Guia de Compra – Kawasaki Z 750

Dicas para comprar um Kawasaki Z 750 usada sem dor de cabeça
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- As motocicletas naked nuas, em inglês, numa referência à ausência de carenagem e à consequente exposição de suas formas e motor experimentaram um período de certa eferverscência na década de 70, quando então, as primeiras montadoras começavam a se instalar no país e as importações de veículos estavam liberadas. Entretanto, com o fechamento dos portos aos produtos industrializados importados, estas praticamente desapareceram de nossas ruas, deixando um vazio em seus admiradores que somente começou a ganhar novo impulso quase 30 anos depois, quando então, a Honda passou a fabricar a CB 600F Hornet.

Desde então, este é um segmento que não para de crescer, até porque, com a crise nos mercados do hemisfério norte, o Brasil tornou-se, talvez, o mais atraente mercado para os fabricantes de motocicletas que veem aqui a oportunidade de venderem não apenas modelos de baixa, mas também de alta cilindrada.

Neste nicho, um dos exemplares que por aqui desembarcaram em busca do consumidor brasileiro de nakeds de alta performance foi a Kawasaki Z 750, uma quadricilíndrica repleta de músculos que lhe conferem um estilo invocado, street fighter, guerreira urbana. Com linhas angulosas que partem desde sua carenagem frontal de duplo farol, até a rabeta, tudo nela foi pensado para oferecer a melhor resposta em design e praticidade; seus plásticos são de excelente qualidade, sem rebarbas ou encaixes precários e mostram que nada está ali por acaso.

Seu lançamento aconteceu em 2009 e desde então, esta tem sido uma motocicleta que tem rivalizado com outras similares, como as Yamaha FZ-6N e XJ6, a Suzuki Bandit 650, Triumph Street Triple, além da citada Hornet. Neste ano, a motocicleta deixou de ser importada, vindo a ser fabricada na planta de Manaus da empresa.

Equipada com um poderoso motor de 748 cm3, quatro cilindros em linha, com duplo comando de válvulas no cabeçote DOHC, 16V, refrigerado a líquido, apresenta cilindros com diâmetro de 65,4 mm e pistões com curso de 50,9 mm, a uma taxa de compressão de 11,3:. Alimentado por injeção eletrônica de combustível, esta usina gera nada menos que 106 cv a 10.500 rpm e torque de 8,0 kgf.m a 8.300 rpm, capaz de levantar a frente sem cerimônia e provocar burn outs que derretem o asfalto. Este conjunto, associado a um câmbio de seis velocidades bastante preciso e macio, fazem com que a Z 750 rapidamente leve seus 226 kg 230 kg com ABS aos 200 km/h, ainda em quarta marcha – sua velocidade final fica em torno dos 250 km/h.

Como se não bastasse a chancela Kawasaki aposta sobre o volumoso tanque de combustível capacidade para 18,5 litros, uma das marcas mais bem conceituadas no universo das duas rodas, a Z 750 traz também um estilo único que lhe confere uma personalidade bastante forte, capaz de arrancar olhares curiosos por onde quer que passe. Sua ciclística, além de muito equilibrada, oferece conforto ao mesmo tempo que possibilita, rapidamente, adotar uma postura mais agressivas caso o piloto deseje – e saiba – abordar uma curva com mais energia ou acelerar numa reta com mais vigor.

Seu quadro é fabricado em aço tubular e confere elevada rigidez longitudinal e torsional para oferecer excelente estabilidade em curvas e acelerações, enquanto que seu ângulo de cáster fechado 24,5º e trail curto 103 mm lhe possibilitam elevada agilidade, sem, contudo, tornar-se instável em altas velocidades. Contribuem com isso, um bem escolhido conjunto de suspensões onde figura um garfo invertido de 41 mm de diâmetro na frente, com opção de regulagem de velocidade de retorno de de pré-carga da mola, com 120 mm de curso; atrás há um monoamortecedor Uni-TRAK sistema exclusivo da Kawasaki, também com as mesmas possibilidades de regulagem retorno e pré-carga, esta em sete níveis, com 124 mm de curso.

O que também contribui para que a pilotagem da Z 750 seja muito fácil e equilibrada é o seu guidão largo e com as pedaleiras levemente recuadas, associadas a um banco ergonômico e a um tanque com reentrâncias de bom encaixe, possibilitam que pilotos de estaturas variadas encontrem uma posição de pilotagem sempre muito confortável.

Última geraçãoPara oferecer a máxima estabilidade a Kawasaki escolheu dotar a Z 750 de rodas de alumínio de seis palitos e com distâncias assimétricas entre eles, calçadas com pneus nas medidas 120/70 na frente e 180/55 atrás, que além de possibilitar ângulos de inclinação bastante acentuados, ainda contribuem para destacar seu estilo corpulento.

Para parar toda essa fonte de energia, a Z 750 conta com um eficiente sistema de freios, composto por dois discos em formato margarida na dianteira, cada um medindo 300 mm, mordidos por pinças de duplo pistão; atrás há um outro disco de formato margarida, acionado por pinça de pistão único. Em conjunto, conferem muita segurança em situações de elevada exigência e ainda que não contem com dutos revestidos de alumínio – seu reservatório do fluido de freio é de plástico, semelhante ao empregado em motos esportivas e fácil de ser substituído em caso de quebre por tombo. Além disso, a partir de 2010, a Z 750 conta também com uma versão equipada com freios ABS de última geração – extremamente confiáveis e que não apresentam os característicos “soquinhos” no pedal e manete dos primeiros sistemas que surgiram para motos.

Segundo a página oficial da Kawasaki do Brasil em novembro de 2011, a Z 750 tinha preço sugerido de venda em São Paulo de R$ 34.770 sem ABS e de R$ 38.200 com ABS, incluso frete e não inclusos seguro e ativação. A Z 750 está disponível nas cores verde, preta e branca pérola – a laranja não está mais disponível para 2011/12.

Fique Atento Como toda motocicleta de sua categoria, a Kawasaki Z 750, ou melhor, os seus compradores e potenciais pretendentes sofrem com o elevado preço do seguro, em virtude dos índices de roubo. Não chega a ser tão exorbitante quanto o de uma Honda CB 600F Hornet, mas dependendo do perfil do condutor, o valor do prêmio valor pago à seguradora pode chegar aos R$ 5.000 em São Paulo.

Outro ponto a atentar é que alguns de seus proprietários reclamam da dureza excessiva da espuma do banco, que passa a incomodar em viagens mais longas. Existe um banco em gel que pode solucionar o problema a um preço médio de R$ 200,00.

Depois de ter deixado a marca ser muito mal gerida por aqui durante a anos, a Kawasaki Heavy Industries do Japão assumiu as operações das atividades por aqui em outubro de 2009 e desde então, vem desenvolvendo um forte trabalho de importação e nacionalização de motos, além de expansão de sua rede de concessionários, por enquanto, está presente somente em 14 estados, concentrando suas lojas nas capitais destes e em cidades importantes das regiões Sul e Sudeste.

Recall 
Até hoje não houve qualquer convocação de recall por parte da Kawasaki para esta motocicleta.

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