Consumidor prefere o mecânico de confiança

Na hora de levar o carro para manutenção, os motoristas optam por oficinas independentes
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Antônio Bento
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- Ao escolher o local para fazer o reparo em seu veículo, o motorista dá um peso maior a dois fatores: preço e tempo de espera para que o serviço seja concluído. Quem nos diz isso é a GIPA, órgão internacional que realiza estudos de mercado no pós-venda em vários países. Suas pesquisas abrangem o comportamento do motorista, sempre com relação aos cuidados com o veículo e o perfil de comportamento do profissional da reparação, os nossos mecânicos.

A pesquisa traz informações precisas e preciosas para a correta organização da cadeia de reposição automotiva. Uma delas é que 80% dos consumidores brasileiros preferem levar o carro em oficinas independentes e da sua confiança. Mesmo quando o veículo ainda está na garantia 14% dos motoristas levam o automóvel em oficinas de confiança.

Isso demonstra o grau de credibilidade que o consumidor deposita na figura do seu mecânico. A confiabilidade que esses profissionais conquistaram é fruto de muito trabalho e dedicação. Com isso, conquistaram o sonho dourado e perseguido por muitas empresas, que é a fidelização do cliente.

Agora, veja as oportunidades que esses profissionais têm pela frente: uma frota circulante crescente hoje perto de 27 milhões de veículos e um gasto com manutenção ainda incipiente no Brasil: média anual inferior a R$ 500. Ou seja, crescimento da frota combinado com um incremento na manutenção preventiva dá a esses profissionais uma dimensão muito diferente e ampliada dos seus negócios.

Porém nem tudo são flores para esse profissional. A evolução tecnológica constante na produção dos veículos exige desse profissional um nível de atualização de conhecimento, capacitação técnica e investimentos em equipamentos antes nunca experimentados.

A evolução e percepção do cliente com relação a fatores qualitativos da prestação de serviços fazem com que esses profissionais também tenham que ter uma dedicação muito grande com relação aos aspectos de gestão. Outro fator preponderante nos dias de hoje é a internet, que põe o mundo aos pés do consumidor final. Isso faz com que as oficinas mecânicas tenham visibilidade para que sejam localizadas por esse “novo” cliente.

O preocupante é que a pesquisa identificou que apenas um número muito pequeno de oficinas possui site, que é um meio importantíssimo de divulgação e se tornará o mais eficaz em pouco tempo.

Com uma homepage na internet, o empresário está conectado com a poderosa rede mundial, que poderá ser uma fonte de contatos. Na era virtual, é imprescindível estar online.

Resumidamente, esses profissionais vão ter que se equipar e se atualizar constantemente; sob pena de se fragilizar perante o mercado e abrir portas para sua concorrência direta.

Pessoal, se as oportunidades são grandes, os desafios são na mesma proporção!

O importante é buscar meios para acompanhar toda essa evolução. Não dá para ficar parado, é preciso investir em equipamentos e capacitação profissional.

Várias oficinas já estão de “cara nova”, com instalações modernas e bem equipadas.
A imagem é tudo e já há empresários do setor que saíram na frente e investiram no negócio. As oficinas dessa “nova era” têm piso claro e sem nenhum resquício de resíduos de óleo e combustível. Tornaram-se um ambiente bem iluminado e freqüentado pelas mulheres. Isso mesmo, elas são exigentes e gostam de saber de todos os detalhes do reparo do veículo.

O consumidor, que está cada vez mais exigente, já começa a perceber a transformação das oficinas. Quem não se modernizar e investir em informática não conseguirá acompanhar as evoluções tecnológicas da indústria e ficará para trás.

Com todas essas novas possibilidades, o consumidor é que sai ganhando com a melhoria da qualidade da prestação de serviços.

O mais importante de tudo isso é que as oportunidades estão aí para quem souber aproveitar, pois a frota aumenta rapidamente e conseqüentemente mais carros precisam de manutenção. Portanto, o setor da reparação de veículos vive um momento promissor.

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Antônio Carlos Bento é coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva composto pelo Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores; Andap – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças; Sincopeças-SP – Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo; Sindirepa-SP – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo, entidades que representam a cadeia de reposição independente de veículos.

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