SUV do Honda Fit, Fiat 600 e VW Fusca

Conheça o modelo SUV que a Honda iria apresentar no Salão de São Paulo
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Roberto Nasser
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Frustrou-se a expectativa da apresentação pela Honda no Salão do Automóvel, outubro, SP, do conceito de um pequeno utilitário esportivo. Seria baseado na nova plataforma do Fit. Virá, mas ao final de 2014, após a apresentação do novo Fit. A plataforma também servirá ao novo sedã pequeno de três volumes, substituto do City, - embora possa manter a denominação, em ideia de continuidade.


O pequeno SUV adensará a concorrência, alinhando-se ao seguido Eco, ao concorrente Renault Duster, e aos próximos Chevrolet Trax, Peugeot 2008. Válidas as informações de Takanobu Ito, número 1 da Honda mundial em entrevista à imprensa, virá dois anos após a troca da família Fit, em 2013.


A última volta do parafuso no fim de ciclo do Fit será a de uma versão aventureira. Sem alterações mecânicas, mas apenas de decoração, neste caminho aberto – com inequívoco brilho – pela Fiat.


Onde

Quando se fala em carro novo para o mercado brasileiro, e no caso da Honda, autoridades do governo sentem calafrios ante a possibilidade da produção ocorrer apenas na fábrica recém inaugurada em Celaya, México. O país, com articulado projeto industrial, se transformou em produtor especialista em exportações ao Brasil.


Entretanto, o governo fcaptional tem apertado as regras para provocar a industrialização no Brasil, e limitado, por cotas, as exportações mexicanas. Assim, o onde fazer é dúvida. Há que se considerar a produção da plataforma no Brasil e a montagem em Campana, Argentina. Ainda de Honda e Salão, pequenas alterações em Fit, City e Civic para marcar a modelia 2013.


Sai New Beetle, volta o Fusca

A Volkswagen decidiu assumir, com a pompa necessária, a distribuição do sucessor do New Beetle. Sua reformulação, comandada pelo designer chefe do grupo VW, o milanês Walter De Silva executada por Klaus Bischoff, encarregado da marca, usou a boa proposta nascida da idéia e do PC de J. Mays, hoje designer chefe da Ford e, então, na Volkswagen.


Para substituir o New Beetle a VW voltou às origens do mito e optou por tratá-lo de acordo com o nome tornou o original conhecido. No Brasil Fusca, no México Vocho, Itália Coccinelle, USA Beetle ...


A interpretação da reinterpretação dá conotação de atualidade. Do conjunto mecânico baseado no Golf 6, liderado pelo motor 2.0 com injeção direta, turbo, fazendo 200 cv, preso a transmissão de duas embreagens, a DSG, de funcionamento superior ao sistema dito automático. Na prática da performance, o super Fusca pode ir da imobilidade aos 100 km/h em 7,3s e a 210 km/h como velocidade final.


Entre os aprimoramentos em busca da estética cobrada pelos clientes de hoje, recuo do para brisas, maior inclinação, menor altura. Para dar ao usuário a impressão de carro esportivo, tem preto o revestimento do teto, passando a sensação de espaço menor, e o painel, ao contrário do espartano Fusquinha, possui instrumentação adicional incluindo marcador de pressão do turbo e temperatura do óleo do motor, inexistentes em veículos que utilizam a mesma motorização, como os VW Tiguan e Jetta.


Estará no Salão como das maiores atrações da VW, iniciando vendas em novembro. Preço? Não declarado.


Roda-a-Roda

Perua? - A Volvo Cars iniciou as vendas do V60, classificando-o no segmento Sportswagon. Motorização 2.0 e 3.0 turbo, respectivos 240 cv e 304 cv – este com tração nas 4 rodas. Decoração combina preto brilhante – agora chamado universalmente de Piano – e alumínio.


