Yamaha MT-09 chega ao Brasil a partir de R$ 35.990

Revolucionária tricilíndrica tem motor de 847 cm³ (115 cv) e freios ABS de série
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Agência Infomoto
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Finalmente a Yamaha lançou a MT-09 no mercado brasileiro. Quase um ano depois de sua aparição surpresa no Salão Duas Rodas 2013, em outubro passado, a revolucionária tricilíndrica da marca japonesa será fabricada em Manaus (AM). Com três opções de cores, a MT-09 custará a partir de R$ 35.990, na cor cinza fosco. Duas edições “especiais” com cores metálicas – roxa e laranja –, grafismos diferenciados no tanque e bengalas douradas vão custar R$ 36.590. Todas as versões virão com freios ABS de série e estarão disponíveis nas concessionárias da marca no final de outubro.

A MT-09 foi introduzida pelo diretor presidente da Yamaha do Brasil, Shigeo Hayakawa, como mais uma prova da nova fase da fábrica no país. “Nosso novo slogan mundial, ‘revs your heart’, pode ser traduzido como ‘acelera seu coração’, e é isso que estamos fazendo no Brasil, acelerando”, afirmou Hayakawa em seu discurso. O diretor presidente da Yamaha também comemorou o resultado das vendas dos lançamentos mais recentes, como a Fazer 150, Crosser 150 e a XT 1200 Z Super Ténéré DX, agora montada na planta brasileira também – a única filial da Yamaha fora do Japão a produzir a bigtrail.

Embora o teste com o público no ano passado tenha sido feito com a versão norte-americana do modelo, que tem as mesmas especificações, mas recebe o nome de FZ-09, a Yamaha preferiu apostar na nomenclatura MT-09, utilizada na Europa e no Japão. Sigla de “Masters of Torque” (mestre do torque), o departamento de engenharia temia que o nome FZ confundisse o motociclista brasileiro, que já viu por aqui a FZ6, da família de nakeds com quatro cilindros.

INOVADORA

Mas a MT-09 não é uma naked e tampouco tem quatro cilindros. A principal novidade do modelo, lançado mundialmente em 2013, é justamente seu motor de três cilindros e 847 cm³ de capacidade. Capaz de gerar até 115 cv de potência máxima a 10.000 rpm e torque máximo de 8,9 kgf.m a 8.500 rpm conta com virabrequim crossplane. Oriunda da MotoGP e já utilizada na YZF-R1 desde 2009, a tecnologia viabiliza uma entrega de torque mais linear e beneficia as baixas e médias faixas de giro por fazer com que a explosão dos cilindros aconteça um por vez em intervalos uniformes, de 120º.

Com refrigeração líquida, os três cilindros têm 12 válvulas, duplo comando no cabeçote, e são dotados de acelerador eletrônico (ride-by-wire), que possibilitou a instalação de três mapas de gerenciamento do motor: standard, com um modo mais agressivo “A”, que oferece respostas mais rápidas, e outro mais suave, “B”. Vale ressaltar que a potência do motor não é alterada em nenhum dos modos de pilotagem, o que muda é a resposta do acelerador.

Ousada em seu design, a MT-09 também é inovadora em seu estilo. Na verdade uma mescla de naked e supermotard. As rodas de liga leve são de 17 polegadas e calçadas com pneus de perfil esportivo sem câmara (120/70 na dianteira e 180/55 na traseira). Já o garfo telescópico invertido tem longo curso (137 mm) e o guidão é largo como em uma supermotard. Assim como o banco estreito na frente e as pedaleiras baixas.

Ao montar na moto, o assento a 81,5 cm do solo não é dos mais baixos. Porém, a junção entre o tanque e o banco é estreita, e até mesmo os de estatura média conseguem colocar os pés no chão. Os braços ficam abertos e os joelhos, pouco flexionados resultando em uma posição de pilotagem mais ereta do que nas motos naked.

O quadro do tipo Diamond e também a balança traseira são feitos em alumínio, conferindo leveza ao conjunto. A versão vendida no Brasil com freios ABS pesa somente 191 kg em ordem de marcha. O quadro é suspenso por garfo telescópico invertido (upside-down), totalmente ajustável, com tubos de 41 mm na dianteira; e um monoamortecedor fixado por links com regulagem na précarga da mola e no retorno, na balança traseira.

