O Tiggo 7 tem apresentado bons números de vendas, e o Tiggo 8 está brigando para ser o SUV grande mais vendido do Brasil em 2025. No entanto, apesar do bom desempenho dos modelos das duas família de utilitários esportivos, a Caoa Chery deverá aprontar (no bom sentido) ainda mais em 2026, para azar da concorrência.
De acordo com apuração do WM1, quatro modelos modelos poderão aparecer por aqui. Dois estão 99,9% certos e outros dois ainda precisam de definições, mas, sim, estão cotados. Mas vamos começar pelos modelos que estão certos...
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Apesar de ser o SUV mais barato da Caoa Chery, o Tiggo 5X é o que vende menos diante de seus irmãos maiores. No entanto, essa história pode começar a mudar em 2026 com a chegada do novo Tiggo 5X Hybrid. O SUV compacto foi anunciado pela marca no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, em novembro, no mesmo dia em que foi anunciada a pré-venda do novo Tiggo 5X (100% combustão) em parceria com a Webmotors, o maior marketplace automotivo da América Latina.
Ainda não há detalhes técnicos de como será o sistema híbrido adotado pelo modelo, que poderá ser herdado (uma possibilidade) dos modelos híbridos da Omoda & Jaecoo, o Omoda 5 e o Jaecco J7. Aqui, um motor 1.5 turbo a gasolina trabalha juntamente com um motor elétrico que funciona com bateria recarregada pelo próprio propulsor à combustão. Vamos aguardar.
Já o Tiggo 9 deu as caras no Salão como principal atração da marca, e apesar de não ter sido confirmado oficialmente, fontes ligadas à marca disseram ao WM1 que, sim, será lançado no Brasil em 2026. E a prova mais clara de que o Tiggo 9 será o SUV mais caro da Caoa Chery no Brasil é que uma unidade foi flagrada em dezembro rodando completamente camuflada em testes na cidade de Campos do Jordão, interior de São Paulo.
O Caoa Chery Tiggo 9 chamou atenção no Salão do Automóvel de São Paulo pelo porte, pela motorização híbrida plug‑in de alta performance e pela proposta de se posicionar acima do Tiggo 8 Pro Plug‑in Hybrid — o que o tornará o carro mais caro da marca no país.
O Tiggo 9 impressiona pelas dimensões generosas: são 4,82 metros de comprimento, 2,82 metros de entre‑eixos, 1,93 metro de largura e 1,70 metro de altura. O modelo acomoda até sete passageiros, oferecendo 200 litros de porta‑malas com todas as fileiras em uso e 580 litros com a terceira fileira rebatida.
No conjunto mecânico, o modelo mistura um motor 2.0 turbo a gasolina de 265 cv com três motores elétricos, resultando em potência total próxima de 500 cv. Esse sistema trabalha em conjunto com transmissão automática de oito marchas e tração integral eletrificada, reforçando a proposta de entregar desempenho elevado aliado à eficiência energética.
Quanto ao preço, a Caoa Chery não revela qualquer número, mas a lógica de posicionamento indica um valor acima do Tiggo 8 Pro Plug‑in Hybrid, que não sai por menos de R$ 269.990. Assim, a expectativa é que o Tiggo 9 supere facilmente a faixa dos R$ 320 mil, consolidando‑se como o modelo mais caro e sofisticado da marca no Brasil.
O foco da Caoa Chery serão os dois SUVs mencionados acima - Tiggo 5X Hybrid e Tiggo 9. No entanto, pessoas próximas à marca não confirmaram - mas também não negaram - que o Arrizo 8 poderá pintar no mercado brasileiro em 2026 para brigar com BYD King e a versão híbrida do Toyota Corolla. O modelo foi uma das atrações do estande da marca no Salão do Automóvel.
O Arrizo 8 é um sedã médio-grande de 4,78 metros, com design renovado e aparência esportiva. Além das proporções generosas — 2,79 m de entre‑eixos, 1,84 m de largura e 1,46 m de altura — o modelo se destaca pela motorização híbrida plug‑in, capaz de rodar com alta eficiência e desempenho.
O conjunto mecânico combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 156 cv e mais de 23 kgfm, dois motores elétricos — um deles responsável por tracionar as rodas, com 204 cv e 32 kgfm, e outro atuando como gerador — e uma bateria de 18,3 kWh. No total, o sedã entrega 350 cv e 54 kgfm de torque, números que o colocam diretamente na disputa contra modelos como Toyota Corolla e BYD King.
Segundo a fabricante, o Arrizo 8 pode rodar cerca de 100 km no modo elétrico, enquanto a autonomia total chega a aproximadamente 1.400 km, sempre considerando medições do ciclo chinês. A aceleração de 0 a 100 km/h é realizada em menos de 8 segundos, e a velocidade máxima alcança 185 km/h. O sedã ainda conta com tanque de 60 litros, reforçando sua proposta de viagens longas sem comprometer o consumo.
O mercado das picapes médias está bem aquecido no mercado brasileiro. A Toyota Hilux domina o segmento, e assiste de camarote Ford Ranger e Chevrolet S10 brigarem palmo a palmo pela segunda colocação. No entanto, para 2026, uma nova caminhonete média poderá dar as caras por aqui. Estamos falando da Himla.
A Caoa Chery Himla foi uma das grandes surpresas do Salão do Automóvel de São Paulo 2025. Diferentemente de Tiggo 5X Hybrid, Tiggo 9 e Arrizo 8 — que parecem como prioridades da marca —, a picape média surgiu sem alarde e sem qualquer confirmação oficial de lançamento, mas deixou claro que está nos planos da fabricante. Fontes ligadas à empresa admitem que existe um trabalho ativo para viabilizar o modelo no Brasil, embora sua chegada ainda esteja mais distante.
Exposta no estande da marca, a Himla chamou a atenção pelo porte e pela proposta. Trata‑se de uma picape média, posicionada para competir diretamente com Hilux, Ranger, S10, Mitsubishi Triton e a futura Ram Dakota. Com isso, a Himla entra em um segmento altamente competitivo, no qual a Caoa Chery ainda não atua.
Construída sobre a plataforma KP11, a picape utiliza arquitetura body‑on‑frame, típica de modelos voltados ao trabalho pesado e uso misto entre cidade e off‑road. Suas dimensões reforçam essa proposta: são 5,33 metros de comprimento, 1,92 metro de largura e 1,82 metro de altura. O porte robusto é acompanhado por números relevantes para o segmento: 1 tonelada de capacidade de carga e 3.500 kg de capacidade de reboque, valores alinhados às líderes da categoria.
A Himla também se destaca pela variedade de configurações mecânicas apresentadas. O conjunto inclui um motor 2.3 turbodiesel, que entrega cerca de 161 cv e 42,8 kgfm de torque, além de opções a gasolina 2.4 e uma versão híbrida plug‑in (PHEV). Esta última combina propulsão elétrica com autonomia estimada em 100 quilômetros no modo 100% elétrico, reforçando o movimento da Caoa Chery em direção à eletrificação — tendência já consolidada na linha Tiggo e nos estudos de expansão da marca.
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