Paris – Cartão de visitas da indústria europeia, o Salão de Paris verá a nova família Panda Fiat. Versão com tração nas 2 rodas tem bloqueio eletrônico no ABS dos freios e diferencial autoblocante. A Versão Natural Power com cabeçote TwinAir, exclusividade da marca, usa motor de 2 cilindros, 0,9 litro, 80 cv, a gás. Faz 30 km/l e tem emissões de 86 g/km.


Aqui – Panda não virá, embora ideal ao país. Mas o Freemont terá transmissão de seis marchas no motor 4 cilindros, 2.4 e 170 cv. Melhora muito.


Caixa – Para reforçar o caixa da controladora PSA, seu braço de logística, a Gefco passará 75% de suas ações à JSC Russian Railways. Garantem o negócio dois contratos de longo prazo, com produtos PSA – Peugeot/Citroën e Opel. Transferência rendeu 800M Euro, e assegurou empregos.


Situação – A crise europeia é séria, exige vender ativos.


Racionalidade – A Volkswagen desembarca e distribui do Porto de Suape, PE, Jetta e Variant do México, Amarok, SpaceFox e Space Cross argentinos, para abastecer o mercado nordestino. A operação, provocada pelo Custo Brasil das más estradas, quer reduzir de 15 para 10 dias antes da realizada no Sudeste.


Sahib Tata – Rattan Tata, o poderoso industrial de automóveis na Índia, depois de tentar desenvolver acordo com a Fiat para fazer picapes médias, e de negócios com o empresário Sérgio Habib, Citroën e JAC, marcou entendimento com o governador Antônio Anastasia, de Minas Gerais.


Ni Minas? – É, sô, uai. O estado tem o segundo parque industrial de peças automobilísticas, a mineirização montada por Cledorvino Belini, atual presidente da Fiat. Ter peças na porta, sem logística, sem estoque, era sonho e agora é mandatório para as montadoras. Que produto, entre caminhões e o micro Nano, o sr Tata quer montar, desconhece-se.


Tecnologia – Desenvolvimento Xtronic sobre a transmissão continuamente variável, CVT, será mostrada pela Nissan no Salão do Automóvel. Ganhos com melhores respostas e redução de 15% no consumo em relação à anterior.


Segurança – Ampliando a aplicação de freios ABS e almofadas de ar em seus carros – uma determinação legal – estes sistemas chegaram aos Fox com motor 1.6. Custo contido para acabar com dúvidas, típicas do consumidor brasileiro: cd, estofamento em couro, ou segurança? R$ 1.000.


Rapidinha – A Renault está nomeando um novo tipo de concessionária, a Pro+, dirigida a frotistas e a quem tem carro como ferramenta de trabalho. Primeira no Centro-Oeste não foi em Brasília, mas a Renauto, - bom nome para revendedor Renault -, em Goiânia.


Turbo – Agora que os turbo compressores deixaram de ser tratados como acessórios e se integraram aos projetos de motores para diminuir tamanho, peso, consumo e emissões, amplia-se a tecnologia.


Quente - Os da Ford, chamados Booster, e chegarão ao Brasil com o Fusion, permitem desligar o motor imediatamente, sem necessidade de marcha lenta por um minuto para equilibrar temperatura, como usualmente ocorre.


Razão - Os boys xarope, donos de Gol 1.0 16V turbo, não tinham tempo para isto, e a falta da pausa para resfriar acabava com o acessório – e acabou com a versão.


Solução – Mercado é mercado e não tem nacionalidade nem religião. Daí a Tuper, de escapamentos, iniciou vender no mercado de reposição para Citroën/Peugeot, Fiat, Ford, Nissan, Hyundai/Kia. Saber se tem para seu carro? (www.tuperescapamentos.com.br).


Mão de obra – Preocupada com a diminuição dos talentos para serviços em carroceria – somem os artistas, aumentam os trocadores de latas – a Renault fechou parceria com o Cesvi Brasil para série de cursos. É o único centro focado em segurança viária e reparação de veículos.


