Citroën C3 Picasso chega ao Brasil no embalo do Aircross

Modelo aproveita boas vendas da versão aventureira e estreia câmbio automático
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Rodrigo Ribeiro
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– São Paulo - SP - Mesma família, mas com personalidades diferentes. Com esta frase a Citroën explicou a existência do C3 Picasso, versão “civil” do Aircross que chega às lojas nesta semana a partir de R$ 48.900 – o valor inclui a pintura metálica, opcional de R$ 1 mil. Dentre as sete cores disponíveis, apenas o branco é sólido.

Questões cromáticas à parte, o C3 Picasso aproveita o terreno aberto pelo bem-sucedido Aircross para roubar uma fatia do segmento dominado por Fit, Meriva e Idea, repetindo as virtudes do irmão aventureiro e adicionando o esperado câmbio automático, disponível a partir de R$ 54.900. Por tabela, a falta dos penduricalhos do Aircross deixou o visual do C3 Picasso mais limpo, destacando suas linhas de retilíneas que fizeram sucesso no rival Soul.

O hatch sul-coreano, aliás, foi citado durante o lançamento do C3 Picasso no Brasil. “É um bom sinal ver o Soul crescendo no mercado”, afirmou Nívea Ferradosa, diretora de marketing da Citroën. “Isso significa que o nosso carro irá emplacar”, explicou em seguida. Considerando os bons números de venda do Aircross, faz sentido.

Para atingir a meta de vender 1 mil carros por mês, a Citroën irá oferecer três versões de acabamento para o C3 Picasso – todas elas equipadas com um 1,6L 16V de 110 / 113 cv G/E. Veja quais as diferenças entre elas e seus principais itens de série:

GL: R$ 47.990
Direção hidráulica, ar-condicionado, retrovisores, travas e vidros dianteiros elétricos.

GLX: R$ 50.400
GL + vidros elétricos traseiros, faróis de neblina, rodas de liga-leve de 16’’, mesas tipo avião nos encostos dos bancos dianteiros, CD player com MP3 e entrada auxiliar e banco do motorista com regulagem de altura.

GLX Automático: R$ 53.900
GLX + câmbio automático e ABS.

Exclusive: R$ 57.400
GLX + ABS, ar condicionado digital, bancos de couro, airbag duplo frontal, sensor de estacionamento, crepuscular e de chuva, controlador e limitador de velocidade e Bluetooth.

Exclusive Automático: R$ 60.400
Exclusive + câmbio automático.

Arte moderna
As linhas retilíneas do carro ajudam a dar lógica ao sobrenome do maior dos C3. Pintor de enorme destaque no século XX, Pablo Picasso teve uma obra diversificada, dividida em períodos – entre eles, o cubismo, estilo em que em movimento artístico em que predominam linhas e ângulos retos. Não à toa, o slogan do C3 Picasso será “a vida elevada ao cubo”.

Não dá para falar que o modelo é uma obra de arte da equivalência do mestre cubista, mas ao menos o desenho foge da mesmice dos monovolumes. A diferenciação visual se dá menos pelo “quadrado redondo” e mais pelas pequenas ousadias, como a coluna frontal dividida e a tampa do porta-malas com placa assimétrica. Este detalhe, aliás, foi decorrência do projeto, que manteve a peça já usada no Aircross, que adota estepe na traseira.

Por dentro há menos surpresas, pois abundância de porta-trecos e espelho extra no teto para vigiar as crianças já são encontrados em outros modelos. Mas ainda há detalhes incomuns, como os três difusores de ar no centro do console e tela de GPS que não é retrátil nem sensível ao toque na parte superior do painel.

A cabine oferece espaço de sobra para quatro adultos, mérito de uma consagrada solução para evitar apertos sem mexer no entre-eixos: levante o teto, os assentos, e voilà, ganha-se espaço para as cabeças e joelhos. De bônus o motorista dirige em uma posição mais elevada, que no C3 Picasso se manteve, apesar dos três cm a menos de altura em relação ao Aircross.

Adaptação nacional
Ao contrário do que o nome indica, o C3 Picasso também é diferente do seu irmão europeu homônimo. Por fora há novos para-choques e tampa do porta-malas, enquanto o interior reserva painel e revestimentos exclusivos para o lado de cá do Oceano Atlântico. Por causa disso, nosso Picasso é pior que o deles.

Enquanto materiais emborrachados e mimos como luzes para as bandejas do tipo avião são oferecidos para o modelo europeu, o C3 Picasso brasileiro abusa do plástico, que compõe todo o painel e forro de portas. Não é muito diferente do encontrado em seus rivais, mas foi uma oportunidade de se diferenciar perdida pela Citroën.

Outros atributos, porém, ajudam a contornar o acabamento mediano. O volante de boa ergonomia transmite firmeza em altas velocidades sem prejudicar as manobras auxiliadas opcionalmente por sensores de estacionamento, enquanto o câmbio manteve os engates precisos e suaves. Este ponto em especial é importante, pois o motor 1,6L de até 113 cv pede reduções antes de retomadas vigorosas.

Não que os 15,8 kgfm de torque sejam insuficientes para os 1.323 kg do C3 Picasso. Mas a sensação ao guiar o modelo é a mesma que tivemos com o Aircross 12 kg mais pesado: motor 1,4L, só no C3 hatch. Essa percepção fica reforçada nas versões de câmbio automático, cuja velocidade e suavidade de operação ficam aquém da concorrência.

Para as massas
Porém os pequenos detalhes do C3 Picasso não farão com que ele encalhe nas concessionárias . As poucas falhas do modelo são equivalentes aos seus concorrentes, além de serem ocultadas por suas virtudes. O pai de família 56% do público deste tipo de carro, segundo a Citroën busca racionalidade e espaço interno de sobra, o que C3 Picasso oferece de maneira farta, com o bônus do visual diferente.

Com o fantasma da manutenção cara espantado pelos outros modelos da família, o C3 Picasso tem fôlego para figurar nas garagens de famílias desejosas por algo diferente sem pagar a mais por isso.

Test-drive feito a convite da Citroën do Brasil

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