Guia de Compra – Honda CBX 250 Twister

Esta street se tornou uma das motocicletas mais desejadas de sua época, graças aos vários avanços que trazia à categoria
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- Entender porque a Honda CBX 250 Twister é uma dos modelos mais negociados no mercado de motocicletas usadas é fácil. Desde seu lançamento em 2002 até o seu descontinuamento em 2008, foram produzidas 485.077 unidades, o que fez dela um dos maiores sucessos de nossa indústria motociclística.

Lançada com o intuito de substituir o modelo CBX 200 Strada no line-up da marca, a CBX 250 Twister conseguiu na verdade muito mais do que isso. Esta street se tornou instantaneamente uma das motocicletas mais desejadas de sua época, graças aos vários avanços que trazia para sua categoria. Os destaques eram muitos, a começar pela estética. Dona de um desenho moderno e arrojado, a Twister tinha também um porte robusto, sugerindo uma cilindrada maior que os 250 cm³ de seu motor.
Suas rodas de cinco raios eram bonitas e largas, assim como seus pneus, cujas medidas de 100/80-17 na frente e 130/70-17 na traseira eram similares às utilizadas em modelos maiores, como a Honda CB 500, que tinha o dobro da cilindrada e potência. Vale frisar que tais pneus eram um dos fatores que contribuíam para sua inquestionável boa estabilidade.

Detalhes como o belo painel com display digital indicando o nível de combustível, relógio e hodômetro total e parcial — até então nunca vistos em motos dessa categoria aqui no Brasil — também era um dos destaques dessa 250 cm³ de apelo esportivo.

A superioridade mecânica da Twister frente às motos da mesma capacidade cúbica que já haviam sido comercializadas até então no país, também impressionava. Seu motor tinha quatro válvulas e duplo comando no cabeçote conhecido como DOHC – Double Over Head Camshaft , rendendo a potência máxima de 24,0 cv a 8.000, e torque máximo era de 2,48 kgf.m a 6.000 rpm. Porém na alimentação, ela levava desvantagem sobre sua concorrente, a Yamaha Fazer 250. Isso porque, enquanto a Fazer contava com sistema de injeção eletrônica de combustível, a Twister ainda era equipada com o "velho" carburador, que não só gerava um maior consumo de combustível, como poluía mais.

Seu cambio tinha seis marchas, sendo que a ultima delas demostrava ser longa demais, já que a moto perdia muito rendimento em aclives, ainda que fossem pouco acentuados. No quesito desempenho, a Twister se saía bem. Sua velocidade máxima era de aproximadamente 140 km/h reais, algo que enchia de orgulho seus proprietários.

Ainda que as quebras e problemas fossem raros, esse valente propulsor tinha no sistema de tensão da corrente dos comandos de válvulas, o seu “calcanhar de Aquiles”. Nos primeiros modelos, a vida útil desse componente era relativamente baixa, pois com menos de 20.000 km rodados, os ruídos no motor aumentavam consideravelmente, fato que obrigou a Honda a desenvolver um tensor que tivesse maior longevidade.

Outra característica da Twister que sempre gerou críticas, era o forte ruído emanado pelo conjunto corrente, coroa e pinhão, que mesmo ajustado e lubrificado, incomodava em velocidades mais altas.

Tanto nos freios quanto nas suspensões, a Twister sempre agradou. Com um potente sistema de freio dianteiro a disco de 276 mm de diâmetro e pinça de duplo pistão, e na traseira freio a tambor de 130 mm, ela conseguia frenagens em curtos espaços, contribuindo para que ela se torna-se uma moto mais segura. As suspensões também se mostravam bem acertadas. Elas tinham uma calibragem mais voltada a esportividade, sendo ligeiramente mais rígidas. Essa característica permitia que a moto apresentasse um ótimo desempenho em curvas.

Carismática e adorada pelo brasileiro, a CBX 250 Twister causou protestos quando foi descontinuada em 2008, o que causou inicialmente uma certa rejeição a sua sucessora CB 300R. Por tudo que era e oferecia, a Twister definitivamente entrou para a história das motocicletas no Brasil, e mais do que isso, deixou saudades.

Como comprar uma Honda CBX 250 Twister usada

Verifique no manual do proprietário se as manutenções periódicas da moto foram realizadas. Revisar a motocicleta nos períodos estipulados pela montadora mostra cuidado e preocupação do proprietário com a "saúde" de sua motocicleta. Para saber se a moto que você quer comprar está ok neste quesito, basta conferir no manual se ha os carimbos emitidos pelas concessionárias na hora do serviço.
Para saber se o motor está queimando óleo, seja por falta de manutenção, ou por quilometragem excessiva, passe o dedo na saída do escapamento para checar se não há excesso de carbonização ou resíduo de óleo.

Cheque se a motocicleta está falhando. Caso ela engasgue ou apresente funcionamento irregular, é possível que o combustível que está no tanque seja de baixa qualidade. Uma simples troca de gasolina pode solucionar o problema. Se mesmo assim o problema persistir, é provável que falha seja no carburador, algo que pode ser facilmente reparado com uma limpeza e ajuste.

Confira se as peças plásticas como laterais, abas do tanque, carcaça do farol e painel apresentam um bom acabamento e encaixes precisos, caso contrário, elas não são originais, mostrando que a motocicleta pode ter se envolvido em uma queda ou acidente.

Não feche negócio antes de verificar o estado dos freios e suspensões. Eles não devem apresentar qualquer tipo de vazamento de óleo.

Alinhe a direção e confira se a roda dianteira está alinhada com a traseira. Dessa forma você diminui o risco de comprar uma moto com o chassi torto.

Outro fator muitíssimo importa é a checagem dos documentos. Eles devem estar em dia e com todas as taxas pagas.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.

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