Relação – Ford e VW receberam prêmios de melhor comunicação com jornalistas. No caso da Ford, continuidade de décadas do bom serviço. Na Volkswagen atestado de que as coisas mudaram.


Razões - Antes de André Senador, diretor da área, a marca sofreu tempos de empáfia e ineficiência. A relação com os jornalistas era tão ruim que a matriz alemã mandou fazer pesquisa e, após, limpou a área.


Ampliação – Para fechar espaços à penetração de marcas chinesas, a Volvo de caminhões expande atuação na América Latina – também quer vender suas outras três marcas: UD, Mack e Renault.


Bom de roda - Márcio Souza, de Pedro Canário, ES, pode se o “Melhor Motorista de Caminhão do Brasil” (MMCB), em certame da Scania, empatado com o baiano Josenildo Cruz, 41. Final em São Paulo, 25 a 27 outubro. O concurso é para divulgar bons hábitos de condução, capazes de aumentar a durabilidade do equipamento, reduzir o consumo e emissões em até 10%.


Homenagem - Luiz Fernando Lapagesse, brasiliense produtor de nova série de carrocerias do Lorena GT, um dos ícones da virada dos anos ‘60/’70, organiza homenagem a León Larenas, produtor do modelo original. Saquarema, RJ, 15 de dezembro. Sidney Cardoso – que correu com Lorena Porsche – garantiu presença. Adesões fernandolapagesse@yahoo.com.br


Cultura – Gelson Joni, gaúcho apaixonado por Ford Gálaxies entrega prova final dia 10 de outubro, para lançamento em 11 de novembro. Esforço pessoal, colaboração de amigos, com história e estórias sobre o icônico automóvel.


Gente – Júlio Ott, mais antigo dos colaboradores de décadas da Ford, membro da Escola Ford de Mecânica, arquivo vivo da história da companhia, desde o tempo de apenas montadora, hospitalizado. Cercado de cuidados. Melhoras. Seu Júlio é patrimônio da Ford – ou deveria ser tratado como.


Em 1968 Brasil quase teve o Fiat 600 - Texto aqui publicado há alguns meses provocou indagações: a Fiat viria para o Brasil com o modelo 600? Para faze-lo em que instalações industriais?


A história é que a Fiat deixou de vir para o Brasil à época da criação de incentivos para implantar a indústria automobilística. Perdeu o prazo e, sem incentivos, não concorreria com os outros produtos no mercado. Assim, tentou anos após, através da Vemag – então com a melhor ferramentaria – e depois assumida pela Volkswagen quanto por perceber oportunidade através da IBAP, a Indústria Brasileira de Automóveis Presidente. A empresa, enfrentando problemas impostos pelo governo fcaptional, tentava um parceiro forte. E a Fiat, aqui conhecida apenas por lembranças e tratores, produzidos ao início da Via Anchieta, em São Paulo, tentou o enlace. Tinha em Elio Peccei executivo bem articulado, e seu cartão identificando-o como Fiat Tratores auxiliou audiência com o General Macedo Soares, Ministro da Indústria e Comércio. Naquela época, por razões desconhecidas, era proibida a instalação de montadoras estrangeiras no Brasil, e a associação com a IBAP era a solução.


Recebidos em Brasília, o general, do ramo, antes presidente da Fábrica Nacional de Motores, da Cia. Vale do Rio Doce, da montadora Simca, e depois da Mercedes-Benz, ouviu a exposição de Peccei e de Nelson Fernandes, número 1 da IBAP.


Ninguém sabe o que pensou, porque não disse nem respondeu após, fosse para a produção nas ampliáveis instalações da IBAP na confluência da Via Anchieta com a Estrada Velha de Santos, ou na monumentalidade ociosa da FNM.


A Fiat concluiu: a abertura de caminho não seria por aí. Conseguiu em 1973, associada ao governo de Minas, escudo e lança contra os oponentes.



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