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8 motos para comprar e não se arrepender

Conheça os modelos que têm especificações e preços à altura de suas propostas, e por isso são ótimas opções de compra

por Roberto Dutra


É curioso: algumas motos vendidas no mercado brasileiro têm especificações e preços coerentes com suas propostas, mas não são exatamente best-sellers. Será que as fabricantes não estão badalando e divulgando esses modelos como deveriam? Ou será desinformação por parte dos consumidores - fruto, também, da falta de divulgação? De uma forma ou de outra, esses modelos estão aí, disponíveis zero-quilômetro. E escolhemos oito para ajudar o caro leitor que está pensando em comprar uma moto para a mobilidade urbana, para trabalhar ou para o lazer. São modelos bem diferentes entre si, mas que atuam em uma dessas propostas - ou até em mais de uma. Confira nossa lista:

1. Haojue DL 160

A Haojue DL 160 foi lançada no ano passado e surpreendeu jornalistas e influenciadores. Embora seja de baixa cilindrada, tem porte, visual bacana e, principalmente, um bom desempenho proporcionado pelo motor monocilíndrico que entrega 14,9 cv de potência e 1,4 kgfm de torque.
Quem comprar essa moto para usar no dia-a-dia, na mobilidade urbana, não vai se arrepender. Também pode ser usada para trabalhar, mas existem modelos de baixa cilindrada melhores para isso - veja as outras desta lista.
O preço de R$ 21.470 (sem frete e seguro) é relativamente alto, mas justifica-se pelo conjunto - que tem freios ABS nas duas rodas, um bonito painel digital redondo, um bom tanque para 13 litros e tomadinha USB para carregar dispositivos.

2. Mottu Sport 110i

A Sport 110i é um fenômeno. Originalmente um modelo da TVS indiana, é montada em Manaus (AM) pela startup de mobilidade Mottu, que vende a moto pelo interessante preço de R$ 13.000 (sem frete e seguro) ou aluga para entregadores por valores bem acessíveis.
Não por acaso, a Sport 110i ganhou as ruas de São Paulo pelas mãos da galera do delivery, somou volumes de vendas crescentes e surpreendentes nos últimos dois anos e já está presente em outras capitais.
No Rio, perguntei a alguns usuários da Sport 110i como tem sido a experiências. Todos elogiaram aspectos como baixíssimo consumo de combustível, robustez e manutenção barata, ponderando apenas que o desempenho é bem moderado.
Não poderia ser diferente: a Sport 110i não tem nada de esportiva com seu modesto motor de 110 cm³, que entrega 8,1 cv de potência e 0.9 kgfm de torque e é gerenciado por um câmbio com quatro marchas - todas para baixo, como antigamente!

3. Honda CG 160

O que dizer da moto mais vendida no país há 40 anos? A CG, hoje 160, é sinônimo de moto para tudo: mobilidade urbana, rolés aletórios, trabalho, transporte na roça, mototáxi e o que mais vier. E realmente resolve tudo isso muito bem.
A enorme rede de concessionários da Honda e a manutenção fácil e barata - inclusive pela disponibilidade de peças paralelas - ajudam a CG a continuar na crista da onda e são os principais motivos para seus incríveis volumes de venda.
A versão com melhor custo-benefício é a intermediária Fan, que custa R$ 18.720 (sem frete e seguro) - mais barata que a topo de linha, a mais sofisticada Titan, e mais cara que a básica e simples Start.
A CG 160 Fan tem rodas de liga leve, freio dianteiro a disco, painel digital blackout, farol de LED e freios com assistência de sistema CBS. O motor é flex e rende 14,4/14,7 cv de potência cm 1,3/1,4 kgfm de torque.

4. Yamaha YZF-R15

Moto de baixa cilindrada não pode nem sonhar em ser esportiva? Pode sim. Que o diga a Yamaha YZF-R15, modelo que foi lançado no ano passado e surpreendeu jornalistas e influenciadores. Claro que não é uma superbike, mas tem visual bacana e especificações de alto nível que proporcionam um nível muito digno de diversão.
A R15 também não é uma moto para usar no trabalho de delivery. Essa aqui é para passear, acelerar e curtir uma onda de esportiva sem gastar uma fortuna para isso. O preço também surpreende: R$ 23.490 - muito coerente com o conjunto da obra. O motor de 150 cm³ tem refrigeração líquida, 18,8 cv de potência e 1.,5 kgfm de torque, números bons para levar adiante seus 141 quilos de peso em ordem de marcha.
Outros recursos a bordo desta interessante esportivinha são ABS nas duas rodas, suspensão traseira monochoque, câmbio de seis marchas, farol, luz de posição e lanterna traseira de LED, e aerodinâmica bem resolvida. Satisfação garantida com esse brinquedinho.

