Chineses mostram carros para invadir os EUA

Movido a eletricidade, conceito conta com baterias de íos de lítio e pilhas a combustível
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Gustavo Ruffo
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- O mercado norte-americano de automóveis, sendo o maior do mundo, atrai as atenções de qualquer fabricante que se preze. Conseguir sucesso ali é uma garantia de estabilidade para qualquer empresa. Não à toa, os japoneses se empenharam em chegar lá, o que ajudou a transformar a Toyota na maior montadora do mundo em 2007. A invasão sul-coreana, comandada pela Hyundai, também já dá seus frutos. Agora, como já disse o correspondente no Salão de Detroit e colunista do WebMotors Fernando Calmon , chegou a vez dos chineses.

Apesar de haver cinco marcas expondo em Detroit Chagfeng, Geely, BYD, Zhongxing e Li Shi Guang Ming, apenas uma pretende comercializar seus veículos nos EUA em curto prazo. Trata-se da ZhongXing, que terá dois modelos, uma picape e um utilitário esportivo, vendidos naquele país dentro de 12 meses, contando de agora.

Importados pela Chamco, do nova-iorquino Bill Pollack, os veículos serão homologados para os padrões norte-americanos de emissões e segurança e devem ser vendidos em mais de 400 revendas espalhadas por aquele país. De início, serão 150, a maior parte dos quais é revendedor da Ford e quer uma nova marca para expandir opções, segundo Pollack. Também há concessionários Toyota envolvidos. “Os pais e avós destes concessionários tiveram a visão de representar marcas japonesas há 30 anos e, agora, apostam na mesma oportunidade com os chineses”, disse o presidente da Chamco.

A apresentação para os consumidores está prevista para o final deste ano e a marca sob a qual os modelos serão vendidos ainda não foi definida, uma vez que ZXAuto, que a ZhongXing usa em alguns países, não pode ser usada no mercado norte-americano.

Apesar de presente ao salão na pessoa de seu presidente, a Chamco não expôs os veículos em Detroit, tendo aproveitado o evento apenas para contatos comerciais e com a imprensa. Os modelos serão vendidos por valores mais baixos do que os dos similares japoneses e coreanos.

Híbrido revolucionário

Enquanto a Fisker briga com a GM para ver quem vai lançar primeiro um híbrido movido apenas a eletricidade com gerador a combustão, a primeira com o Karma e a segunda com o Chevrolet Volt, com o Saturn Vue Plug-In e outros, a BYD, da China, já apresentou nos EUA o pioneiro, o F6DM, que será vendido em seu país de origem já no final de 2008.

Com preço apenas US$ 6.000 superior ao do F6 com motor a combustão o que dá cerca de US$ 26 mil, ou algo perto de R$ 46,8 mil, para o F6DM, o híbrido chinês também será o primeiro híbrido “plug-in” à venda, capaz de se deslocar apenas com a força de suas baterias especiais.

A história da BYD é interessante. Especializada em baterias e fornecedora de empresas como Nokia e Motorola, ela comprou um pequeno fabricante de veículos chinês, a Qingchuan Motor, e passou a desenvolver seus próprios veículos, já com a idéia de aplicar suas baterias nos automóveis.

Só com a carga da bateria o F6DM percorre quase 100 km. Passando disso, o motorzinho a gasolina entra em ação e dá ao sedã mais 300 km de autonomia. Para quem não quiser usar gasolina de jeito nenhum, a BYD informa que é possível uma recarga de 50% da capacidade da bateria com apenas 10 minutos na tomada. Em todo caso, uma recarga completa leva 9 horas.

A bateria do F6DM é que pode trazer algum tipo de preocupação, uma vez que utiliza metais em sua composição, um possível problemão na hora de descartá-las, mas a empresa bota tanta fé nelas que pensa até em vender o sistema a uma das Três Grandes dos EUA GM, Ford ou Chrysler antes de começar a vender seus produtos por lá, o que não deve acontecer antes de 2010. O carro vale uma reportagem mais completa. Aguarde.

Geely e Changfeng

Um pouco mais conhecida, a Geely, maior montadora privada da China, mostrou seus veículos, como o FC e o MK, além da versão chinesa do LTI, o táxi londrino, que ela fabrica na China sob licença. A idéia, mais do que vender automóveis, era vender a presença chinesa nos EUA. O presidente da empresa, Li Shufu, foi categórico quanto a isso ao ser questionado sobre quando a chegada da Geely àquele país. “Essa é uma pergunta difícil. Viremos quando formos bem-vindos aqui.”

Além dos carros, a Geely mostrou que quer crescer não apenas exportando seus carros, mas também fabricando fora da China. Um dos países onde isso vai acontecer é o México, um trampolim de exportação para o mercado norte-americano e também para o brasileiro. Nos próximos três a cinco anos a marca promete 15 novos modelos.

A Changfeng já é veterana de salão, onde, no ano passado, ela mostrou o Liebao CS6. Este ano ela levou a Detroit o Liebao CS7 e o primeiro carro de passageiros da empresa, o Kylin, desenhado pela Pininfarina. Eles são sérios candidatos a ser vendidos no mercado norte-americano. “Estamos estudando o melhor jeito de chegar e esperamos estar no mercado dentro de dois anos”, disse Li Jianxiang, o presidente da Changfeng, que pretende divulgar em 2009 os planos definitivos de entrada da marca nos EUA.

Tang Hua

Longe de simplesmente copiar desenhos, o que, aliás, ela é pródiga em fazer, a China deve encontrar uma identidade única de estilo. É nisso que acredita o designer Li Guangming, dono da Tang Hua e criador dos carrinhos Peixe de Detroit, Pedaço de Nuvem e Livro de Músicas, respectivamente nas fotos 8, 9 e 10 da galeria ao lado. “Não haverá carros chineses significativos se o espírito chinês estiver ausente de seus desenhos”, afirmou Guangming.

Segundo o designer, o estilo arredondado é um indicativo da cultura chinesa, daí seus automóveis, todos movidos a eletricidade. O Peixe de Detroit, anfíbio, tem um motorzinho de 5 cv e baterias de íons de lítio, capazes de dar a ele uma autonomia de 150 km e a velocidade máxima de 45 km/h. “Se a China e a Índia consumissem petróleo na mesma proporção dos EUA, gastariam quatro vezes toda a reserva ainda existente no planeta. O futuro aponta os veículos elétricos como solução. É por isso que estou expondo aqui em Detroit”, disse Guangming.

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