Eletrônica: ainda melhor e mais completa

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Karina Autopress
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- Os carros de luxo atuais já são tremendamente complexos – e vão ficar ainda mais. O futuro da tecnologia do automóvel está numa eletrônica melhor e mais completa. Acelerador eletrônico drive by wire, caixas de mudanças manuais com comando eletrônico que as torna mecânicas/automáticas, CVTs, IVTs, suspensões ativas, sistemas de controle de tração e de estabilidade, ABS, BAS, sistemas de percepção de colisão iminente, capazes de determinar a severidade do impacto e a ação de outros sistemas ativos de segurança passiva, sistemas automáticos de navegação, comunicação e entretenimento, sistemas de reconhecimento de faixas de rolamento e da existência de outros veículos na via, capazes de automaticamente esterçar e frear o veículo para evitar colisões, e uma quase infinidade de outros sistemas já nas pranchetas, já passaram, faz tempo, da capacidade das chamadas CAN – controller area network, rede controladora de área.

Cada CAN trabalha como controladora de uma área específica do carro – trem de força, navegação por satélite, freios, etc. Se você acelera forte, de repente, ela tem de avisar o resto do carro sobre o que você está fazendo; mas se você, ao mesmo tempo em que baixa o pé, “puxa” uma marcha mais reduzida na caixa automática, ou na manual de controle eletrônico, a CAN não tem velocidade ou “inteligência” para saber qual foi o primeiro comando e agir sobre esses dados, e se atrapalha toda.

Pior: os carros de passeio hoje nas pranchetas têm necessidades de inteligência maiores que as de um carro de Fórmula 1. Alguma coisa tem de ser feita, e depressa.

A Audi, a divisão topo do império Volkswagen, já iniciou estudos para a substituição das CAN pelos TTP, Time-Triggered Protocols. O primeiro uso dos TTP deverá aparecer nos A8 e, logo depois, ser colocado também nas caríssimas limusines da Volks.

O TTP é um sistema que há muitos anos é utilizado na engenharia aeronáutica, e como quase tudo nessa indústria, é caríssimo. Para ser “passado” à indústria automotiva, terá de ficar muito mais barato.

Os TTP têm exatidão e velocidade, e podem ser programados para prever que um comando vai chegar – mais ou menos a idéia de uma pessoa avisar que vem à sua casa ou a seu escritório, a tal hora. Quando ela chegar, você já a estará esperando.

Melhor ainda: se uma segunda pessoa avisar também que vem, um minuto depois, você sabe que essa pessoa avisou e vai chegar depois, e vai poder se preparar para os dois eventos.

O TTP avisa rápida e seqüencialmente a todos os sistemas eletrônicos de controle do carro envolvidos no comando do motorista, de tudo o que está acontecendo, e de tudo que os outros sistemas devem fazer – virtualmente em tempo real. Um pouco mais tarde, o TTP será peça fundamental na relação veículo/estrada automática.

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José Luiz Vieira é engenheiro automobilístico e jornalista, diretor de redação da revista Carga & Transporte e do site TechTalk www.techtalk.com.br, sócio-proprietário da empresa JLV Consultoria e um dos mais respeitados jornalistas especializados em automóveis do Brasil. Trabalhou como piloto de testes em várias fábricas e foi diretor de redação da revista Motor3. E-mail: joseluiz@jlvconsultoria.com.br

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