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Importado usado desvaloriza quatro vezes mais

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Auto Informe
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- O carro usado desvalorizou na média 5,04% em 2007, conforme pesquisa da Agência AutoInforme que compara mês a mês os preços praticados no mercado com base na cotação da Molicar. Mas, isolando os veículos por procedência, o estudo apurou que a desvalorização de usados importados é quatro vezes maior do que a de veículos nacionais. O carro usado nacional perdeu 3,40% no ano, enquanto que os importados desvalorizaram 14,34%.

O carro importado tem maior depreciação que o nacional e, por isso, é menos procurado pelo comprador de usados. O menor número de concessionárias, a dificuldade de encontrar peças no mercado paralelo e a falta de mão de obra especializada nas oficinas independentes são algumas das razões do receio de muitos compradores na hora de fechar o negócio. Com a redução da procura, o preço cai.

Não se trata de preconceito com os estrangeiros; muitas vezes essas condições adversas levam ao encarecimento da manutenção, o que assusta o consumidor.

A abertura do mercado na década passada inchou o mercado de veículos importados. A novidade atraiu o consumidor. Em 1995 o Brasil licenciou quase 350 mil veículos estrangeiros, o que representou uma participação de 25% no total. Mas, a partir de 2001, a alta do dólar e mudanças na alíquota de importação levaram o setor a entrar em crise e as vendas despencaram.

Em 2004 a participação dos importados foi de apenas 3,9%. Houve uma recuperação nos últimos três anos e hoje os importados são responsáveis por 10,5% das vendas, incluídos argentinos e mexicanos, trazidos em grande quantidade pelas montadoras instaladas no Brasil.

Essa grande quantidade de importados que chegou em meados da década de 1990 hoje está no mercado de usados, com cerca de dez anos de uso, e forma um mercado vibrante e aquecido.

Existem boas oportunidades. Um BMW Série 3 com nove anos de uso pode ser comprado por valores de R$ 50 mil a R$ 60 mil; zero quilômetro, um desses não vale nada menos do que R$ 300 mil. Um Omega 1998 vale R$ 30 mil, apenas 20% do preço do zero, enquanto um Fiat Tipo ano 95 pode ser comprado por R$ 8,7 mil.

O problema é a manutenção: se consertar um importado novo já é mais caro e difícil, um modelo com mais de dez anos é pior.

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Joel Leite joelleite@autoinforme.com.br é diretor da agência de notícias especializada no setor automotivo AutoInforme. Produz e apresenta o quadro sobre automóveis no programa Shop Tour e fornece informações para vários veículos de comunicação. É especialista no mercado de automóveis desde 1984, quando começou no Jornal do Carro do Jornal da Tarde. Joel é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Comunicação e Semiótica.

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