Paixão arrebatadora: Aston Martin Rapide

Testado em Lisboa, esportivo soma acabamento de alto luxo com força esportiva
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António Pereira
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Quatro anos depois da estreia, no Salão de Detroit, do protótipo com o mesmo nome, finalmente chega ao mercado um dos automóveis mais aguardados dos últimos tempos. Primeiro modelo com quatro lugares e quatro portas da história da Aston Martin, o Rapide confirma todas as expectativas geradas.

Como era de se esperar, na gênese está a plataforma VH em alumínio extrudado que serve de base a toda a gama da montadora do vilarejo de Gaydon, na Inglaterra, em especial ao DB9. Face a este último, o Rapide é mais comprido 30,6 cm e
25,9 cm mais longo no entre-eixos. No total, tem 5 m de comprimento, 1,92 m de largura, 1,36 m de altura, e 2,98 m de entre-eixos.

A suspensão também não foi alterada, mas recebeu diversos reforços para lidar com o peso extra, agora de 1.950 kg. O sistema de amortecimento ativo, conta com dois modos de funcionamento Normal e Sport, cada um com cinco estágios.

Sob o capô está instalado o conhecido V12 de 6 litros, com 477 cv, o mesmo do DB9. O Rapide também compartilha com este modelo a caixa Touchtronic 2 de seis relações, dotada de comando manual sequencial através de borboletas em alumínio revestidas de couro, localizadas atrás da direção. Elas permitem otimizar as performances e a resposta do motor. O sistema de freios funciona com pinças flutuantes e discos ventilados, de 390 mm de diâmetro na frente e 360 mm atrás.

Fundamental no Rapide, porém, é a beleza de suas linhas. E certos detalhes que ilustram bem o esforço dos designers para fazer deste modelo uma proposta única no mercado. A começar pela grade “dupla” dianteira, os conjuntos óticos frontais com bi-xênon, luzes diurnas e setas com leds e lanternas traseiras igualmente com leds.

Os retrovisores foram aerodinamicamente desenhados, as maçanetas embutidas nas portas e as janelas laterais ficaram sem moldura. Sobre o porta-malas, foi integrado um pequeno defletor e o friso lateral se prolonga da dianteira apenas até as portas traseiras. As imponentes rodas são de 20 polegadas.
Também chamam a atenção no Rapide as colunas traseiras, bastante bojudas, e, principalmente, as colunas centrais invisíveis pelo exterior. A solução foi tão engenhosa quanto eficaz: as janelas laterais se unem por cima das colunas, o que as encobre.

Com tudo isto, não restam dúvidas de que o Rapide é um dos automóveis mais chamativos do momento, traz uma aparência dinâmica mesmo parado e esbanja detalhes de estilo que compõem a manufatura artesanal que ainda existe em sua produção.

Mas é em movimento que o Rapide faz jus ao nome. Chega quase a fulgurantes 300 km/h e cumpre o 0 a 100 km/h em 5 segundos. Em um ritmo mais calmo, também não há grandes reparos a fazer ao Rapide, em termos do conforto oferecido aos ocupantes.

Ágil, divertido e emocionante de conduzir, este familiar com mais de cinco metros e quase duas toneladas é, inquestionavelmente, um dos automóveis com mais "appeal" da atualidade. Claro que está ao alcance de poucos. Mas os 236.650 euros pedidos em Portugal – cerca de 580 mil reais – acabam por ser um valor competitivo, se comparados ao DB9, que custa quase 230 mil euros próximos a R$ 563 mil, ou o DBS, orçado em mais de 310 mil euros um pouco acima de R$ 758 mil.
Com a vantagem de o Rapide, além dos quatro lugares, contar com uma lista de equipamentos de série bem mais completa, onde as poucas opções são os bancos ventilados, o sistema de entretenimento traseiro, as rodas com acabamento grafite, as pinças do freio coloridas. Assim se faz um “carro família” de sonho!

Primeiras impressões

Patrimônio genético por António de Sousa Pereira do Automotor/Portugal exclusivo para Auto Press

Lisboa/Portugal – O interior do Rapide é totalmente familiar para quem conhece os Aston Martin por dentro. Há a qualidade, o requinte e o luxo típicos das criações da marca, mas também um estilo muito próprio, pleno de classe e distinção. O lema da marca é pra valer: “o que parece, é”. E é mesmo, seja metal, madeira ou qualquer outro material, tudo é genuíno, inclusive as preciosas alças do teto, na parte traseira, todas em couro e fixadas por placas de alumínio. Este é, ainda, o primeiro Aston Martin a dispor de janelas laterais em vidro laminado, com uma camada de silicone no interior, solução que, segundo a fábrica, reduz em 50% o ruído de média e alta frequência no interior.

Aliás, são várias as estreias introduzidas pelo Rapide na Aston Martin: airbags de cortina nas portas; travas de estacionamento eletrônico; bancos aquecidos e ventilados em todos os lugares, vidros elétricos com função anti-entalamento, ar-condicionado traseiro independente.

Mais importante ainda é saber como se acomodam os dois ocupantes nos bancos traseiros, o que faz toda a diferença no Rapide, e é a sua verdadeira razão de existir. Segundo a Aston Martin, os passageiros traseiros compartilham da experiência de condução, graças a visibilidade frontal bastante superior ao normal; do mesmo modo que é anunciado um espaço suficiente para alojar ocupantes adultos.

Na prática, as coisas não são bem assim. A verdade é que o acesso ao interior não é dos mais fáceis, por conta da reduzida altura do teto. Por outro lado, os bancos traseiros, tipo concha, dispõem de um assento demasiado curto, o que, conjugado com um apoio para as costas bastante vertical, obriga quem senta atrás a viajar com as pernas excessivamente dobradas e de joelhos elevados.

A tudo isto some-se a falta de espaço geral, muito por culpa do elevado túnel de transmissão, típico da plataforma VH, que foi aproveitado para prolongar o console central até à traseira. Quem tem mais de 1,70 m de altura não deve planejar viagens muito prolongadas.

Já o porta-malas é relativamente generoso, permitindo acolher dois sacos de golfe na sua configuração normal. Rebatendo-se a divisória que a separa do habitáculo e aproveitando o espaço disponível atrás das costas dos bancos, a capacidade é de 317 litros. Com os bancos rebatidos, chega a 886 litros.

Mas é o seu comportamento que fará, sem dúvida, as delícias de quem tenha o privilégio de se sentar atrás do volante. É um cockpit envolvente, em que o único senão é a reduzida visibilidade traseira. A sonoridade do V12, sobretudo em altos regimes, impele a explorar os limites, prova de que o Rapide supera expectativas de forma exemplar e brinda quem o conduz com uma notável eficácia, reações honestas e previsíveis e uma agilidade surpreendente. Sobretudo quando se desliga o ESP e usufrui do balanço da traseira. Numa palavra: delicioso!

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