Land Rover Discovery TDV6 S, cidadão do mundo

Tecnologia, solidez e conforto se reúnem nesse SUV
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Luís Figueiredo
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- Para tornar-se um cidadão do mundo, como dissemos na avaliação da motocicleta BMW R 1200 GS Adventure leia aqui, há uma outra possibilidade. Ter um Land Rover Discovery TDV6. Vendido por R$ 189.000,00 na versão S, de entrada, é um utilitário-esporte preparado para atravessar lâminas de água de até 70 cm de altura, enfrentar aclives e declives de até 45º, andar em terrenos inclinados a até 35º, entre outras habilidades. Tudo com muita solidez, força e, claro, conforto.

São poucos os obstáculos capazes de pará-lo – e talvez o façam pelo elo mais fraco, os pneus, que de fábrica são os 235/70 R17 para uso misto, inadequados para fora-de-estrada mais intenso. No entanto, basta usar correntes ou optar por pneus de desenho voltado ao off-road e o conjunto está completo.

O mais sofisticado aparato tecnológico presente no Discovery – e o que mais impressiona ao volante – é o Terrain Response resposta de terreno. Trata-se de um sistema eletrônico que reconhece o tipo de superfície pelo qual o veículo está trafegando. Foi elaborado a partir do estudo de aproximadamente 50 tipos diferentes de piso e das características necessárias para cada um deles.

Os engenheiros da Land Rover então resumiram esses dados a cinco modos de condução pré-programados, que condensam os parâmetros necessários àqueles pisos avaliados. Normal piso asfáltico ou terra batida/seca, por exemplo; piso escorregadio terra/neve/grama; lama “facões”; pedras e areia. O condutor precisa apenas selecionar um deles e o sistema faz todo o resto: adapta o gerenciamento do motor, caixa de câmbio e suspensão; altera a distribuição de frenagem, os controles de tração e estabilidade e ainda aciona o controle de descida de declives HDC – Hill Descent Control.

Sua utilização é realmente simples e torna o off-road quase que um jogo eletrônico. Facões à frente? Terreno alagado? Pedras? Basta selecionar o programa adequado do Terrain Response que a eletrônica ajuda a fazer o resto. E há reservas eletrônicas de segurança, caso um passageiro curioso tente alterar o programa ou acionar a tração reduzida operada por meio de tecla ao lado do seletor do Terrain Response com o carro rodando. A tração é 4x4 permanente, com diferencial central e controles eletrônicos dos diferenciais.

Ao volante o utilitário-esporte transmite segurança, sem oscilações laterais – o maior problema desse tipo de veículo, especialmente desse porte. O peso do Discovery está todo localizado o mais baixo possível, de forma a diminuir o centro de gravidade do carro. Essa característica, aliás, é compartilhada por todos os modelos da marca britânica. No fora-de-estrada ou rodando em asfalto, numa auto-estrada e sob forte chuva, a sensação de solidez e de boa construção é evidente e transmite segurança a motorista e passageiros.

Cruzando a 120 km/h o conta-giros marca 2.000 rpm. Regime suave, que colabora para o silêncio na cabine mesmo sendo um motor a diesel, naturalmente mais barulhento. Nota-se também pouco ruído aerodinâmico, outro mérito de construção do Discovery. O baixo regime de rotação é bom ainda para o consumo comedido de combustível. Aferindo pelo computador de bordo chegamos à marca de 10 km/l na estrada a Land Rover aponta 12,2 km/l. Tome-se a capacidade do tanque de 86 litros e o resultado será a autonomia aproximada de 860 km. Suficiente para um bom passeio no final de semana, com direito a trilhas pelo caminho.

Na cidade, foram 8 km/l, pelo aferido no mesmo equipamento próxima dos 8,7 km/l declarados pela fábrica. Neste caso, o mérito é dividido com o câmbio automático de 6 marchas com acionamento seqüencial, fabricado pela alemã ZF. Dada a quantidade de marchas é possível fazê-las mais próximas entre si, aproveitando muito bem os 44 kgfm de torque disponíveis de 1.900 rpm a aproximadamente 3.500 rpm e garantindo agilidade, ainda que sendo um câmbio longo. Essa caixa dispensa troca de óleo.

