SEGREDO! - Fiat e Tata juntas na Argentina

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Fernando Calmon
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- Embora a Fiat Mercosul ainda não tenha confirmado, já é certo que passará a produzir pickups médias para até 1 tonelada, cabines simples e dupla, trações 4x2 e 4x4, na sua semiparalisada fábrica de Córdoba, Argentina, a partir de meados de 2008. Faz parte do acordo entre o grupo italiano e a Tata anunciado recentemente. Permitirá à Fiat disputar um mercado rentável, do qual está fora no momento, e ao grupo indiano introduzir sua marca e colocar seus produtos nos países do Mercosul isentos de imposto de importação. O trabalho de engenharia para atualizar a parte mecânica e alguns retoques de estilo na pickup 207 DI vem sendo executado no Brasil, no centro de desenvolvimento de Betim MG.

O acordo assinado na Itália inclui também a produção, em Córdoba, do utilitário esporte Tata Safari, que utiliza a mesma base mecânica das pickups. Por sua vez, o governo argentino tem pressionado por uma solução, pois esta unidade industrial não fabrica nenhum veículo desde 2000, mantendo apenas a estampagem de peças e produção de motores e câmbios. Todos os carros vendidos no país vizinho são exportados a partir de Betim MG. Como a participação da marca caiu muito no mercado local e não se recuperou, fica bastante difícil retomar uma produção duplicada dos mesmos modelos nos dois lados da fronteira. A união com a Tata, portanto, ocorre no momento certo e atende a todos os interesses em jogo, inclusive governamentais.

A Fiat brasileira, de novo, não confirma o desenvolvimento — implicitamente admitido pela matriz na Itália —, mas o Safari foi flagrado rodando nas ruas de Belo Horizonte MG com um executivo da empresa ao volante. Os únicos disfarces eram as coberturas com fitas adesivas dos logotipos na grade dianteira, cubos de rodas e estepe traseiro externo. Quem observar atentamente a placa de identificação traseira, notará uma espécie de capa que deixa visíveis só os números, disfarçando o fundo azul reservado exclusivamente aos fabricantes de veículos. A placa dianteira, porém, não exibe esta máscara de disfarce.

A versão definitiva do SUV sigla em inglês para veículo utilitário esporte receberá, além de atualizações de desenho, identificações próprias específicas para as marcas Fiat e Tata. O Safari é um modelo robusto, versões de 5 e 7 lugares, motor de 1,9 litro turbodiesel/90 cv ou gasolina 2 litros/137 cv, tração nas rodas traseiras ou 4x4 caixa de transferência com redução de 2,48:1, 2,65 m de distância entre eixos, vão livre de 20,5 cm, altura de 1,92 m e comprimentos de 4,65 m e 4,80 m, dependendo se vem com duas ou três fileiras de bancos.

Faróis de desenho mais moderno e modificações na grade e pára-choque seriam suficientes para levantar o aspecto visual do Safari e suas linhas já cansadas. Nada que exija grandes investimentos porque a estratégia de ambas as marcas é alcançar preço bem competitivo, aproveitando as vantagens cambais do peso argentino frente ao real. Afinal, o concorrente indiano da Tata — Mahindra — se antecipou e passará a produzir também um SUV e duas pickups, no Pólo Industrial de Manaus, cerca de um ano antes, em associação com o grupo nacional Bramont. Não é mera coincidência.

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