Saiba quais ofertas do frentista você pode recusar

Listamos exemplos de serviços que podem muitas vezes ser desnecessários para seu carro naquele momento de reabastecer

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André Deliberato
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Você vai abastecer e recebe ofertas do frentista: "precisa completar o óleo?" ou "quer aditivo no radiador?". Acredite, isso é mais comum do que você imagina. Essa técnica de venda - e, muitas vezes, quase de persuasão - é conhecida popularmente como "empurroterapia", e já falamos dela por aqui.

Recentemente você viu aqui no WM1 como fugir daqueles serviços extras desnecessários oferecidos durante os serviços de revisão. Desta vez, vamos listar algumas ofertas feitas por frentistas que você pode (ou deve) recusar - ou ainda, se preferir, verificar por conta, com seu mecânico de confiança.

Ofertas do frentista que podem ser negadas

1. Completar o óleo

Esse é o mais comum. O frentista pede para verificar o nível do óleo e, ao conferir a vareta, vê o nível um pouco mais baixo e diz que falta lubrificante. Pode até ser que falte, mas isso depende da temperatura do motor, já que o indicador pode estar abaixo do normal por um motivo simples: o óleo ainda não ter descido para o cárter.

O resultado é que muitos clientes aceitam "completar" o nível, quando, na verdade, colocam óleo em excesso. Tem mais: não é recomendado misturar tipos de óleos diferentes ou até mesmo lubrificantes de mesma especificação, só que feitos por fornecedores distintos.

"Óleo em excesso força componentes do motor, como o virabrequim, e há risco de criar espuma, o que eleva a temperatura e pode danificar outras peças", diz comunicado da SAE Brasil, Sociedade de Engenheiros da Mobilidade.

Portanto, o nível deve ser checado com o motor frio e quando o carro estiver no plano. Se você for checar depois de ter rodado, aguarde dez minutos até o óleo descer para o cárter.

Quando trocar o óleo do carro: imagem mostra uma mão colocando óleo no motor
Completar o óleo com qualquer tipo de lubrificante pode danificar o motor. Saiba o que seu carro carrega
Crédito: iStock

2. Completar a água do radiador

Acredite, isso também pode ser perigoso. É comum ouvir ofertas do frentista para checar o nível de líquido no radiador, que é o sistema de arrefecimento do motor. Isso ok, até porque o motor pode começar a esquentar - e indicar no painel a temperatura alta - se houver pouca água. O problema começa quando entra a empurroterapia - a partir daí, surgem os "aditivos".

"Se precisar completar no posto, coloque apenas água desmineralizada para prevenir a formação de corrosão nos dutos internos", esclarece a SAE Brasil. Sobre os aditivos, a recomendação é seguir a especificação informada no manual. Ou seja: pode até ser que o carro precise, mas isso não significa que você deva colocar qualquer especificação do produto oferecida pelo atendente do posto, certo?

Homem coloca água com aditivo de coloração rosa no reservatório de água do carro
Os aditivos do líquido de arrefecimento costumam ter cores chamativas - portanto, tome cuidado
Crédito: iStock

3. Aditivo no combustível

Isso também acontece bastante e, pode apostar, é um dos serviços mais desnecessários oferecidos por frentistas. Todo tipo de combustível vendido no Brasil, seja etanol, gasolina, diesel ou qualquer outro, é certificado com a formulação ideal para proporcionar o melhor funcionamento do motor.

Se você, mesmo assim, quiser um combustível específico para prevenir o acúmulo de sujeira e resíduos no tanque e dutos internos, opte pelas variantes aditivadas de gasolina que são vendidas no posto em vez de um aditivo individual.

Ranking da economia foi feito a partir do PBEV do Inmetro
Cuidado com aditivos extras oferecidos por frentistas. Opte por gasolina aditivada convencional
Crédito: Divulgação

4. Trocar palhetas do limpador do para-brisa

Muitas vezes aquela palheta que faz barulho e já não limpa seu para-brisa de forma tão eficiente não precisa ser trocada - ela, na verdade, pode só necessitar de um cuidado com as borrachas. "Em muitos casos é só limpar as palhetas com água para remover a sujeira acumulada", garante a SAE.

Portanto, evite fazer a troca em um posto. Além disso, fique atento, pois produtos que não sejam os originais, nesse caso, podem não ter bom funcionamento e até danificar o vidro.

Homem troca as palhetas do limpador de para-brisa
Palheta do limpador de para-brisa ajuda a melhorar a visão do motorista
Crédito: iStock

5. Olhar o fluido de freio

Outra "pegadinha" comum que vemos em postos de combustível é o frentista oferecer aquela olhada no fluido de freio. De acordo com engenheiros da SAE Brasil, isso deve ser feito somente por oficinas especializadas, pois há risco de a solução ser contaminada por água ou mesmo por ar e comprometer a eficiência do sistema de frenagem.

Se o nível estiver muito baixo, até dá para "completar" no posto, mas o ideal é substituir todo o fluido e fazer a sangria em uma oficina especializada. E assim como o óleo do motor, cada carro tem sua própria especificação para esse tipo de produto, indicada no Manual do Proprietário.

Fluido de freio deve ser trocado somente em oficinas especializadas, diz a SAE Brasil
Crédito: Reprodução
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