Ford Ka chega com uma dura missão

Todas as apostas da Ford estão presentes neste novo lançamento. Totalmente nacional, o carro tenta recuperar prestígio no Brasil
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Rodrigo Samy
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- A grande aposta da Ford para o Brasil chega no início de 2008 às concessionárias da marca. Trata-se da nova geração, totalmente nacional, do Ka. Isso mesmo: apesar das especulações e brincadeiras sobre o batismo do pequeno automóvel, o nome continuará o mesmo. E ele chega por R$ 25,19 mil já com travas elétricas, controle remoto para abertura das portas, abertura do porta-malas e botão de “pânico” que produz um "bip" e pisca as luzes do veículo quando acionado, alarme volumétrico, travamento automático das portas a 15 km/h e abertura do porta-malas no painel. Limpador e desembaçador, além de comando interno dos retrovisores, só a partir do pacote Fly.

Com 3,84 m, o novo Ka cresceu bastante. Agora há lugar para cinco passageiros, que têm 2,45 m de entreeixos para se acomodar, um espaço maior que o de muitos de seus concorrentes. O porta-malas também cresceu e tem agora espaço para 263 l de bagagem, com um tanque de combustível de 45 l, para maior autonomia.

Da versão antiga sobraram apenas as 27 mil unidades emplacadas em 2007, praticamente a mesma quantidade de Volkswagen Gol comercializada em um único mês. Os números de vendas do pequenino simpático da Ford eram tão fracos que nem as inúmeras versões criadas dinamizaram a produção: Ka MP3, One, XR, GL e Action, entre outros.

Para nova fase do “Fordismo” nacional haverá apenas duas configurações. Uma equipada com o motor 1,0-litro e outra 1,6-litro, ambas com tecnologia flexível em combustível. Vale lembrar que o propulsor de 1,6-litro deixa o Ka ágil e extremamente divertido de dirigir. Trata-se de uma excelente combinação de peso, suspensão, potência e dirigibilidade. São 110 cv, quando abastecido a álcool, para 942 kg, uma relação peso/potência de 8,6 kg/cv. No 1-litro, que tem 73 cv com álcool e 905 kg, a relação aumenta para 12,5 kg/cv.

Partindo de R$ 25,19 mil, o novo Ka pode chegar aos R$ 36,39 mil, o valor da versão com motor 1,6-litro mais bem equipada. O Ka 1.6 mais barato sai por R$ 31,8 mil. Todas as versões vêm, de série, com botão de “pânico” para achar o Ka no estacionamento, travas elétricas, controle remoto para abertura das portas e do porta-malas, pára-choques pintados na cor do carro, alarme, travamento automático das portas a 15 km/h e abertura do porta-malas no painel.

Mas o projeto B402 vai muito além de um simples lançamento nacional. Ele chega com a incumbência de resgatar a linha de produção da Ford em São Bernardo do Campo, localizada na grande São Paulo. Antes da novidade havia cerca de 4.500 funcionários, praticamente de braços cruzados. Com isso, foi preciso acontecer uma negociação entre sindicato e indústria. No final, os trabalhadores conseguiram convencer a Ford sobre a criação de um modelo a custos operacionais menores.

A principal vantagem do recém-lançado é o espaço. O modelo antigo custava R$ 24 mil com motor 1,0-litro. Completamente diferente, o Ka 2008 tem lugar para três pessoas no banco traseiro o antigo só permitia duas , graças a utilização da plataforma do Fiesta geração anterior, e teto mais elevado.

Por fora, o Ka nacional ficou mais moderno. O conjunto óptico adotou o mesmo formato utilizado pelo Fiesta produzido em Camaçari, na Bahia. Já na parte traseira o modelo ganhou lanternas menores e vincos que remetem com sutileza a modelos mais encorpados, como, por exemplo, o utilitário-esportivo Porsche Cayenne.

Por dentro, o Ka utiliza uma mistura de componentes do novo Fiesta e do modelo anterior. Finalmente há um porta-luvas, em vez daquele nicho com tampa que havia no lado direito do painel. Como a porta é a mesma do modelo anterior, os painéis internos e seus desenhos se repetem.

Os bancos e os encostos são novos e de espessura menor, com o objetivo de gerar a idéia de mais espaço. As pernas do passageiro, entretanto, vão continuar apertadas, ainda que menos do que no modelo antigo. O formato do assoalho também prejudica o conforto.

O volante do Ka é parecido com o do Fiesta atual, assim como o painel. No primeiro contato com o carro, nota-se que a área envidraçada oferece melhor visibilidade que a do Ka lançado em 1996.

Os principais concorrentes do novo Ka são: Chevrolet Celta, Volkswagen Gol, Fiat Palio e Fiat Uno. Todos os modelos prezam por economia, pouco conforto, manutenção barata e durabilidade.

O Gol custa a partir de R$ 26 mil, tem maior número de concessionárias e apresenta pouca desvalorização. Em compensação, o alemão tem o seguro mais caro da categoria. Já o Palio custa em média R$ 29 mil, mostra um design atual e oferece um dos melhores acabamentos entre os veículos de entrada. Em contrapartida, apresenta um valor que destoa do do restante do segmento. O Fiat Uno é o carro mais barato do mercado, porém é o mais espartano de todos. Com seguro elevado, ele é o acesso mais fácil para quem nunca teve um meio de transporte particular.

O Chevrolet Celta, esse sim, é o principal concorrente do novo Ka. Por R$ 26 mil, o automóvel da marca americana começou como o novo Ka. Simples de acabamento, projetado e produzido no Brasil, apenas na versão duas portas e totalmente inédito.

A missão do Ka é: resgatar a fábrica de São Bernardo do Campo, fortalecer a imagem da Ford no segmento popular, recuperar o volume de vendas e garantir ao consumidor um produto inovador. Vamos ver se ele tem poder para isso.

Colaborou Gustavo Henrique Ruffo


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