Mitsubishi ou outros?

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Nelson Piquet
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- Será que depois de 6 anos seguidos de vitórias no Dakar alguém vai conseguir tirar o troféu da Mitsubishi em 2007? Ela não dormiu no ponto e volta em 2007 com 4 unidades dos Pajero na versão renovada e melhorada MP13.

Time de pilotos imbatível: o vencedor de 2006 e ex-campeão de esqui na neve, Luc Alphan; o sempre favorito e multi-vencedor Stephane Peterhansel; o antigo vencedor Hiroshi Masuoka e um ex-vencedor de motos Nani Roma. Uma escalação de respeito para enfrentar: 1 os novos VW Touareg com o vice de 2006 Giniel De Villiers, o campeoníssimo Carlos Sainz, outro campeoníssimo Ari Vatanen e o americano multi vencedor das provas Baja, Mark Miller. 2 Os BMW X3 também melhorados e com Jutta Kleinschmidt vencedora em 2001 e estreando na casa onde trabalhava, Nasser Al Attiyah campeão do Oriente Médio e Guerlain Chicherit vencedor do Dakar na categoria T2 e 3 o último a vencer o Dakar, e duas vezes em seguida, 1999 e 2000, antes da Era Mitsubishi, o bom amigo Jean-Louis Schlessser com o seu buggy Schlesser-Ford de tração 4x2.

Do Brasil vão a Equipe Lubrax, com motos Jean Azevedo, caminhão André Azevedo e o carro de Klever Kolberg/Eduardo Bampi Mitsubishi Pajero Nº 356, a dupla Paulo Nobre Palmeirinha/Filipe Palmeiro BMW X5 Nº 322 e o estreante Riamburgo Ximenes torcendo para as dunas chegarem logo, que faz dupla com o experiente Lourival Roldan em um Mitsubishi Pajero Nº 322.

O rali tem um total de 189 inscritos, com os mais curiosos sendo, sem dúvida, os dois Fiat PanDakar Biasion no nº 348 e Saby no 349 com pintura de “girafa”, motor diesel 1,3-litro, 105 cv, tração 4x4 e 160 litros no tanque. Alguém arrisca um palpite?

Acelerando fundo

Os “chassis de clientes”, dos quais já falamos, continuam sendo motivos de opiniões e declarações. Liberados que estão para 2008, eles arriscam, segundo o pessoal da BMW leia-se Mário Theissen, fazer murchar a variedade de construtores e reduzir o Campeonato de F1 a uma batalha entre apenas três ou quatro construtores.

O problema é agravado pelo fato de que os “clientes” vão trabalhar sempre para os fornecedores dos chassis, o que torna a disputa menos variada e acirrada. Tem sua lógica.

É um pouco o que acontece na American Le Mans Series ALMS, onde a variedade dos construtores da classe maior, a LMP1, acabou depois do domínio total da Audi e seus R10 Diesel, que espantaram os concorrentes. Todos agora se concentram na LMP2 com Porsche e Acura Honda fornecendo os carros a ser derrotados.

Vento contra

A regata Rolex Sydney-Hobart foi disputada pela 62ª vez neste ano e apresentou na largada nada menos do que 79 barcos. As condições de vento de proa por 90% do percurso de 628 milhas impediram que o recorde de percurso fosse quebrado e fez com que os barcos mais antigos brilhassem. Assim é que, como fita azul, tivemos um dos modernos max boats, o Wild Oats XI, de 100 pés, depois que o nosso velho conhecido ABN AMRO ONE que ia na liderança teve o seu mastro quebrado.

Como vencedor no tempo corrigido, entretanto, ficamos com o Love&War, um lindo projeto de 1974 com casco de madeira de 47 pés Sparkman & Stephens que já havia vencido as edições de 1973 e 1978 da prova e tornou-se um dos dois únicos barcos a somar três vitórias, colocando ainda mais mágica nessa dura disputa.

Em 2006 não foi diferente, com diversos mastros quebrados e um barco afundado, conseqüência do vento contra que foi definitivo para dar a vitória a um barco mais antigo. Ao contrário dos modernos, os barcos de 1974 são muito menos velozes no vento de popa, mas no contra-vento seguem seguros na sua toada a ritmo de “mais devagar, mas sempre”.

Bom, sobrou um espaço para desejar a todos um Feliz 2007. Tudo de bom.

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Nelson Piquet é tricampeão mundial de Fórmula 1 e o primeiro campeão da Era Turbo da competição. Participou de 204 provas, com 23 vitórias. Atualmente se dedica à administração de suas empresas e à carreira esportiva do filho, Nelson Ângelo Piquet, o Nelsinho, além de ser colunista do WebMotors.

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