Emoção na Fórmula 3 Sul-Americana

Disputa do título e estratégia nas 500 Milhas de kart Granja Viana
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Ana Beatriz
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- O fim do ano vai chegando, as corridas vão ficando escassas, restam poucos campeonatos a se definir, e um deles é o da Fórmula 3 Sul-Americana. Depois das corridas do fim de semana que passou, a decisão do título ficou para a última rodada dupla, em Interlagos, em 30 de novembro.

Vai ser grande a briga entre o Pedro Enrique, da Cesário Fórmula, que está na vice-liderança e o Nelson Merlo, da RC3 Bassani. A penúltima rodada dupla do ano, em Curitiba, foi emocionante.

No sábado, o Pedro Enrique venceu e diminuiu sua diferença no campeonato de 15 para cinco pontos, pois o Nelson Merlo bateu com o Denis Navarro, também da Cesário, e não concluiu a corrida.

No domingo, venceu o Leonardo Cordeiro, o Navarro foi o segundo, o Merlo foi o terceiro e o Pedro, o quarto. A diferença entre Pedro Enrique e Nelson Merlo ficou em seis pontos. Vai pegar fogo essa final em Interlagos. E eu quero estar lá para ver.

A Fórmula 3 é uma categoria muito importante para os pilotos que querem evoluir no automobilismo europeu ou americano, porque é ali que a gente ganha mais experiência e mais maturidade antes de ir para os campeonatos internacionais.

Nesta minha temporada de estréia na Indy Lights eu vi o quanto é desafiador morar só, fora do Brasil, sem família ou amigos por perto, buscando bons resultados. Meu sucesso se deveu muito aos meus três anos de Fórmula Renault Brasil e a um ano de Fórmula 3 Sul-Americana, com a Cesário Fórmula, e aos meses que vivi sozinha na Inglaterra, treinando, antes de mudar para os Estados Unidos.

Estratégia e prudência

Nesse fim de semana que passou, aconteceu também a 12a edição das 500 Milhas de Kart Granja Viana. A equipe formada por Rubinho Barrichello, Tony Kanaan, Felipe Giaffone e Renato Russo se tornou octocampeã.

Dessa vez, foi um pouco mais difícil para todo mundo, porque ao invés de começar à meia-noite e ir até o meio da manhã, que é mais fresca, a corrida começou ao meio-dia e o pessoal sofreu, porque fez um calor de lascar a tarde inteira.

Não é à toa que esse time do Rubinho e do Tony sempre vence. Corri com eles nas 500 Milhas de Kart de 2004 e vi o porquê. Eles trabalham muito no acerto do kart, têm a vontade de garotinhos, querem andar a toda hora, e geralmente não batem, nem fazem besteira na pista.

Por isso que mais uma vez eles dominaram. Uma corrida longa como as 500 Milhas de Kart exige várias coisas para dar certo. Precisa muita calma e ter em mente que o importante é terminar. Não pode se meter em acidentes.

O kart tem que ser bom e estar acertadinho, já que os motores são sorteados. A estratégia de paradas nos boxes, quando não tem fila, também é um fator importante, assim como um bom treinamento antes. O time que fizer tudo isso e for o mais rápido vence a prova.


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Ana Beatriz Bia Figueiredo - contato@biafigueiredo.com – é estreante da Indy Lights em 2008. Em sete corridas, no primeiro semestre, tornou-se a primeira mulher a subir ao pódio da categoria de acesso à IndyCar - em terceiro lugar no circuito de rua de Saint Petersburg e no circuito oval Iowa Speedway - e também a primeira a terminar entre os top five em Indianápolis, em quinto lugar. Primeira no mundo a vencer na Fórmula Renault e a conquistar a pole position na categoria principal da Fórmula 3 Sul-Americana, a piloto brasileira corre na Indy Lights com a tricampeã equipe Sam Schmidt Motorsports, patrocinada por Healthy Choice, WebMotors, Svelte e Bardahl, com apoio da Puma, OMP e Bell, e é empresariada por André Ribeiro e Augusto Cesário.
www.biafigueiredo.com

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