Veja como anda a nova moto esportiva de Yamaha de 600 cm³

Fabricante aposta no menor custo e no comportamento suave para emplacar a esportiva XJ6 no Brasil
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- A Yamaha do Brasil resolveu ir com um pouco mais de calma. E pelo menos no segmento de médias esportivas, a marca japonesa optou por deixar a correria de lado. A nova XJ6, que começa a chegar ao mercado nesta primeira semana de fevereiro, está muito longe de ser uma sucessora para a Fazer FZ6 – modelo que parou de sair das linhas em Manaus em novembro passado.

Enquanto a montadora usava a Fazer para ir ao encalço da "espetada" Honda CB 600 F Hornet, a Yamaha XJ6 Diversion tem uma proposta bem menos agressiva.

Apesar das aparências – todas têm quatro cilindros em linha e 600 cc –, a cavalagem dos modelos deixa bem clara a diferença de conceito. Enquanto a FZ6 tem 98 cv a 12 mil rpm e a Hornet produz 102 cv nos mesmos 12 mil giros, a XJ6 fornece "míseros" 77 cv a 10 mil rotações. Outros números também dão conta desse espírito mais "manso". Os torques ficam em 6,4 kgfm e 6,5 kgfm a 10 mil giros na Fazer e na Hornet, enquanto na XJ6 para em 6,0 kgfm a 8.500 rotações. A XJ6, com seus 211 kg, é também 31 kg mais pesada que a FZ6 e 38 kg que a Hornet.

Estas diferenças são um reflexo também da distância na tecnologia empregada nos modelos. Enquanto Fazer e Hornet têm, por exemplo, quadro em alumínio, o da XJ é em aço tubular. Também não há em relação ao novo modelo uma busca "neurótica" pela redução de peso.

Apesar de ter 20% a menos de potência, a arquitetura básica e um grande número de peças são originárias do motor da Fazer. Mas sistemas importantes como admissão, escape, embreagem e câmbio são específicos – e menos esportivos – na XJ.

Tudo isso aparece no comportamento e é um retrato da filosofia do modelo. A XJ se pretende uma motocicleta para uma condução mais tranquila e mais acessível. Tanto na pilotagem fácil quanto no preço. A versão N, naked, primeira a ir para as lojas, custa R$ 27,50 mil. Isso quer dizer que é 12% mais barata que a Fazer, que na tabela valia R$ 31,70 mil, e custa 20% menos que a Hornet, que sai a R$ 33,26 mil – com ABS, sai a R$ 36,68 mil. No final de março, início de abril, chega ao mercado a versão carenada, F, que fica um pouco mais cara: R$ 30,50 mil. Ainda assim, bem mais em conta que a moto da marca rival.

Na parte visual, porém, a XJ6 não fica devendo nada. As linhas abusam das formas geométricas. O farol tem um formato de trapézio com um pequeno losango incrustado na parte superior, onde fica a lanterna dianteira.

Na versão F, este conjunto fica encaixado numa carenagem com várias ranhuras entalhadas, inclusive as aberturas para a entrada de ar. A carenagem faz uma eficiente cobertura para a área das pernas do piloto e envolve a parte frontal do motor. Na versão N, a carcaça dos instrumentos fica exposta e um pequeno aerofólio envolve a parte inferior do motor. A traseira transmite leveza pela pequena rabeta, que encurta visualmente a moto. Ela é finalizada com uma lanterna simples e prolongada discretamente por um fino para-lama.

Na lógica de visual esportivo com preço e potência menores, a Yamaha só vai encontrar rivais entre modelos de marcas bem menos estruturadas no país. Casos da linha 650 da Suzuki – Bandit S e N e GSX – e a Kawasaki ER-6N, também de 650 cc. Em relação às motos da Suzuki, elas ficam entre R$ 31,15 mil e R$ 34,60 mil. A mais barata é mesmo a moto da Kawasaki, que custa R$ 25,55 mil. A marca está se reorganizando no Brasil e se esforça bastante para conseguir algum volume de vendas.

A Yamaha quer atrair novos consumidores para o segmento e prefere, a princípio, ser modesta na expectativa de venda. Da linha de Manaus vão sair 100 unidades da XJ6 a cada mês, alternando as versões, até que o mix seja definido pelas próprias vendas. Não é muito. A Fazer, que era mais cara, chegou a 1.169 unidades em 2009. Com isso, vendeu quase mil unidades a menos que a Hornet no ano. Mas do total de vendas da Fazer, 75% correspondeu à versão FZ6 N, mais barata. Pela importância que o preço tem no mercado brasileiro, a XJ tem boas chances de brigar com o modelo da Honda em vendas. Mesmo andando menos.

Primeiras impressões

Piracicaba/SP – O visual agressivo, a configuração quatro-em-linha e a emblemática cilindrada de 600 cc prometem esportividade e pouco conforto. E é nisso que a XJ6 surpreende. A nova esportiva de médio porte da Yamaha é extremamente fácil de pilotar e o condutor tem a sensação de total controle. A moto até tem uma potência respeitável. Os 77,5 cv para os 217 kg na versão F criam uma relação de 2,8 kg/cv e promovem acelerações fortes e retomadas vigorosas. Embora se saia muito bem na condução esportiva, com agilidade na hora de inclinar nas curvas, mantendo sempre bom equilíbrio – no limite, tende a desgarrar um pouco a traseira –, a XJ parece mais talhada para um uso mais tranquilo. As respostas imediatas em baixos giros dispensam o uso intenso do câmbio de seis marchas, principalmente em velocidades médias.

Aos 3 mil, a XJ já reage com boa intensidade. A moto tem comportamento suave e é própria para as variações de exigência do trânsito urbano.

A posição de pilotagem confirma esta intenção. As pedaleiras são adiantadas para ficarem bem alinhadas com a coluna cervical. Com isso, o peso do corpo não é jogado sobre o antebraço, como ocorre nos modelos mais esportivos. Tanto a textura quanto o formato do banco, em degrau, ajudam a segurar o corpo do piloto e auxiliar numa posição mais relaxada. Os comandos também são bem suaves e o encaixe dos joelhos no tanque é quase natural. A pequena carenagem da versão F é suficiente para criar um área protegida e ampliar ainda mais o conforto.

Tudo isso torna possível enfrentar trajetos mais demorados sem se cansar muito. O painel segue o estilo comum às esportivas: conta-giros analógico, para facilitar a leitura periférica, e velocímetro digital. Computador de bordo, relógio e hodômetros também são digitais.

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