Alfa Romeo apresenta o substituto do 147, o Giulietta

Modelo, cotado para chamar 149 ou Milano, adota nomenclatura saudosista, motores turbo estilo ousado para ajudar Cuore Sportivo a sobreviver
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Gustavo Ruffo
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- Aqui no WebMotors nós temos a satisfação, vez por outra, de dar notícia velha. Velha, diga-se de passagem, para nossos leitores. É o caso do sucessor do Alfa Romeo 147, que, em julho, nós mostramos sob o nome de Milano, o mais cotado na época para o novo carro. Mas a marca do Cuore Sportivo decidiu adotar outro nome, mais saudosista, e vai chamar o carro de Giulietta, conforme comprovam as fotos oficiais que ela divulgou.

Nós vínhamos acompanhando o carro com atenção. Primeiro, com fotos de segredo, depois com a ajuda de Gianmario Deriu, que flagrou o carro e teve suas fotos divulgadas primeiro por meio do blog holandês Autoblog.nl e, de lá, para o mundo todo.

O Giulietta chega num momento importante. Sergio Marchionne, CEO do grupo Fiat, disse em entrevista à Automotive News Europe que é preciso criar um plano de longo prazo para a marca a fim de “preservar efetivamente o maior valor possível para a Fiat”. Com isso, Marchionne quis dizer que a marca não pode mais ficar se reinventando, mas sim adotar uma linha de conduta e segui-la até o final, seja o final qual for. Isso, para uma empresa que vende hoje metade do que vendia em 2000, soa a ameaça, mas o lado bom da coisa é que a chegada da Chrysler pode devolver ao Cuore Sportivo algo que seus fãs reclamam há muito tempo: a volta da tração traseira.

Plataformas da marca norte-americana poderão ser usadas para substituir os modelos 159 e 166, além de a Jeep poder ajudar a marca italiana a ter seu primeiro utilitário esportivo. Enquanto isso não é definido, o Giulietta deve ser o último lançamento da Alfa Romeo por um bom tempo. Ele deve ser oficialmente apresentado ao público no Salão de Genebra do ano que vem. O restante da linha deverá se manter à venda da maneira que está, sem investimentos que não uma reestilização ou outra.

Inicialmente, pensava-se que o sucessor do 147 se chamaria 149, mas a nomenclatura dos carros da Alfa Romeo vem mudando desde o lançamento do Mi.To. O Mi.To, aliás, substituiu a versão de três portas do 147. Pode parecer estranho, mas os dois carros têm plataformas diferentes. Enquanto a do Mi.To é a mesma do Fiat Punto, a do Giulietta é a mesma do Fiat Bravo. Esse parentesco fica claro com o flagrante que fizemos em janeiro do ano passado, de uma mula do Giulietta com carroceria do carro médio da Fiat.

A plataforma do Bravo é a mesma do Stilo com alguns melhoramentos, o que, para os brasileiros, representa uma excelente notícia, uma vez que a chegada do novo modelo médio da Fiat está prevista para 2010, depois de ter sido adiada diversas vezes em prejuízo do carro, que já está ficando velho no exterior. Para os alfistas, isso também é bom, uma vez que, se a Fiat resolver importar o Giulietta para o Brasil, sua manutenção tende a ser mais simples.

Considerando as fotos do novo carro, bom seria se a Fiat resolvesse produzir o Giulietta por aqui e chamá-lo de Fiat, como fará com a nova Idea, nada mais que a minivan Lancia Musa. Se temos direito a Lancia, por que não a Alfa?

O novo Alfa, que tem 4,35 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,46 de altura e entre-eixos de 2,63 m, com um porta-malas de 350 l, pretende se opor principalmente ao VW Golf, campeão de vendas na Europa em seu segmento, o de hatches médios.

Para quem procurar o Giulietta por suas promessas de esportividade, a Alfa Romeo pretende não frustrar as expectativas. Haverá, de início, quatro opções de motorização: duas a gasolina, uma 1,4-litro turbo de 120 cv e outra, também 1,4-litro turbo, com tecnologia MultiAir, de 170 cv, e duas a diesel, uma 1,6-litro JTDM de 105 cv e uma 2-litros JTDM de 170 cv. O modelo topo de linha, o Quadrifoglio Verde, terá um motor de 1,75 litro turbo de 235 cv.

Para tornar essa cavalaria mais interessante de domar, a Alfa Romeo equipará todos os Giulietta com o sistema DNA, que ajusta motor, câmbio, direção, o diferencial eletrônico Q2 e o sistema de controle de estabilidade para três programas de condução: Dynamic esportivo, Normal auto-explicativo e All Weather, para pisos em condições escorregadias.

As vendas do novo Giulietta começam logo após o Salão de Genebra na Europa, com preços iniciais em torno de 20 mil euros, na Europa, pouco menos de R$ 60 mil. Tomara que esse Giulietta, diferentemente da de Shakespeare, tenha um final feliz.

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