhimento do óleo usado pelos veículos.

Os organizadores do evento não se limitam a recolher o lixo produzido, mas também ensina a população local a fazer a coleta seletiva. Carlos Andrade, o Carlão, responsável pela equipa ambiental, lembra que a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, passou a implantar a coleta seletiva depois da intervenção do pessoal do Rally dos Sertões, no ano passado.

Em 2008 foram recolhidos 900 kg, em 2007 foi uma tonelada de material nas trilhas. Fora da trilha, foram mais duas a três toneladas por acampamento. Ao todo, foram recolhidas mais de 10 toneladas de lixo, o mesmo volume previsto para este ano.

A ação ambiental resultou em desdobramentos, como a conscientização das populações locais e também no desenvolvimento de materiais de trabalho, com o absorvente industrial ecológico, produto feito para absorver e conter vazamentos de óleo e combustível na terra e na água.

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