Enfim, Suzuki lança o novo Burgman i

Modelo 2011 do scooter chega às concessionárias depois de perder a liderança do segmento para o Honda Lead 110
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Agência Infomoto
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- Em 2005, a Suzuki inovou o mercado de duas rodas ao lançar o seu scooter de baixa cilindrada, o Burgman 125 cc. Em São Paulo, maior cidade da América Latina, tornou-se comum ver este veículo circulando pelas ruas. Eram empresários de paletó, mulheres de salto e recém habilitados disputando as ruas com as outras milhares de motocicletas que transitam pela metrópole.

A cor amarela do Burgman 2005 predominava na cidade e se tornou tendência. Como acontece na Europa, parecia que a Suzuki tinha conseguido, por meio do Burgman 125, disseminar a cultura do scooter. Ainda mais em uma cidade do tamanho da capital paulista.
Resumindo, o Suzuki Burgman 125 e o Yamaha Neo CVT dominavam o mercado e, juntos, venderam 51 mil unidades entre janeiro de 2008 e julho de 2009. Foi então que a Honda contra-atacou e lançou o Lead 110. Alimentado por injeção eletrônica de combustível e freios combinados, o scooter Honda nasceu para abocanhar a fatia de mercado conquistada pelos seus concorrentes, principalmente o Burgman 125.

Também em 2009, entrou em vigor a terceira fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, o Promot 3. A nova lei de emissões de gases fez o mercado de scooters se transformar. Sem um projeto que atendesse a esta nova legislação, o Burgman 125 foi perdendo espaço. A reviravolta foi tamanha, que hoje o Lead 110 detém 68% do segmento.

Porque a demora?

Segundo a assessoria da Suzuki no Brasil, “o novo modelo foi desenvolvido, testado e aprovado agora. Não foi em função do Promot 3 que a Suzuki perdeu mercado para a Honda. Foi por falta de produto em quantidade.”

Com essa resposta burocrática, a Suzuki explicou a demora de forma oficial. Entretanto, nas entrelinhas do lançamento, que foi realizado para a mídia especializada em fevereiro na cidade de Jundiaí SP, o discurso se alongava um pouco.

“Tempo de projeto. A Suzuki fica cinco anos com um modelo e todo o desenvolvimento é feito no Japão, por isso a demora”, relatou Jefferson Pavan, engenheiro de certificação da Suzuki. Difícil de entender, já que o Burgman i 2011 podia ser visto no CIMAMotor 2010 - salão de motos que aconteceu em outubro na cidade chinesa de Chongqing. O modelo é produzido pela chinesa Hao Jue, que fabrica ainda outros modelos Suzuki. Primo-irmão do Smart 125, da Dafra, o novo Burgman i foi lançado e está totalmente novo, para, quem sabe, recuperar o mercado.

Outro scooter

O scooter Suzuki Burgman i 2011 é totalmente novo. A começar pelo nome, que traz a letra i, mostrando que o novo modelo agora é alimentado por injeção eletrônica de combustível. E é na alimentação que as diferenças começam. “A mistura de combustível está mais equilibrada, o que gera uma economia muito maior”, explica Pavan. O novo sistema faz o Burgman i atender todas às exigências do Promot 3.
Mas as mudanças não param por aí. Olhando o Burgman 2011 e o modelo anterior de frente, o conjunto óptico já chama a atenção. Antes, o farol era posicionado na mais para baixo no escudo frontal do scooter, separado da grande entrada de ar por dois parafusos. Já no novo modelo, o farol fica mais alto, a entrada de ar, mais discreta e as setas saíram da carenagem do guidão para se juntar ao escudo frontal do novo Burgman.

Com as setas abaixo do conjunto óptico, o Burgman 2011 não traz nenhum outro sistema de iluminação na carenagem do guidão. Destaque ainda para os novos retrovisores, que agora estão mais encorpados e pintados na cor da moto.

O paralama dianteiro também deixou de existir. No Burgman i o ‘bico’ da carenagem frontal se prolonga e funciona também como paralama. O ponto negativo é que em caso de algum impacto, toda a força será transmitida ao escudo frontal, composto por uma peça só. No modelo anterior era o paralama que absorvia parte desses choques. No anteparo do painel frontal, há um porta-luvas e também um gancho para pendurar sacolas ou bolsas, entre as pernas do piloto.

As diferenças continuam em todo o modelo. A garupa agora tem pedaleiras retráteis. Na versão antiga, a Suzuki disponibilizava apenas um suporte para os pés que era muito desconfortável.
A lanterna traseira do novo Burgman ficou mais moderna, porém maior. E o bagageiro de série teve seu desenho atualizado, mas continua bem semelhante ao do modelo anterior.