O câmbio é dotado de programa eletrônico que previne a troca de marchas fora da rotação ideal, ascendente ou descendente. No modo manual seqüencial, efetua trocas automaticamente quando o motor atinge 4.250 rpm. A injeção é limitada ao se atingir 4.750 rpm, mantendo essa rotação.

O V6 de 2,7 litros de cilindrada que equipa o Discovery é fabricado em parceria pela francesa PSA e a Ford. È moderno, com injeção eletrônica por galeria única. Gera potência de 190 cv a 4.000 rpm, suficiente para levar o SUV a 180 km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 11,7 segundos, de acordo com a fábrica.

Com disco nas quatro rodas e auxiliado pelo sistema antitravamento ABS, o Discovery TDV6 freia muito bem. A transferência de peso é amenizada pelos controles eletrônicos da suspensão, que mantém o carro equilibrado, e o jipão permanece sob controle – ainda que sob frenagem de emergência.

Sua suspensão absorve com perfeição as irregularidades do solo e oferece dirigibilidade impecável para o veículo, considerado seu tamanho. É independente nas quatro rodas, por braços triangulares superpostos. Utiliza sistema pneumático, controlado por computador, com carga adaptável ao piso.

O conjunto varia em até 240 mm a altura do carro em relação ao solo, de acordo com a regulagem selecionada. Em condições radicais a suspensão eleva-se eletronicamente e sem interferência do motorista até o modo “distendido” – o Discovery fica a 7 cm acima da altura normal de rodagem. Acima de 160 km/h o SUV rebaixa-se, de forma a melhorar a aerodinâmica, retornando à altura normal quando a velocidade cair para 130 km/h.

O Discovery tem 2,89 metros de distância entre eixos. Graças à boa disposição do interior, há farto espaço para passageiros no banco traseiro. Como o teto é elevado nessa parte do veículo, mesmo os mais altos sentam-se confortavelmente. Os bancos são individuais e podem ser dobrados, facilitando a acomodação de objetos no porta-malas. A capacidade do compartimento é de 1.260 litros, até o teto. Suas demais dimensões são igualmente generosas. Comprimento, 4,84 metros; altura, 1,84 metro; largura, 2,20 m.

Seu freio de estacionamento também tem gerenciamento eletrônico e é operado por uma tecla no console, ao lado do câmbio, dispensando alavanca. Sua liberação é automática, bastando selecionar a marcha “Drive” e acelerar. O ar-condicionado tem duas zonas de resfriamento e boas saídas para os bancos de trás, colaborando para o conforto a bordo.

Interessante perceber como em detalhes o carro mostra sua natureza fora-de-estrada. O volante, por exemplo. Embora aparentemente grande para os padrões de carro de passeio, tem aro de diâmetro e espessura ideais para seu fim. Se em um carro de pista agrada mais um volante pequeno, na terra a situação é contrária. Volante grande permite a precisão adequada a esse tipo de piso, facilita nos momentos em que é necessário usar força num atoleiro, por exemplo, quando as rodas estão presas e colabora para manobras rápidas e seguidas – uma subida íngreme de piso escorregadio, por exemplo, com o veículo mudando de trajetória o tempo todo, carecendo de correção. A direção é precisa para o carro e tem assistência sensível à velocidade.

Da mesma forma, as maçanetas são grandes e funcionam como apoio, caso seja necessário descer do carro em um trecho enlameado e escorregadio. Não há estribos, que ficariam cheios de lama e sujariam a roupa dos ocupantes, ao descer. As saídas de escapamento ficam bem escondidas na parte interna do pára-choque. Caso o Discovery pare, os ganchos para reboque localizados em posição central na frente e atrás, sob o pára-choque ficam guardados sob capas de plástico facilmente removíveis.

Mas há detalhes que desagradam no Discovery. Acionamento um-toque é oferecido apenas para o vidro da porta do motorista, subida e descida. Não há travamento automático das portas e o toca-CD não lê arquivos MP3.

Isso não comprometeria uma viagem pelo oriente, passando pelo Deserto de Dubai, em que foi submetido pela Land Rover a temperaturas de até 50º para testar a eficiência do ar-condicionado e do sistema de arrefecimento. Ou pela Suécia, quando enfrentou -40º durante os testes realizados pela fábrica. E ainda poderá rebocar a motocicleta, pois tem capacidade para até 3,5 toneladas.Land Rover Discovery III

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