Categoria Expedition

O lado turístico do rally sem preocupação com a vitória
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Redação WM1
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Vencer não é o principal objetivo de todos os participantes do Rally dos Sertões. Além daqueles que competem pelo simples prazer de percorrer os magníficos caminhos que compõem o roteiro, sem a preocupação de acelerar em demasia, a organização criou uma categoria especial, batizada “Expedition”, na medida certa para quem gosta de rali e curte turismo aventura.

A idéia não é nova. Outras grandes provas off-road, como o Rally Paris-Dakar, na África, e Rally do Atlas, na Tunísia, também têm categorias off-race, onde os carros percorrem o mesmo percurso da corrida, enfrentam os mesmos obstáculos, curtem as mesmas emoções, mas não tem compromisso com a velocidade. A categoria, tanto nas provas estrangeiras como no Sertões, faz sucesso entre os adeptos da vida ao ar livre, dos esportes radicais e, principalmente, dos veículos 4x4, ideais para praticar turismo aventura, longe dos roteiros convencionais.

Mas participar de uma corrida como o Rally dos Sertões, mesmo a passeio, exige condições especiais. Primeiro, é claro, os competidores-aventureiros precisam ter o perfil de quem curte um estilo de vida moderno, dinâmico, que aproveita as benesses da tecnologia, como os veículos 4x4 e outros equipamentos de apoio, mas curtem e respeitam a natureza, especialmente pródiga no roteiro do Sertões.

Por ser disputado no mês de julho, participar do Rally dos Sertões na categoria Expedition é uma opção de curtir férias radicais, junto com toda a família. Afinal, basta ter um veículo, 4x4 ou 4x2, equipado com os acessórios básicos de segurança e ter noções básicas de condução off-road para participar dessa aventura inesquecível.

O advogado aventureiro Arnaldo Tibyriçá, de 42 anos, fez parte, junto com o filho André, de 14 anos, do comboio de cinco veículos 4x4 e uma moto que acompanhou o Rally dos Sertões do ano passado nessa categoria. Motoqueiros inveterados, amantes da natureza e ávidos por emoções, a dupla participou com uma picape Mitsubishi L200, levando uma moto na caçamba. “Foram as melhores férias que passamos juntos”, exulta o advogado. “Curtimos a picape, a moto, o roteiro e o rally”, acrescenta.

Composto por duas picapes Mitsubishi L200, um jipe Troller T4, um Land Rover Defender, um jipe Toyota e uma moto Husqvarna, acompanhados todo o tempo por dois veículos uma L200 e um Troller da organização, especialmente designados para apoiar o grupo, o comboio percorreu as mesmas trilhas das outras categorias, mas tinha liberdade para optar, em alguns trechos, por caminhos alternativos. Arnaldo, embora experiente no off-road com moto, não tinha experiência em 4x4 e ousou estrear sua L200 novinha em folha na aventura. “Experiência em 4x4 é importante, mas não indispensável. Basta ter bom senso e estar equipado com o mínimo necessário”, explica.

Para o veículo, a organização exige apenas os equipamentos básicos de segurança, originais de todos os veículos. Para as pessoas, só um seguro saúde. Nada de capacete, macacão ou acessórios caros. “Veículo com tração 4x4 não é obrigatório na teoria, mas na prática é muito importante”, recorda Arnaldo, acrescentando sua lista pessoal de viagem: GPS “apenas por precaução, mas importante se você quiser sair do roteiro da prova”; 30 litros de água potável; alimentos não perecíveis, roupas leves, confortáveis e versáteis; um par de tênis; um par de botas do tipo Timberland; um par de sandálias havaianas; chapéu, protetor solar e, é claro, máquina fotográfica. “Além disso, é muito importante abastecer em postos de combustível com bandeiras confiáveis, como Ipiranga, para evitar problemas, como o que enfrentamos no Maranhão, abastecendo o carro com combustível adulterado”, avisa.

A organização oferece vários pacotes para os participantes da categoria Expedition. Os Tibyriçá optaram por um pacote que incluía, além do apoio total dos dois veículos e quatro pessoas experientes, a disponibilidade de socorro médico, infra estrutura de hospedagem em hotéis e pousadas, e retorno aéreo para a dupla, e de carreta para a picape. Tanto pai quanto filho elegeram o deserto do Jalapão, no Tocantins, e a serra da Canastra, em Minas Gerais, como os melhores trechos do roteiro. “Os lugares mais remotos são os mais bonitos. Tudo correu com perfeição, e por isso pretendemos repetir essa aventura”, finaliza Arnaldo, um feliz advogado-aventureiro.

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