Na raça, Fiat confirma liderança

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- Sem nenhum lançamento importante no ano passado, a Fiat superou as concorrentes na raça: fazendo um bom trabalho de marketing, montando uma estratégia eficiente de varejo e ficando o tempo todo atenta às menores mudanças no mercado. A agilidade com que reagiu às oportunidades fez a marca italiana fechar 2006 como a mais vendida no Brasil no setor de carros e comerciais leves.

A Fiat vendeu no ano passado 465.562 unidades, ficando com 25,4% do mercado, uma participação bem maior do que a dos concorrentes diretos, GM e Volks, que ficaram com 22,3% cada um. A GM vendeu apenas 85 carros a mais do que a Volks: 409,9 mil unidades, e ficou com o segundo lugar. No mercado total, incluindo caminhões, as posições se invertem: a Volks fica em segundo e a GM em terceiro.

Dezembro registrou recorde histórico de carros e comerciais leves, com 196 mil carros e que o setor fechou o ano com 1,835 mil unidades em 2006, um crescimento de 13,6% em relação ao ano passado.

Faltaram 2,2 mil carros para o recorde histórico

Redução dos juros, estabilidade econômica e a consagração do motor flex.

Esses foram os motivos do bom desempenho do setor automobilístico no ano passado, segundo o presidente da Anfavea, Rogélio Golfarb.

Foi realmente um ano excepcional. O recorde de vendas anual não foi batido por apenas 2,2 mil unidades. E os 12,4% de crescimento ficaram muito além da previsão das fabricantes, que não acreditaram no bom desempenho do setor. Apostavam em aumento de apenas 7,7%.

E também no mercado total, dezembro marcou novo recorde histórico. Foram comercializadas 204,8 mil unidades. O aumento do prazo de financiamento contribuiu muito para a ampliação das vendas. A modalidade acima de 36 meses foi a que mais cresceu.
Os fabricantes estão confiantes em novos recordes este ano. É quase certo que 2007 supere o patamar de dois milhões de veículos vendidos no mercado interno.

Tudo mudou em 20 anos, menos a preferência pelo Gol

Em 1987, pra quem não se lembra – ou não viveu - o Brasil era uma economia fechada. Existiam apenas quatro marcas de carros e o governo não autorizava a instalação de novas fabricantes.

O povo não votava em Presidente da República.

Era proibido importar veículos. Os poucos que rodavam por aqui eram trazidos por embaixadas, consulados, funcionários diplomáticos....

Naquele ano um carro pequeno, feito para o mercado nacional, seria o mais vendido no país. O nome dele era Gol, produzido pela Volkswagen.

Vinte anos se passaram. A economia se abriu, o Brasil se transformou num dos países com o maior número de marcas no mercado; as principais empresas mundiais se instalaram aqui: japoneses, franceses, coreanos, italianos, alemães, trouxeram o que de mais moderno existia em tecnologia sobre rodas.

De meia dúzia de modelos, o consumidor brasileiro passou a ter dezenas de carros, centenas de versões e opções em todos os segmentos, de todos os preços.

Mudaram os parâmetros de qualidade, de conforto, de desempenho, de tecnologia.

Votamos pela quinta vez seguida no presidente da República.

Só uma coisa se manteve: a preferência do consumidor, que nesses vinte anos manteve o velho Gol várias vezes reestilizado na liderança absoluta de vendas. O carro vendeu 189.131 unidades no ano passado, seguido pelo Palio.

Ranking – vendas no varejo, 2006


PosiçãoModeloNúmeros de venda
VW Gol189.131
Fiat Palio162.728
Chevrolet Celta126.226
Fiat Uno115.152
VW Fox107.629
Chevrolet Corsa Sedan105.584
Fiat Siena56.358
Ford Fiesta56.297
Ford EcoSport43.596
10º Ford Fiesta 40.377


Toyota lidera entre as “novas”

A marca japonesa é líder do “segundo pelotão” pela segunda vez; as novas fabricantes fecharam 2006 com 18% do mercado.

Além da luta pela liderança do mercado de veículos que a Fiat venceu em 2006, existe uma disputa entre as chamadas novas fabricantes, aquelas marcas que chegaram ao Brasil no início da década de 1990, com a abertura econômica.

Brigando para conquistar frações de participação no mercado, fabricantes francesas e japonesas se revezam na liderança entre as pequenas. A Renault liderou nos primeiros anos de atuação no Brasil, caindo em seguida no ranking.

A Peugeot e a Citroën foram as que mais cresceram no ano passado, mas o domínio das vendas entre as novas ainda está nas mãos das japonesas. Depois das quatro grandes – Fiat, Volks, GM e Ford – a Toyota surge como a marca mais vendida no Brasil, seguida de perto pela Honda. A Toyota vendeu 69,7 mil unidades no ano passado e ficou com 3,8% do mercado; a Honda fechou com 3,7% de participação.

As novas fabricantes vão conquistando o seu espaço no mercado brasileiro. As marcas tradicionais ainda dominam amplamente as vendas, mas a cada ano aumenta a fatia das novas.

Em 2006 elas ficaram com 18% de todas as vendas de carros no país

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Joel Leite joelleite@autoinforme.com.br é diretor da agência de notícias especializada no setor automotivo AutoInforme. Produz e apresenta o quadro sobre automóveis no programa Shop Tour e fornece informações para vários veículos de comunicação. É especialista no mercado de automóveis desde 1984, quando começou no Jornal do Carro do Jornal da Tarde. Joel é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Comunicação e Semiótica.

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