México se firma como uma estratégica base de exportações

País já é o quinto maior exportador de veículo. Nissan, Honda e Mazda vão construir fábricas por lá
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O México se firma como uma estratégica base de exportações, tendo ao Norte os Estados Unidos, tradicional comprador de veículos, e crescendo em mercados emergentes.

O presidente da Republica do país, Felipe Calderón, falou à imprensa em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, e destacou que os números definitivos colocam o México como quinto maior exportador de veículos do mundo.

No ano passado a indústria automobilística mexicana produziu 2,5 milhões de unidades e exportou 2,1 milhões. O presidente decretou que “o México é o novo fabricante de veículos a nível global”

Com o anúncio da Nissan de investir US$ 2 bilhões em uma nova fábrica no país, o governo mexicano está ainda mais otimista e aposta em um crescimento neste ano.

O presidente mundial da Nissan, Carlos Ghosn, esteve com o presidente mexicano em Davos, apresentando os planos da empresa japonesa para ampliar as operações no México.

A nova fábrica da Nissan será construída em Aguascaliente, a poucos quilômetros da outra fábrica da marca.

Felipe Calderón disse que o seu país “é o ponto chave para as exportações globais do setor automobilístico, tanto para os Estados Unidos quanto para a América Latina, particularmente para o Brasil”.

A escolha do México para construir a nova fábrica, segundo o presidente, não é mera casualidade, mas “porque há qualidade de mão de obra, infraestrutura, lealdade com as empresas, condições de operação, proteção dos direitos de segurança e legalidade”.

O presidente do México felicitou Carlos Ghosn pelo fato da Nissan produzir em seu país táxis para Nova York com grande possibilidade de serem com motores elétricos. A nova fábrica deve gerar três mil empregos na primeira etapa e terá capacidade para produzir 175 mil unidades por ano.

O México terá mais duas fábricas, da Honda e da Mazda, o que vai impulsionar a produção de autopeças em 2013 no país. A Associação Nacional de Auto Peças mexicana prevê que no ano que vem, quando entram em operação de três fábricas, a produção de peças irá crescer de 15 a 20% e atingir um volume de US$ 83 milhões. Para atender essa demanda estão sendo instaladas 40 fábricas de autopeças, segundo Oscar Albin, presidente do INA, a associação dos fornecedores, entre elas as filiais da Getrag, Magna e Steyer.

Hoje os carros fabricados no México para venda nos EUA têm um conteúdo nacional entre 60% e 70%. Com os novos fornecedores o objetivo é aumentar o índice de nacionalização.

A exportação mexicana está diversificada, atendendo mercados em crescimento, como América do Sul, Ásia e África, tendo sido reduzida a dependência que existia em relação aos EUA.

Conforme Oscar Albin, “o crescimento do setor vai gerar empregos e recuperar – ou até superar - os níveis de emprego que tínhamos antes da crise econômica".
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Joel Leite joelleite@autoinforme.com.br é diretor da Agência AutoInforme, especializada no setor automobilístico, que fornece informações para vários veículos de comunicação. Produz e apresenta o Boletim AutoInforme, das rádios Bandeirantes, Band News e Sul América Trânsito. É formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Semiótica e Meio Ambiente.

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