Mitsubishi amplia família ASX com versão off-road

ASX Outdoor chega com câmbio manual e tração 4x4 partindo dos R$97.990
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Karina Simões
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As montadoras estão apostando nos aventureiros. De hatches à SUVs, diversos modelos à venda no mercado acabam ganhando uma versão um pouco mais alta, com alargadores de para-lamas ou enfeitadas com alguns acessórios, nem sempre funcionais, para atrair o consumidor que procura um veículo mais robusto. Poucos, todavia, nascem com DNA off-road de verdade, quesito inerente aos modelos da Mitsubishi. Seu último lançamento, o ASX Outdoor, é nascido no asfalto, mas será criado com os pneus sujos de lama.

A versão vem complementar o line up da marca ao focar nas capacidades fora de estrada, porém sem se esquecer do conforto. O crossover, exclusivo para o mercado nacional, chega ao mercado neste mês por R$ 97.990.

A Mit escolheu para a imprensa um test drive diferente do convencional -  e acertou em cheio!. Aproveitando a estrutura montada para a última etapa do rali Mitsubishi Motorsports 2015, a marca nos levou para Ribeirão Preto, interior de São Paulo - nos dividiu em duplas, deu o carro e uma planilha na nossa mão. Pra que? Faríamos com o ASX Outdoor um rali de regularidade com duração de quatro horas pelos canaviais no entorno da cidade.

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Para começar, o ASX Outdoor vem equipado com o 2.0 – já conhecido da Mitsubishi, produzido em Catação (GO) - , que gera 160 cv aos seis mil giros. Obviamente ele conta com tração 4x4 e tem como diferencial a transmissão manual de 5 marchas (mesma que equipa o Lancer, porém com calibragem diferenciada) enquanto as outras versões são equipadas com câmbio CVT. Esta mudança no câmbio acabou deixando o modelo mais econômico, classificado com nota A no programa de etiquetagem do Inmetro. Segundo as medições, o consumo é de 7,6 km/h na cidade e 8,9 km/h na estrada, na gasolina. A marca estuda lançar uma versão flex.

O conjunto de suspensão recebeu reforço. A dianteira é independente McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora e a traseira é multilink, que mantém o pneu no piso e, quando aliado ao 4x4, mantém as rodas sempre tracionando. Houve mudança na calibração de amortecedores e molas, que receberam mais carga e os pneus são ATR de 16”.

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Agora que sabemos o que estamos acelerando, é hora de encarar o desafio do rali. Antes de entrar na terra, a planilha indica o acionamento da tração 4WD que é feito por um simples toque no botão do console central. Há ainda o modo 2WD, onde a força atua apenas nas rodas traseiras e o modo Lock, que é a reduzida.

O cenário era terra vermelha e canaviais à perder de vista. A cada ponto de passagem eu e minha dupla nos adaptávamos à manutenção da velocidade, nos familiarizávamos com as referências na planila (mourão, bandeira, poste, transformador de força, etc) e, o mais difícil, controlávamos o tempo. Cometemos um grande erro de percurso no início da prova, o que me frustrou um pouco (sou pouco competitiva...), mas que depois me fez perfecer que fui a participante que mais aproveitou a trilha e o carro.

Enquanto os demais seguiam a planilha e a indicação de velocidade de 18 km/h, 39 km/h ou, no máximo, 51 km/h, para pontuar no rali. Eu arrepiava com o AXS pela trilha para tentar recuperar o tempo perdido e não acabar desclassificada. Cada lomba era um salto, o que mostrava a boa estabilidade do crossover a cada aterrizagem – ele tem controle de tração e estabilidade. O conjunto de freios ABS com distribuição da frenagem também cumpriu seu papel.

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A versão possui ângulo de entrada de 23º, de saída de 35º e 215 mm de altura livre do solo, números razoáveis para quem quer se aventurar fora da cidade. Merece elogios o sistema de suspensão, que não só absorveu muito bem os impactos, mas que também manteve o carro no prumo a cada salto, curva em alta ou as “porradas” em valas e erosões. O único ponto que não me agradou tanto foi a falta de força nas subidas. Os 20,1 kgf.m de torque chegam só aos 4.200 giros e o carro parece perder força. Em alguns trechos era necessário reduzir para primeira marcha. Depois de muita diversão, recuperamos o tempo e pudemos seguir mais duas horas de trilha, desta vez, dentro do regulamento. Agora, eu seria a navegadora.

Deu dó de sujar

As alterações visuais para este ASX foram feitas no Brasil com a validação da matriz, no Japão. Os para-choques dianteiros receberam acabamento em cinza grafite, para os riscos (comuns a quem pratica o off-road) ficarem menos visíveis, os faróis ganharam máscara negra, há uma nova grade dianteira, moldura do farol de neblina, retrovisores externos com capa na cor cinza e o flare das rodas. Funcionais, acessórios como o rack de teto que suporta 40 kg e os ganchos na traseira, que conseguem rebocar até 1.500 kg, vêm de série. Muitas peças deste modelo, aliás, foram inspiradas no ASX-R, de competição.

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Na configuração Outdoor, o ASX pode ser uma opção para substituir a Pajero TR4, que foi descontinuada. Ele tem a valentia da Pajeirinho, mas com muito mais espaço. O entre-eixos (mesmo do Outlander) de 2,67 metros garante mais conforto aos passageiros e mais facilidade para entrar no carro, ou seja, o acesso é infinitamente melhor do que o da TR4 dificultado pela caixa de roda. O amplo porta-malas tem piso rebaixado, além de um espaço extra, que totaliza 605 litros de capacidade.

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O interior possui bom acabamento, como os demais da linha. Por isso, dá até dó de entrar com ele nas poças de lama. Os bancos são bonitos e parecem ser fáceis de limpar. O volante conta com ajuste de altura e profundidade, mas vale o destaque para a posição de dirigir, muito agradável. De série, há sistema multimídia com DVD, MP3, rádio, bluetooth, além de entrada USB. Como único opcional, a marca oferece sistema de navegação por R$ 1.612.

Nas cores, a novidade é o laranja, mas há outras seis opções para escolher.

Versatilidade é tudo

Antes do ASX Outdoor chegar, eram vendidas mensalmente uma média de 700 unidades das três versões do modelo. Com a versão aventureira no mercado, a marca espera somar 100 unidades a essa conta todo mês. 

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Com a experiência, constatei que o ASX Outdoor está muito bem posicionado entre a terra e o asfalto e que versatilidade pesa muito. Sujou no final de semana? Dê um banho no carro e siga sua vida urbana normalmente. Constatei também que navegador e piloto devem estar bem alinhados antes de sair para um rali de regularidade, afinal, nossa distração no início da prova nos rendeu um último lugar. Mas a mais importante constatação foi que a chegada é o menos importante quando a diversão de verdade está no percurso. 

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