A estratégia da Leapmotor para detonar BYD e GWM

Leapmotor C10 estreia em novembro com sistema REEV, que usa motor a combustão apenas como gerador de energia

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Nicole Santana
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Mais uma marca chinesa chegará ao Brasil em breve para brigar no segmento de carros híbridos e elétricos: a Leapmotor. A fabricante virá através da Stellantis e o primeiro modelo a desembarcar por aqui será o C10, um SUV médio que chegará em duas versões: uma elétrica (BEV) e outra equipada com a chamada tecnologia REEV (Range Extended Electric Vehicle). E será através dessa tecnologia que a marca traçará uma estratégia para mirar nas vendas BYD e GWM.

Leapmotor C10 Reev
O Leapmotor C10 REEV será lançado em novembro
Crédito: Nicole Santana/Webmotors
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Mais uma sigla para você decorar: conheça a tecnologia REEV da Leapmotor

Quem ainda não está totalmente familiarizado com o segmento de carros eletrificados pode ficar até um tanto confuso e perdido em meio a tantas siglas usadas para diferenciar uma tecnologia de outra. E agora há mais uma...

O C10 Ultra-Híbrido REEV quer unir o melhor dos dois mundos. O modelo usa um motor a combustão que não traciona as rodas — sua única função é atuar como gerador de eletricidade. Essa energia recarrega a bateria principal, garantindo autonomia bem maior do que a de um carro 100% elétrico e eliminando a preocupação com a autonomia.

Na prática, o veículo roda sempre de forma puramente elétrica. Quando a carga da bateria começa a baixar, o motor a combustão entra em ação automaticamente, gerando eletricidade para manter o funcionamento do sistema.

Ou seja, é diferente de um híbrido convencional (HEV) e do híbrido plug-in (PHEV), em que os motores a combustão e elétrico podem tracionar as rodas juntos ou separadamente.

No caso do REEV, somente o motor elétrico traciona as rodas e não há necessidade de recarga externa — o tanque de combustível serve apenas para alimentar o gerador, que estende a autonomia elétrica.

O Leapmotor C10 REEV usa motor a combustão apenas como gerador para as baterias
Crédito: Nicole Santana/Webmotors
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Tecnologia inédita no Brasil no segmento de SUVs

Embora a ideia de “extensor de autonomia” já exista em alguns mercados e em outros segmentos, nenhuma marca comercializa no Brasil atualmente um SUV com esse tipo de tecnologia.

Isso bota a Leapmotor em uma posição estratégica, oferecendo uma solução intermediária entre o híbrido tradicional e o elétrico puro. Assim, poderá atrair consumidores que ainda têm receio de depender apenas da recarga em tomadas públicas ou domésticas.

Leapmotor foca nas vendas da BYD e da GWM e não chega como uma novata qualquer

A Leapmotor chega ao país com uma estratégia bem clara para enfrentar outras marcas chinesas já estabelecidas, como BYD e GWM. Além de apostar em uma tecnologia inédita no segmento, a marca chega sob o guarda-chuva da Stellantis, um dos maiores grupos automotivos do mundo.

Essa parceria dá à Leapmotor vantagens logísticas e operacionais importantes: acesso à rede de distribuição de peças da Stellantis, suporte técnico e a expertise comercial do grupo para adaptar o posicionamento da marca ao público brasileiro. A estrutura de pós-venda, algo que costuma gerar dúvidas em marcas novas, deve ser um dos pontos fortes dessa chegada.

Além do C10, que chegará em duas versões, a marca chinesa também lançará o B10, um SUV médio totalmente elétrico.

O Leapmotor B10 é o segundo carro que a marca lançará no Brasil
Crédito: Evandro Enoshita/Webmotors
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Como está o cenário dos carros eletrificados no Brasil

De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota eletrificada nacional está distribuída da seguinte forma:

  • PHEV (híbridos plug-in): 34%

  • BEV (100% elétricos): 28%

  • HEV Flex (híbridos convencionais que podem ser abastecidos com etanol e gasolina): 15%

  • HEV (híbridos convencionais abastecidos somente com gasolina): 8%

  • MHEV (híbridos leves): 7%

  • MHEV 12 Volts: 6%

  • MHEV 48 Volts: 2%

    Esses números mostram que o público brasileiro ainda está em transição entre o híbrido e o elétrico puro — o que pode abrir espaço para tecnologias intermediárias, como a REEV, que oferecem a experiência elétrica sem a limitação da recarga externa.

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