Pequeno notável, Fiat Mobi parte de R$ 31.900

Irmão menor do Uno chega às lojas em seis versões

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Karina Simões
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A dianteira lembra o Freemont, as lanternas parecem as do Honda Fit, na lateral vemos um pouco de Uno e na traseira um poudo de Chery QQ. Enfim, fiquem à vontade para fazer suas comparações, fato é que o Mobi é mesmo "diferentão". Nesta quarta-feira (13), a Fiat apresentou seu inédito subcompacto, irmão menor do Uno, que chega às lojas no dia 16 deste mês em seis versões, com preços que vão dos R$ 31.900 aos R$ 43.800.

Partindo do princípio de que menos é mais, a Fiat vai tentar colocar na cabeça do consumidor que um carrinho de dimensões comedidas e que traz soluções inteligentes para quem ocupa o habitáculo é o que ele precisa para o deslocamento urbano. Confessamos que o preço ficou acima do que esperávamos, especialmente pela versão de entrada não ter ar-condicionado nem direção hidráulica e custar R$ 31.900, mais que os R$ 30.010 do Uno e os R$ 29.160 do Palio (ambos de entrada, que não são novidades, mas que possuem praticamente o mesmo conjunto mecânico). Mas antes de jugá-lo, vamos conhecê-lo melhor?

 Fiat Mobi Likeon Estudio 013
Legenda: Fiat Mobi Likeon Estudio 013

Compacto por fora

Já era o tempo de modelos populares com aquela carroceria lisa. O Mobi é todo cheio de vincos. Na traseira uma surpresa, a tampa de vidro (como a do Up! vendido na Europa). Além de dar um toque de sofisticação, ela contribui com a redução de peso do veículo, pois é 6 kg mais leve que a tampa de chapa. O vidro com espessura de 5 mm é temperado, para ganhar maior resistência  e segundo a Fiat, ele aguenta um objeto de ½ kg lançado a 30 km/h.

Frágil? Pensando naquelas batidinhas de trânsito, a Fiat fez um para-choque traseiro avantajado e, além disso, reforçado com uma alma de aço para que a tampa de vidro não seja danificada em pequenas colisões.

O visual é anabolizado - ele realmente parece maior do que é -, as lanternas traseiras são enormes e invadem a lateral do pequeno Mobi. Com 3.566 mm de comprimento, ele é 23,5 cm mais curtinho que o Uno, e tem entre-eixos de 2.305 mm, 7,1 cm menor que o irmão.

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Inteligente por dentro

O acabamento interno é simples e o interior compartilha muitas peças com o Uno, como volante, alavanca de câmbio, comandos do ar-condicionado, console central, entre outros. A textura nos plásticos que revestem o painel, assim como no Uno, é uma alternativa boa para melhorar a impressão de quem ocupa a cabine.

Para compensar a perda de espaço no habitáculo, os bancos são finos, inteiriços, e mesmo assim, confortáveis. Outro ponto forte é a acessibilidade para quem vai no banco de trás, a porta tem abertura de 75 graus. Na prática, é bastante coisa.

A direção é hidráulica, uma opção elétrica foi descartada. O porta-malas tem capacidade para apenas 235 litros, ou 215 para a versão Like. Isso porque a partir dessa versão, o modelo ofecere uma caixa chamada Cargo Box, que pode ser retirada do carro, utilizada como um fundo falso ou mesmo como uma caixa para transportar as compras do mercado. Para mostrar a capacidade de carga do carrinho na apresentação à imprensa, a Fiat colocou duas pessoas magras no banco traseiro, rebateu um dos encostos e encheu o carro com seis malas (de médias a pequenas). Coube tudo. 

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Para os conectados

Para quem é conectado, a Fiat apresentou uma nova central multimídia chamada de Live on. Ela utiliza seu smartphone como “tela” e um aplicativo desenvolvido pela montadora para fazer a conexão carro/celular.

O equipamento estará disponível para venda em junho para as versões LikeOn e WayOn. O carro conecta-se ao smartphone via bluetooth e o aparelho fica posicionado no painel, encaioxado em uma peça desenvolvida pela Fiat que consegue “segurar” até aparelhor grandes como o iPhone 6 e o Samsung Galaxy Note. 

A interface é intuitiva, bonita e com botões grandes, o que garante uma boa visibilidade do motorista. Além das funções comuns, como rádio e telefone, há outras como o “Onde Parei?”, que que te mostra onde o carro foi estacionado quando desconectado do bluetooth pela última vez, e a EcoDrive, que fornece informações em tempo real do desempenho do carro, aceleração, velocidade, trocas de marchas, etc.

Além das funções determinadas pela Fiat, o app aceita que você adicione à interface dois atalhos, um app de mapas e um de música (como o Waze e o Spotify, por exemplo). Caso você não conecte seu smartphone, pode acessar o rádio, por exemplo, pelo computador de bordo no painel de instrumentos em TFT (um não é vendido sem o outro).

Eles ainda estão estudando como o equipamento será vendido, mas garantem que será oferecido da versão intermediária para cima, por enquanto, como opcional. O preço ainda não foi divulgado, mas já que o cliente utiliza a tela de seu próprio celular, acreditamos que um preço mais acessível seja o grande “barato” da nova central.

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Carro de hoje, motor de ontem

Tricilíndrico? Ainda não. Na verdade, a Fiat idesconversa quando o assunto é o motor 1.0 e cilindros da família GSE, que segue em desenvolvimento. Aliás, a marca de origem italiana desconversou inclusive sobre a motorização em si, que sequer foi citada no evento pomposo de lançamento, realizado no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Por hora, o Mobi será oferecido em todas as versões com o mesmo motor que já equipa o Uno e o Palio, o 1.0 Fire Flex de 4 cilindros, sem alterações. Ele gera até 75 cv aos 6.250 rpm e 9,9 kgf.m de torque aos 3.860 giros, com etanol. O câmbio é manual de 5 velocidades.

Segundo a Fiat, a velocidade máxima é de 154 km/h e o 0 a 100 km/h é feito em 13,8 segundos, praticamente os mesmos números do Uno Attractive, que pesa 955 kg, apenas 9 kg a mais que o Mobi Like, com 946 kg.

A importância da marca

Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da FCA América Latina, agora é também responsável pela área de Branding da Fiat. Ele recebeu a tarefa de cuidar do reposicionamento da marca Fiat no Brasil. “O Mobi é fruto disso, assim como a Toro”, reforça.

Com a Toro, a marca deu o primeiro passo, lançando um veículo que, segundo a montadora, se encaixa no perfil “fun e utility”. Agora, o Mobi chega representando o perfil “urban e functional”.

“Queremos que o Mobi seja o carro que o cliente queira comprar, não apenas o carro que ele possa comprar. Não queremos ser vistos como a marca dos carros mais baratos do Brasil, diz Dutra.

Confira nesta sexta-feira (15) a avaliação completa do Mobi aqui na Webmotors.

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