Dafra SYM, por que não?
Marca já foi a terceira maior vendedora de motos do país, mas hoje tem posição mais discreta. Porém, o line-up atual é competitivo e merece mais atenção
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A Dafra foi criada em 2007 e, naquele mesmo ano, anunciou sua fábrica em Manaus (AM). As primeiras motos foram produzidas pela marca por lá no início de 2008. Em períodos específicos de 2009 e depois, no fechamento de 2011, chegou a ser a terceira maior vendedora de motos do país, atrás apenas da Honda e Yamaha.

Depois, no entanto, com o passar dos anos, a Dafra viu novas concorrentes chegarem ao País e suas operações foram ficando mais discretas. Hoje, a marca é apenas a 14ª no ranking nacional, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Apesar disso, a Dafra sempre se manteve saudável economicamente por ter um parque industrial forte e eficiente em Manaus (AM). Tanto que já foi responsável pela montagem de motos de várias marcas de prestígio, em seus primeiros períodos no Brasil – como BMW, MV Agusta, KTM, Ducati, Royal Enfield e Bajaj, e futuramente da chinesa Benda.
Nos últimos anos, contudo, a Dafra voltou a lutar bravamente para recuperar uma posição melhor. Modernizou sua linha de modelos, fechou parceria estratégica com a prestigiosa fabricante SYM Sanyang, de Taiwan – cujos scooters e motos são vendidos no mundo inteiro, inclusive na Europa, com sucesso – e, no Brasil, inclusive, tem buscado valorizar exatamente a marca SYM. Além disso tudo, voltou a expandir suas rede de concessionários, que durante um bom tempo ficou encolhida.

Os últimos lançamentos da marca no País e a exibição de novos potenciais modelos nas duas últimas edições do Festival Interlagos – Motos mostram que a Dafra quer mesmo voltar a brilhar. E que tem potencial para isso.
A atual linha de modelos da marca é relativamente enxuta. Mas é bem competitiva em qualidade e preço. São seis scooters e três motos, que merecem mais atenção do mercado do que vêm tendo. Confira abaixo os modelos com os respectivos preços. Todos têm frete incluso e as garantias são de cinco anos para os scooters e de três anos para as motos.
Scooters
Cruisym 150
Tem design moderno, boa posição de pilotagem, porte e recursos como Iluminação full-LED, painel digital de LCD colorido, carregador USB, rodas com aros de 14 polegadas, espaço para um capacete fechado sob o banco e gancho para transporte de sacolas na parte interna do escudo.
Com ABS nos dois freios a disco e tanque para seis litros de combustível, tem motor monocilíndrico com refrigeração líquida, que rende 14,3 cv de potência a 8.500 rpm e 1,38 kgfm de torque a 6.500 rpm. Números mais que suficientes para o trânsito urbano. Custa R$ 17.990, valor bem competitivo no segmento de scooters de entrada.

ADXTG 150
Um dos modelos mais recentes da Dafra/SYM no mercado brasileiro, o ADXTG 150 tem na pegada de uso misto seu principal diferencial em relação ao Cruisym, que fundamentalmente urbano.
A marca diz que o modelo é “adventure” e, de fato, o ADXTG 150 se sai bem em pisos ruins, paralelepípedos, bloquetes e até em estradinhas de terra bem compactadas. Mas naturalmente não é um veículo off-road.
Usa o mesmo motor do Cruisym 150, mas com outra calibragem. Por isso, entrega 14,7 cv de potência a 7.500 rpm com 1,47 kgfm de torque a 6.000 rpm. Com visual mais ousado, ABS duplo, controle de tração e painel de TFT, custa um pouco mais: R$ 21.990.
Confira o vídeo de lançamento do ADXTG 150:
Joyride 300
O Joyride 300 é uma espécie de evolução do mais bem-sucedido scooter já vendido pela Dafra no mercado brasileiro – o Citycom 300. Mas, claro, é bem mais moderno que o antecessor: tem iluminação full-LED, painel digital de LCD colorido, chave presencial, para-brisa regulável, tomadinha USB e ABS nos dois freios a disco.
O motor monocilíndrico vem do Citycom 300, porém recalibrado e modernizado. Entrega 26 cv de potência a 8.000 rpm com 2,65 kgfm de torque a 6.000 rpm. Na prática, é o scooter da marca para quem quer robustez apoiada em certa simplicidade – atributos ainda muito bem-vindos atualmente. Parte de R$ 27.990 e a primeira revisão é grátis.

