Motores flex: corrida entre japoneses

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Fernando Calmon
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- Tanto Honda como Toyota já confirmaram que vão produzir motores flexíveis álcool-gasolina no Brasil, numa corrida particular entre as duas principais marcas japonesas que possuem fábricas no País. A Honda confirmou que no início do segundo semestre terá à venda um dos seus modelos com essa tecnologia. Embora o presidente da empresa, Tetsuo Iwamura, não tenha afirmado se seria o Fit ou o novo Civic, no lançamento deste houve a confirmação: o Fit flexível em combustível chega em setembro; o Civic “flex” vem em outubro.

Fontes do mercado garantem que o Fit será o escolhido porque compete numa faixa de preço na qual todos os principais concorrentes, diretos e indiretos, oferecem motores capazes de funcionar indiferentemente com álcool ou gasolina. A Bosch brasileira já fornece sistemas de injeção de combustível — o componente fundamental dos flex — para a Honda, o que facilita bastante.

No início do ano, surgiram rumores de que a Toyota tentaria surpreender e colocar no mercado, antes da Honda, o motor flex de 1.600 cm³ no Corolla. Na realidade, a Toyota depende de fornecedores japoneses que passam longe de qualquer intimidade com o assunto, embora esta seja uma tecnologia sem grandes segredos leia matéria aqui.

Basta lembrar que desde 1991 estes motores são vendidos nos EUA. A quase totalidade dos compradores, porém, utiliza apenas gasolina por desconhecimento e principalmente por não encontrar álcool nas bombas dos postos de serviço. Os motores flex americanos surgiram apenas como um truque. Produzindo este tipo de motor os fabricantes recebiam uma espécie de perdão ou cota extra para continuar oferecendo motores de maior cilindrada que gastam muita gasolina. Lá existe uma limitação para o consumo de combustível dos carros fabricados e os flex ajudam a baixar essa média.

Apesar de mais de 6 milhões de veículos rodarem nos EUA com motores flex estima-se algo em torno de 5% abastecendo com álcool, a tecnologia brasileira está bem mais adiantada. Tanto que as filiais das marcas americanas aqui instaladas passaram a ccaption o desenvolvimento técnico, inclusive para a Saab e a Ford da Suécia, onde dois modelos também são oferecidos.
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