A Volkswagen confirmou recentemente que sua nova picape vai se chamar Tukan, conforme revelado pelo WM1. O anúncio foi feito no começo deste mês, durante um evento no Rio de Janeiro (RJ), e marca uma das mudanças mais significativas na linha de produtos da empresa no Brasil.
A Tukan deve ser mostrada ainda este ano e lançada entre o final do segundo semestre e o início de 2027. Sua missão é ingrata: substituir aos poucos a veterana Saveiro, que deverá mesmo sair de linha após décadas de mercado, e competir com a toda-poderosa Fiat Toro - além de Ford Maverick, Ram Rampage e até com a futura Renault Niagara, além das atuais Renault Oroch e Chevrolet Montana.

A Tukan deverá ocupar uma posição estratégica no portfólio da Volkswagen: ficará em um primeiro momento acima da Saveiro (até esta sair de linha) e abaixo da Amarok, disputando diretamente com Fiat Toro, Chevrolet Montana, Renault Oroch, Ford Maverick e Ram Rampage.
O segmento de picapes intermediárias é um dos mais aquecidos do país, com a Fiat Toro consolidada como líder desde 2016, ano em que foi lançada. A chegada da Tukan representará a tentativa da Volks de recuperar espaço em uma categoria que continua crescendo, ano após ano.

A nova picape será mais um produto da marca construído sobre a plataforma MQB A0, a mesma que é usada por Tera, Polo, Virtus, Nivus e T-Cross. Isso significa que a Tukan compartilhará diversos componentes com esses modelos, como suspensão e freios.
O design ainda não foi revelado, mas a Volks mostrou parte da junção entre cabine e caçamba, além de confirmar o retorno da cor amarelo canário, em referência à Seleção Brasileira de Futebol, que tem a alcunha de "canarinho". A marca, aliás, revelou esses detalhes no dia em que anunciou o retorno de seu patrocínio à seleção brasileira de futebol, agora tanto a masculina como a feminina.

A motorização da Volkswagen Tukan ainda não foi oficialmente detalhada. As opções mais prováveis incluem o motor 1.4 TSI de 150 cv de potência, que deverá ganhar versão eletrificada (híbrido-leve), e possivelmente o 2.0 TSI em versões mais caras.
O motor 1.0 TSI, usado em outros carros compactos da marca, não deve ser cogitado por não ter força suficiente para uma picape - que também deverá ser usada para recursos comerciais.
A expectativa é que a Tukan ofereça versões flex e, futuramente, as opções eletrificadas, alinhadas às tendências globais da Volkswagen.
A Tukan chegará para preencher uma lacuna importante no portfólio da Volks. A Saveiro, que sempre rivalizou com a Fiat Strada, já mostra sinais de envelhecimento e deve se aposentar em breve.
Com isso, a nova picape deverá assumir o papel de produto de entrada da marca no segmento de utilitários, mas com porte ligeiramente maior e mais robusto. A Volks claramente pretende, com a Tukan, disputar clientes que buscam versatilidade, tecnologia e robustez em um veículo desse porte.
O mercado aguarda com atenção a estreia. A escolha do nome reforça a identidade nacional e ainda a conexão da Volkswagen com o público brasileiro, já que "Tukan" remete a um tucano, ave típica da fauna local.
Também vale dizer que a picape deverá oferecer versões de cabine simples e dupla, cabine tecnológica e suspensão traseira reforçada, seguindo a receita de rivais como as Fiat Strada e Toro.
Em resumo, a Volkswagen Tukan não será apenas a sucessora da Saveiro: deverá inaugurar uma nova fase da marca no Brasil. A expectativa é que se torne peça-chave na estratégia da marca alemã, que vê na picape a chance de reforçar seu nível de competitividade e inovação na categoria.
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