Os freios também contam com boas especificações para uma moto da sua categoria: dois discos flutuantes de 298 mm de diâmetro com pinças fixadas radialmente de quatro pistões cada na roda dianteira, e um disco de 245 mm na traseira com pinça de pistão simples.

A MT-09 ainda traz um painel completo, totalmente digital que conta com indicadores de marcha, nível de combustível, posição do D-Mode, conta giros, hodômetro total e parcial, média de consumo, consumo de combustível instantâneo, “fuel-trip”, temperatura da água do radiador e ainda temperatura do ar de admissão. O farol é multi-refletor e a lanterna traseira, minimalista, utiliza LEDs.

MERCADO

A Yamaha traz a MT-09 para ampliar seu line-up e disputar a fatia das motos de alta capacidade cúbica com uma receita nova, diferente de outras motos já existentes no mercado. O preço sugerido pela Yamaha para a nova motocicleta faz com que ela enfrente uma dura concorrência na faixa entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.

Cotada a partir de R$ 35.990, a MT-09 chega a um preço competitivo se comparado às concorrentes. A outra tricilíndrica nessa faixa, a Triumph Street Triple, custa R$ 32.490, mas seu motor de 675 cm³ oferece 85 cavalos. Mas a nova Yamaha também enfrenta outras motos de quatro cilindros, como a Honda CB 600F Hornet que custa quase o mesmo, R$ 35.300, e pesa 193 kg, mas seu propulsor produz apenas 102 cv. Já a Kawasaki Z 800, embora ofereça 113 cv de potência, é bem mais pesada (231 kg) e mais cara, R$ 39.390 com ABS.

Outra iniciativa que reforça a nova era da Yamaha no Brasil é a completa linha de acessórios originais da MT-09 que a marca importa para o Brasil. Em épocas passadas, a fábrica simplesmente abria mão de oferecer acessórios adequados aos modelos de alta cilindrada. Para a nova moto, a Yamaha traz desde protetores de motor, coberturas do radiador, até malas originais e uma completa linha de acessórios para o motociclista, como capacete, luvas e jaquetas inspirados pelo estilo da MT-09.

NA PISTA COM MT-09

Embora seja uma naked com vocação urbana, o lançamento da MT-09 no Brasil aconteceu na pista do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, interior de São Paulo. Como já havia experimentado o modelo nas ruas e estradas de Portugal, aproveitei a oportunidade para levar a moto ao limite dela em uma pista.

Sua posição de pilotagem pode mudar de acordo com a forma que o piloto se posiciona no banco: mais recuado, o banco é largo e a posição é mais relaxada, para viagens; já a parte da frente do banco, mais estreita, deixa o piloto em posição de ataque, bom para andar na pista. Porém, suas suspensões são acertadas para oferecer conforto nas ruas e absorver as imperfeições do piso, o que de certa forma prejudica o desempenho dela em curvas. Em curvas mais radicais, a roda da frente parece abrir a trajetória e a traseira balança demais. O que não impediu que as pedaleiras raspassem no asfalto em curvas mais fechadas, já que sua ciclística bem acertada faz com que a MT-09 se incline com facilidade. O sistema ABS, que não pode ser desligado, também acaba atrapalhando as frenagens mais esportivas, embora o disco dianteiro ofereça uma mordida bem arisca, mesmo em condições normais.

Mas seu motor mostra bastante vigor para fazer os giros crescerem rapidamente até pelo menos 8.000 rpm, quando o torque máximo é atingido. A resposta do acelerador é contundente mesmo no modo de pilotagem “standard” e agressiva demais no modo “A”, tirando a roda dianteira do chão com grande facilidade.

Mas embora não seja uma verdadeira superesportiva, a MT-09 garante bastante diversão na pista. Claro que não foi projetada exatamente para isso, mas revela o caráter esportivo do modelo, aquele tipo de moto que instiga a acelerar com vontade e procurar logo uma estrada cheia de curvas para se divertir.

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