Sem grandes mudanças, Porsche lança sétima geração do 911 Turbo

Mito alemão mantém aura esportiva, mas vem com quase o dobro da potência do modelo original, que completa 35 anos
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António Pereira
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Cascais, Portugal - A Porsche escolheu a região de Cascais, em Portugal, para mostrar a mais recente geração do 911 Turbo, nas versões cupê e cabriolet. Mas a escolha do lugar não foi nem um pouco aleatória. Pelo contrário. No Circuito de Estoril, em 1984, do GP de Portugal, o piloto Niki Lauda conquistou o primeiro título da Formula 1 com um veículo equipado com um motor Porsche turbocomprimido.

Passados 25 anos e 35 anos do lançamento do primeiro 911 Turbo, a nova versão do 911 oferece quase o dobro da potência original. Antes com 260 cv e agora com 500 cv, o novo Porsche consegue se manter fiel ao princípio técnico que sempre caracterizou este ícone da indústria automóvel: seu motor boxer de seis cilindros sobrealimentado por dois turbos em paralelo. Mesmo na sétima geração, com mais de 80 mil unidades vendidas, a verdade é que o 911 Turbo sofreu alterações de pouca relevância. E chega na Europa a partir de 177 mil euros, o equivalente a R$ 456 mil.

Certamente foram feitas algumas modificações no design. Caso da dianteira, com entradas de ar de maiores dimensões, e iluminação com tecnologia led, também usadas na traseira. Ao mesmo tempo, os retrovisores exteriores chegam com novo desenho, assim como as rodas de aro 19” em alumínio.

Já no interior, pouco ou nada mudou. Exceto no volante, agora com três raios, duas borboletas de generosas dimensões para comando das marchas e displays que mudam os modos de direção em Sport, Sport Plus ou Launch Control. Tudo isso como opcional, por 457 euros, cerca de R$ 1.179. Nas versões equipadas com caixa automatizada de sete velocidades e dupla embreagem, chamada PDK, o volante já vem de série.

O que não é visto, no entanto, é o que mais faz a diferença no novo 911 Turbo. A começar pelo motor, que, baseado no do Carrera S, teve sua cilindrada modificada de 3,6 litros para 3,8 litros e passou a dispor de injeção direta de gasolina. O modelo oferece agora 500 cv e cumpre a marca de zero a 100 km/h em meros 3,4 s.

Em termos de tecnologia e segurança, o controle eletrônico de estabilidade e o sistema eletrônico da tração integral garantem a distribuição de força equilibrada entre os eixos. O novo 911 Turbo estreia ainda um outro opcional: o "Porsche Torque Vectoring", que funciona em conjunto com o diferencial traseiro autoblocante – pela primeira vez disponível em um 911 Turbo com caixa automática – e atua por meio dos freios sobre a roda interior da curva para evitar o capotamento. Deste modo, é possível atingir velocidades ainda mais elevadas, sobretudo em curvas lentas ou em pisos de baixa aderência.

No que diz respeito aos freios, o novo 911 Turbo também não deixa a desejar. E chega de série com discos com 350 mm de diâmetro nas quatro rodas e ainda tem a opção de freios carbocerâmicos com 380 mm de diâmetro em todas as rodas. Já a transmissão PDK foi reforçada para lidar com o generoso rendimento do seis cilindros boxer. Principalmente para não reduzir drasticamente, e a curto prazo, a vida das embreagens.

Ao volante

A avaliação de todo o potencial do novo 911 Turbo começou no intenso tráfego das ruas de Lisboa, aos comandos de uma versão cupê dotada de transmissão PDK. E, logo nos primeiros quilômetros, se tornou evidente o conforto que ela oferece, mesmo em pisos menos cuidados e pela facilidade com que se conduz até em baixas velocidades.

Na estrada, a unidade de força mostra sua potência. Com acelerações e retomadas superiores, é notória a facilidade com que o velocímetro aflora e chega perto dos 300 km/h. A estabilidade da direção é algo garantido no 911 Turbo. Com dezenas de voltas feitas no circuito de Estoril, foi necessário respeitar as normas impostas por um instrutor da Porsche. Era preciso passar pelos boxes no final de cada volta. Também foi proibido desligar o controle de estabilidade. Mas a experiência foi suficiente para perceber a razão do extremo fascínio que continua envolvendo o 911 Turbo.

A precisão e a fidelidade com que a direção reage aos desejos do condutor, a agilidade em curva, a capacidade de aceleração e as frenagens ficam retidas na memória mesmo dos condutores mais maduros e exigentes. De curva para curva, volta após volta, o 911 Turbo cumpre com tudo o que o seu condutor impõe e exige. Ele está mais potente e rápido do que nunca, comunicativo e fácil de conduzir. No final, para os amantes de esportivos, o 911 Turbo está próximo da perfeição, tal a facilidade com que se adapta a qualquer tipo de situação.

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