Ronn Scorpion faz sua estréia no SEMA Show

Superesportivo que faz 320 km/h e 17 km/l com a ajuda do hidrogênio vai ao SEMA Show
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Gustavo Ruffo
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- Quando falamos do Ronn Scorpion pela primeira vez, em junho deste ano, dissemos que ele começaria a ser vendido ainda este ano, no último trimestre deste ano. O prazo foi alongado. Agora, o supercarro só começará a ser fabricado em 2009. Sua apresentação, entretanto, aconteceu rigorosamente no prazo, na abertura do SEMA Show, que acontece em Las Vegas até o dia 7 deste mês. E ele realmente cumpre o que promete: 320 km/h de máxima e 17 km/l na estrada. Como? Com a ajuda do hidrogênio.

Dotado de um sistema que foi batizado de H2GO um trocadilho com o símbolo químico do hidrogênio e a expressão “hidrogênio para rodar”, desenvolvido pela empresa Hydrorunner, o Scorpion não armazena hidrogênio. Ele o produz quebrando moléculas de água por eletrólise. O tanque no carro, de 11,3 l, permite rodar até 1.600 km sem a necessidade de "reabastecer".

E o que é feito desse hidrogênio? Ele é queimado junto com a gasolina, em uma proporção de até 50% do gás. Nos planos da Ronn Motor Company, que fabrica o Scorpion, está ainda uma versão flexível em combustível do carro, que será capaz de usar gasolina ou etanol. A proporção máxima da mistura entre os dois combustíveis não foi mencionada, mas é possível que fique em no máximo 85% de etanol, para evitar os problemas de partida a frio, a não ser que o hidrogênio possa ajudar nisso. A economia de combustível vem daí.

No que se refere ao desempenho, ele se deve principalmente ao baixo peso do Scorpion, de 950 kg, obtido com a carroceria em fibra de carbono e o chassi de cromo-molibdênio. O motor não é nada extraordinário, pelo contrário. Com esse desempenho, ele poderia parecer maior do que o V6 de 3,5 litros da Acura, braço de luxo da Honda, que o equipa. É o mesmo motor usado pelo modelo TL TypeS. No Scorpion, ele gera 293 cv e custa US$ 150 mil, nos EUA. Daria mais de R$ 300 mil no Brasil, se ele viesse sem impostos.

A versão mais forte do Scorpion, a HX, conta com a ajuda de turbos gêmeos um para cada bancada de três cilindros, para chegar aos 456 cv. O preço, com isso, fica US$ 100 mil mais alto, ou mais de R$ 500 mil, também sem impostos.

As vendas começam no ano que vem, com apenas 200 exemplares produzidos no primeiro ano do HX, estima-se cerca de 50 unidades. Como Adrian Pylypec, vice-presidente de vendas e marketing da Ronn Motor Company, disse ao WebMotors na época, sua vinda ao Brasil é questão de vontade do comprador. Convém, entretanto, ser rápido, já que 200 unidades, nos EUA, são uma gota no oceano e as chances de ter de entrar em uma lista de espera são grandes.

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