Cruisym 300
Irmão maior do Cruisym 300, naturalmente é mais sofisticado, equipado e potente. em um belo painel com telona de LCD bem colorido e completinho, para-brisa bem alto, bom espaço para garupa, iluminação full-LED, ABS nos dois freios a disco, roas com aros de 14 polegadas na frente e 13 polegadas atrás e tanque para 12 litros, que proporciona excelente autonomia.
O motor monocilíndrico entrega 26 cv de potência a 7.500 rpm e 2,67 kgfm de torque a 6.750 rpm. Desta forma, permite rolés para além do ambiente urbano e vai muito bem em pistas expressas – mas naturalmente ainda não é ideal para estradas. Custa R$ 32.990.
ADXTG 300
O ADXTG 300 foi lançado recentemente e mostrou, em nosso test-ride, que é versátil e divertido. O motor não é diferente: monocilíndrico com refrigeração líquida, 26 cv de potência a 8.000 rpm e 2,65 kgfm de torque a 6000 rpm. O desempenho é mais que satisfatório, como nos outros “300” da marca.
A diferença aqui está no conjunto: design elegante e jovial, pmneus de uso misto, amplo espaço sob o banco, painelzão de TFT, ABS duplo, controle de tração, chave presencial, e aros de 15 polegadas na frente e de 14 polegadas atrás, entre outros quitutes. É o modelo “premium” da “linha 300”, atualmente. Custa R$ 32.990 – não é barato, mas vale o que pede.
Confira o vídeo de lançamento do ADXTG 300:
Maxsym 400 GT
Agora estamos falando de “outro patamar” de scooter na linha Dafra/SYM. O Maxsym 400 GT é um scooterzão que até encara o trânsito urbano, mas é mais afeito a passeios e estradas. Tem porte grande, bons recursos, é muito confortável e entrega um desempenho consistente.
O modelo tem iluminação full-LED, chave presencial, tomadinha USB, ABS duplo, controle de tração, para-brisa com ajuste de altura e o grande espaço sob o assento. Só peca no painel digital com telona de LCD colorida – que é até grande, com seis polegadas, mas um modelo desse naipe já deveria ter painel de TFT.
Mas o desempenho tenta compensar: motor monocilíndrico com refrigeração líquida, que rende 34 cv de potência a 6.750 rpm com 3,9 kgfm de torque a 5.250 rpm. Números dignos de motos de cilindrada média/baixa. É o modelo “premium” da Dafra/SYM e custa R$ 38.990.
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Motocicletas
NH 190
Que tal uma moto para uso urbano que seja mais versátil, potente e barata do que a maioria das street urbanas que vemos por aí? Essa é a Dafra/SYM NH 190, um modelo que merecia muito mais espaço no mercado do que já conquistou.
A NH 190 tem um visual meio crossover, que mistura elementos de motos iminentemente urbanas com detalhes de trails de baixa cilindrada. Por exemplo, na frente exibe moldura patra o farol, mas também o “bico” típico das trails.

Também tem carenagens laterais e spoiler sob o motor comuns em motos urbanas. Mas o escape apontado para o alto, as suspensões com cursos longos, de 14 cm na frente e 12 cm atrás, os pneus de uso misto e as rodas raiadas com aros de 19 polegadas na frente e 17 polegadas atrás a tornam menos vulnerável a buracos, valetas e quebra-molas, e revelam uma moto capaz de ir além do asfalto, mesmo que ruim.
O motor de 183 cm3 com refrigeração líquida entrega 18 cv de potência a 8.500 rpm com 1,60 kgfm de torque – bons números para o uso diário. Com iluminação full-LED, carregador USB, ABS duplo, protetor de motor e câmbio de seis marchas, a NH 190 custa R$ 19.990 e tem excelente custo/benefício.

NHX 190
Não curtiu o visual um tanto exótico e misturado da NH 190? Não tem problema: a NHX 190 é a irmã autenticamente street da crossover. O design é mais tradicional dentro do conceito street, mas nem por isso sem graça: com frente agressiva e traseira curta, tem certa sofisticação e é inegavelmente mais bonito que o de certas concorrentes.
O painel é o mesmo – sem sal, mas completinho – da NH 190, mas a NHX 190 tem suas particularidades. Caso das rodas de liga leve, do para-barro traseiro e da posição de pilotagem naturalmente mais encaixada.
O motor é o mesmo monocilíndrico com refrigeração líquida, que entrega 18 cv a 8.500 rpm e 1,60 kgfm de torque a 7.500 rpm. E, surpresa: é mais barata: parte de R$ 18.990.

NH 300
A NH 300 já está no mercado desde 2023 e não é exatamente uma novidade. É uma espécie de irmã maior da NH 190, que chegou antes – em 2019 -, e segue a mesma receita de moto com visual misto e proposta de uso idem.
A diferença aqui, claro, está no motor maior: com 278,3 cm3, o monocilíndrico com refrigeração líquida entrega 24 cv de potência a 7.500 rpm com 2,29 kgfm de torque. Não é uma usina de força, mas é um motor robusto e econômico – pode chegar a 30 km/l. Compensa até o tanque pequeno, que só leva 11 litros.
Com pneus de uso misto, rodas raiadas de 19 polegadas na frente e 17 polegadas atrás, ABS duplo e bons cursos de suspensão, de 14 cm na frente e 12 cm atrás, a NH 300 custa R$ 23.990. Custo benefício interessante.
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