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5. Kawasaki Z650 RS

Agora vamos subir alguns degraus. A Kawasaki Z650 RS é uma naked feita para quem busca o desempenho forçudo proporcionado por motorização e eletrônica modernas, mas curte o visual retrô dos anos 1970 e 1980.
Estão lá o tanque arredondado, o farol e os espelhos redondos, o banco bem macio, o painel com dois relógios analógicos e a clássica combinação de cores preta e dourada.
Mas a moto também tem lindas rodas de liga leve, freio dianteiro com disco duplo, farol de LED , embreagem assistida e deslizante, indicador de pilotagem econômica, controle de tração, ABS nas duas rodas e suspensão traseira monochoque back-link. Ou seja, as modernidades necessárias para uma pilotagem divertida e segura.
O motor bicilíndrico com refrigeração líquida rende 68 cv de potência com 6,7 kgfm de torque, números mais que suficientes para passeios e viagens com sobra de força.
O preço? R$ 50.090. Ok, não é barato. Mas é menor que os R$ 58.270 da Honda CB 650R, que os R$ 57.990 da Yamaha MT-07, que os R$ 52.190 da Triumph Trident 660 e até mesmo que os R$ 51.500 da Suzuki GSX-8S (todos preços sem frete nem seguro).
Ah, gostou das especificações, mas não curte o visual retrô? Então vai economizar mais: a Kawasaki Z650 "normal", não retrô e com design moderno, robótico e futurista, custa R$‎‎ 47.550.

6. Royal Enfield Himalayan 450

A Himalayan 450 foi lançada com pompa e circunstância e em poucos meses assumiu a liderança disparada no segmento das trail médias e/ou grandes - as chamadas maxtrail.
Essa posição tem explicação: é um modelo com relação custo/benefício difícil de igualar. Custa iniciais R$ 29.990 (mais frete e seguro) e, se o design não é exatamente lindo, tem especificações muito satisfatórias.
O motor monocilíndrico com refrigeração líquida de 451 cm³ rende 40 cv de potência com 4 kgfm de torque. Além disso a moto tem iluminação full-LED, controle de tração, ABS nas duas rodas, painel de TFT redondo com conectividade e navegação via Bluetooth/Google Maps, modos de condução e carregador USB.
Para completar, vale dizer que é uma moto bem versátil: quando do lançamento, fiz um test-ride pelas serras de Santa Catarina - com direito a terra, lama, pedra e pirambeiras - e a Hima 450 se saiu muito bem. O tanque pega ótimos 17 litros e, como o consumo beira os 27 km/l, a autonomia teórica bate nos 470 quilômetros.

7. Bajaj Dominar 400

A dominar 400 é outro modelo que tem uma relação custo/benefício difícil de bater. Não por acaso é a mot mais vendia pela marca indiana no mercado brasileiro, mesmo sendo a mais cara da linha.
Isso porque nem é tão cara assim: custa iniciais R$ 26.990 (mais frete e seguro). Por esse valor você leva para casa uma moto com porte imponente e motor de 373 cm³ com refrigeração líquida, que rende 40 cv de potência com 3,5 kgfm de torque.
Mas não é só isso: a Dominar 400 vem de fábrica com para-brisa, rodas de liga leve, ABS nas duas rodas, dois painéis digitais - um na mesa superior e outro sobre o tanque -, suspensão dianteira com tubos invertidos de 43 mm de diâmetro, farol de LED, um pequeno encosto para garupa, bagageiro traseiro e tomadinha USB. É uma moto pesada - são 192 quilos em ordem de marcha -, mas que literalmente vale o quanto pesa.

8. Triumph Bonneville Speedmaster

Quer uma moto custom de alta cilindrada, bonita, elegante, chamativa, com motorização forçuda, confortável? E tudo isso sem gastar uma fortuna com as Harley-Davidson, cujos preços começam em mais de R$ 100 mil, ou com alguma moto usada? Pois a Triumph Bonneville Speedmaster 1200 é isso tudo.
Curiosamente o mercado ainda não descobriu isso, e a própria Triumph não badala nem divulga muito esse modelo. Mas a Speedmaster existe mesmo, e atualmente apenas na charmosa e clássica combinação de cores branca e vermelha.
Custa R$ 67.890, valor não muito distante (para motos dessa categoria, claro) do pedido, por exemplo, pela bem-sucedida Kawasaki Vulcan 650 S, de R$ 52.150 (mais frete e seguro). Que é inquestionavelmente eficiente, mas é menor, já está um pouco datada e fica bem distante do conceito de uma custom clássica. Além disso, a Speedmaster tem intervalos de manutenção de 16 mil quilômetros, o que reduz bem o custo de posse.
Com motor de 1.200 cm³ com refrigeração líquida e comando simples, a Speedmaster entrega 78 cv de potência e 10,6 kgfm de torque. Câmbio de seis marchas, ABS nos freios (disco duplo na frente), controle de tração, modos de condução e clássicas rodas raiadas são outras especificações importantes do modelo. Para completar, a Speedmaster dispõe de uma linha de acessórios exclusivos bem interessante - e cara...

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