Projeto da Super Clio já atrai interesse internacional

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Rodolpho Siqueira
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- O Campeonato Brasileiro de Renault Super Clio mal começou e já chamou a atenção de outros países. Segundo Arlindo Romero, gerente da Renault Sport para o Brasil, na apresentação da categoria há três meses, em Curitiba PR, representantes da Renault da Argentina, Colômbia e Venezuela demonstraram interesse em promover a categoria em seus respectivos países. “Este projeto é o carro de competição do tipo Turismo mais moderno do Brasil”, afirmou Romero, referindo-se a uma gama do automobilismo que também engloba a Stock Car V8. “Ele é uma evolução do Super Mégane que apresentamos há três anos. Tecnicamente, é muito bom de se guiar. Os comentários dos pilotos aqui nesta primeira etapa são excelentes”.

A Super Clio é, na verdade, mais do que um carro tecnicamente interessante. No aspecto financeiro, ele também é atraente. Segundo Romero, uma temporada na Super Clio sairá em torno de R$ 250 mil, contra R$ 450 da Stock Light e R$ 1 milhão na Stock V8. “Como nosso equipamento é o mais atualizado que se pode encontrar em um campeonato brasileiro no momento, achamos que em 2007 a procura será massiva. Nosso objetivo é justamente esse: nos posicionarmos como uma boa opção, para atrair pilotos profissionais de qualidade”.

Na etapa que se realiza em Campo Grande, apenas 11 carros alinharam para o grid – em função de o fornecedor de câmbios, baseado na Europa, não ter tido tempo de produzir todas as unidades. “Na próxima etapa, acho que já teremos 15. E, na corrida seguinte, serão 20”, prevê Arlindo Romero. A categoria estabeleceu 20 como o limite máximo do grid em 2006.

Segundo o dirigente, a Super Clio pretende trazer de volta a era em que os pilotos profissionais disputavam mais de um campeonato no Brasil. “No passado, era normal um piloto profissional disputar dois torneios ao mesmo tempo. Dessa forma, ele tinha dois "empregos" e podia ganhar mais financeiramente. Hoje, com os custos muito altos dos principais campeonatos, nenhum profissional consegue estar em mais de um certame. Isso é ruim, pois o público fica privado de alguns de seus ídolos quando vai a uma corrida e não a outra”.

Novamente no aspecto técnico, Romero joga a isca para os pilotos com o que mais lhes apela: a potência, aplicada sobre o peso total do veículo. “Nosso carro tem apenas 850 kg e tira 240 cv de um motor de somente dois litros. O chassi é ultramoderno e tudo é eletrônico”, diz ele, em uma espetada não intencional contra a Stock, que usa um chassi mais antigo e oferece 450 cv retirados de um motor carburado de quase seis litros. “Com esse motor, após algum desenvolvimento, chegaremos a 320 cv”, completa ele. Neste caso, a potência específica da Super Clio seria de 260 cv por litro, contra cerca de 150 cv por litro da Stock. Hoje, a nova categoria da Renault tem 120 cv por litro de potência específica.
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