Acostamentos: fator segurança

Com eles, são 28% menos acidentes e maior vida útil da pavimentação
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Agência Infomotos
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A inclusão de acostamentos nos projetos de rodovia é uma medida mundialmente recomendada como fator de segurança. Estimativas apontam que a sua presença pode reduzir em até 28% o número de acidentes de uma estrada. Além de confirmar este dado, um estudo da Escola Politécnica Poli da USP revelou a importância dos acostamentos na elevação da vida útil do pavimento da faixa de rolamento e mostrou que o saldo final da supressão dos acostamentos pode ser negativo também do ponto de vista financeiro.

A engenheira de transportes Elaine de Lourdes Martini de Oliveira colheu dados sobre a pavimentação da malha rodoviária da Divisão Regional de Itapetininga DR-2, do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo, localizada no Sudoeste do estado e totalizando 1.700 km de extensão. Realizou simulações e cálculos, obtendo resultados que reforçaram as vantagens de se implantar corretamente acostamentos junto às pistas.

Em primeiro lugar, a pesquisadora fez comparação entre os trechos com e sem acostamento da malha analisada. O índice de qualidade – escala de 0 a 5 que avalia defeitos de superfície tais como buracos, trincas e afundamentos, irregularidade longitudinal e a situação estrutural por meio da deflexão o quanto o pavimento cede com a passagem de carga – dos trechos com acostamento ficou em 3,55, enquanto que o dos demais foi de 2,98.

Para explicar os resultados obtidos foram feitas simulações por intermédio de modelos, e concluiu-se que a ausência de acostamento piora as condições de drenagem e de transferência de carga do pavimento da pista, reduzindo a sua vida útil. A vegetação às margens da rodovia produz umidade, que se infiltra diretamente na estrutura do pavimento, diminuindo a sua capacidade estrutural. Assim, uma pavimentação feita para durar cerca de dez anos sem precisar de manutenção poderá apresentar deterioração em menos de um ano.

Estes resultados mostram que projetar uma pista sem acostamento pensando em economizar pode sair mais caro em longo prazo. Entretanto, mesmo as pistas que já têm acostamento não têm sido corretamente planejadas. “Dependendo do tráfego esperado, dimensionam-se nos projetos diferentes estruturas para o pavimento. O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes DNIT recomenda que se pavimentem os acostamentos como se o tráfego a ser recebido fosse 1% do total da pista de rolagem. Mas as bibliografias internacionais mostram que, para que se tenha uma boa conservação, deve-se estimar um tráfego no acostamento entre 2% e 8% do da pista”, explica a engenheira. “Nossa análise também mostrou que a variação de custo em dimensionar a estrutura para 1% ou para 5% do tráfego é muito pequena, e é de se pensar se não valeria a pena investir entre 2% e 3% a mais para ter uma pavimentação mais robusta e durável”, ressalta.

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