As rodas dianteira e traseira, de liga leve e aro 10 polegadas, foram redesenhadas para criar harmonia no Burgman i, que sem dúvida ficou mais moderno. O painel ainda foi todo reformulado, trazendo as mesmas informações do Burgman lançado em 2005. Além do desenho, a grande novidade fica por conta da luz de injeção eletrônica — hodômetro, setas, luz alta e marcador de combustível completam o painel.
O tanque de gasolina não segue a tendência de ir para o console que suporta os pés e continua debaixo do banco. Com isso, o espaço sob o banco é reduzido e comporta apenas um capacete aberto pequeno. Para terminar as comparações, o novo Burgman perdeu o contra peso na extremidade do guidão, agora escondido na parte interna do guidão.

Pilotagem

O local escolhido pela Suzuki para testarmos o novo modelo, permitiu-nos apenas produzir as fotos e ter as primeiras impressões de pilotagem do Burgman i 2011. Logo se nota que a aceleração do Burgman i está mais linear. O uso da injeção eletrônica de combustível oferece ao piloto uma progressão contínua e sem falhas ao acelerar. O propulsor de quatro tempos, 125 cm³, duas válvulas, OHC, monocilíndrico e refrigerado a ar é muito silencioso. Mas para atender às restrições antipoluição, o desempenho do motor diminuiu: agora produz 9 cavalos de potência máxima a 7.500 rpm e torque máximo de 0.95 kgf.m a 6.500 – o antigo Burgman 125 carburado tinha 12,3 cv e 1,1 kgf.m. Ou seja, o novo Burgman i está mais fraco que o anterior, porém o desempenho comedido deve resultar em economia de combustível.
A transmissão automática tipo CVT transmissão continuamente variável por correia em “V”, continua funcionando bem e passa conforto ao piloto, que não precisa se preocupar com a troca de marcha. É ligar, acelerar e rodar!

Os freios não puderam ser avaliados em situações reais de uso urbano, entretanto podemos garantir que o trem dianteiro – disco simples ventilado mordido por pinça deslizante de pistão único – está de acordo com sua proposta urbana. Na traseira, foi mantido o sistema de freio a tambor.

Para um piloto de 1,90 m, como eu, os joelhos atrapalham a pilotagem do scooter. Para mudar de direção, minhas pernas ‘brigavam’ com o guidão o tempo todo.

Todavia, este é um veículo “urbanóide” e para se locomover entre carros em uma velocidade razoável a ciclística se mostrou bem acertada. Enquanto eu pilotava e a fotógrafa Flávia Fontes “clicava” o Burgman i, um funcionário de uma churrascaria, próxima ao local onde fizemos a seção de fotos, veio conversar comigo.

“Queria comprar um desse pra minha esposa. Ela tem 28 anos, é pequena, só anda aqui em Jundiaí e com um litro roda a cidade toda”, disse João Overbeck, manobrista da Churrascaria da Fazenda. Sem querer, João resumiu toda a praticidade do novo modelo. É exatamente esse o intuito da Suzuki. Oferecer um produto barato, com baixo consumo de combustível e que proporcione uma condução funcional para qualquer piloto.

Concorrência

Antes líder do segmento, agora correndo atrás do prejuízo. É assim que o Burgman i 2011 chega às concessionárias da Suzuki no Brasil nas cores preta, prata, vermelha, branca e amarela. Uma de suas principais armas para recuperar espaço é o preço público sugerido de R$ 5.990.00, abaixo da maioria dos concorrentes. O Honda Lead 110, líder, está tabelado em R$ 6.062,00. O Yamaha Neo CVT, ano/modelo 2010, está sendo comercializado por R$ 6.459,00. Somente o Dafra Smart 125 está mais em conta que o novo scooter da Suzuki: custa R$ 5.490,00.

Ficha Técnica

Suzuki Burgman i
Motor Quatro tempos, monocilindro, duas válvulas, OHC, refrigerado a ara forçado
Capacidade 124 cm³
Potência 9 cv a 7.500 rpm
Torque Máximo 0,95 kgf.m a 6.000 rpm
Diâmetro X Curso 53,5 mm x 55,2 mm
Taxa de compressão 9,6:1
Transmissão CVT
Alimentação Injeção Eletrônica
Partida Elétrica e Pedal
Suspensões
Dianteira Telescópica
Traseira Balança articulada, de monoamortecimento hidráulico, mola helicodial, com ajustes
Freios
Dianteiro Disco
Traseiro Tambor
Pneus
Dianteiro 90/90-10 50J, sem câmera
Traseiro 100/90-10 56J, sem câmera
Tanque 6,4 litros
Óleo do Motor 1 litro com troca do filtro
Comprimento Total 1.840 mm
Largura Total 650 mm
Altura Total 1.100 mm
Entre eixos 1.230 mm
Distância do Solo 125 mm
Altura do Assento 730 mm
Peso 110 kg
Cores preta, prata, vermelha, branca e amarela
Preço R$ 5.990,00

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