Da Oficina: Renault Mégane

Vantagens para o consumidor, nem tanto para o reparador
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– O Renault Mégane estreou em março de 2006 no mercado nacional para concorrer justamente em um segmento "inchado" com modelos de sucesso, como Chevrolet Vectra e Honda Civic.

Com 4,5 m de comprimento, o modelo fabricado em São José dos Pinhais PR traz inegáveis trunfos a seu favor, como chave em forma de cartão, design arrojado e bonito, muita eletrônica embarcada, câmbio automático ou manual de seis marchas nas versões com motor 2.0 16V.

As vantagens para o consumidor, contudo, podem não se traduzir em facilidades para o reparador, que não considera os modelos da marca os mais resistentes e, tampouco, acha a manutenção dos carros da fábrica prática.

"Os modelos da Renault costumam apresentar fragilidade na suspensão e algumas falhas recorrentes, como quebras no coxim do motor. A dificuldade da troca da correia dentada, que no Mégane também deverá ocorrer, é outro ponto que não ajuda o reparador independente", explica o engenheiro Paulo Aguiar, responsável pela Engin Engenharia Automotiva.

Motor

O motor bicombustível 1.6 16V é o mesmo usado na linha Clio e Scénic. Rende 115 cv abastecido com álcool 110 cv com gasolina e desenvolve 15,1 kgfm de torque com gasolina e 16 kgfm com álcool, levando o sedã a velocidades máximas respectivas de 182 km/h e 186 km/h.

Fabricado no Brasil, o propulsor do Mégane passa a contar com processador de 24 megahertz, de operação mais rápida que os processadores usados nos demais veículos da marca. Além disso, manteve os mesmos recursos tecnológicos do equipamento já conhecido: acelerador eletrônico, comandos de válvulas ocos, balancins roletados, bobina do tipo "crayon" para cada cilindro, cárter de alumínio e coletor de plástico.

A Renault assegura que a versão com motor 2.0 16V de 138cv de potência câmbio manual ou automático, sem opção Flex pode chegar a velocidade máxima de 194 km/h. Fabricado em Cléon, na França, esse propulsor favorece o torque em baixas rotações 90% do torque de 19,2 kgfm são entregues a 2.000 rpm e a potência em giros altos 138 cv a 5.750 rpm. É dotado de volante com duplo amortecimento, solução que reduz níveis de ruído e vibrações, e certificado para durar 300 000 quilômetros, mesmo índice do motor 1.6 16V.

Câmbio

Há três opções de câmbio para as diferentes versões do Mégane. A caixa mecânica de cinco marchas traz comando a cabo, recurso que promete engates mais precisos e suaves, eliminando vibrações na alavanca de mudanças.

A opção mecânica de seis marchas, exclusiva para a versão 2.0 16V, tem origem Nissan e é fabricada em Cacia, Portugal. Conta com carcaça de alumínio o conjunto pesa 48 quilos e escalonamento de marchas para proporcionar desempenho e economia. A sexta funciona como um overdrive que permite ao motor trabalhar em baixas rotações em velocidades de cruzeiro: a 100 km/h, por exemplo, a rotação é de 2.500 rpm.

A transmissão automática com quatro velocidades, também à venda nas versões 2.0 16V, é denominada Proactive e possui gerenciamento eletrônico – que seleciona a marcha mais adequada conforme as condições de utilização – e permite mudanças seqüenciais no modo manual.

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