Da oficina: Sandero sem segredos

Renault traz evoluções em relação ao Clio e compartilha componentes com o Logan
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Oficina Brasil
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O Renault Sandero, modelo que certamente estará nas oficinas em alguns anos – e em grandes quantidades, a julgar pelo bom número de vendas em 2007 – é responsável por um crescimento de mais de 80% da marca francesa no Brasil.

O Sandero é a versão hatch do Logan. Com o três-volumes, compartilha motores, plataforma e peças. Desenvolvido para ser um carro de baixo preço, o compacto fabricado em São José dos Pinhais, PR, tem no espaço interno e no custo/benefício seus grandes trunfos. A economia de gastos aparece em elementos como os comandos dos vidros e dos retrovisores elétricos, que foram centralizados para economizar material e acabaram prejudicando a ergonomia do veículo.

Embora o Sandero tenha três anos de garantia, é importante que o reparador já conheça os detalhes do veículo para um eventual reparo fora da autorizada durante esse período. Além disso, as dicas aqui expostas também valem para o Logan, uma vez que a mecânica é basicamente a mesma.

O modelo foi avaliado na Auto-Mecânica Danilo e considerado de fácil manutenção. Segundo Danilo Tinelli, consultor técnico do jornal Oficina Brasil, não há problemas para adquirir peças. Tinelli revelou, porém, que só usa componentes originais para esse tipo de carro. Acompanhe as dicas a seguir.

Motor

As bobinas de ignição são integradas com os cabos. Dessa forma, em caso de manutenção, as peças são trocadas em conjunto. Para remover as válvulas injetoras de combustível, o reparador precisa retirar o coletor de admissão, processo que deixa a manutenção mais demorada.

Tinelli informou que a manutenção do Sandero não é difícil e exige apenas que o reparador fique atento. Uma dica: o acesso ao sensor de oxigênio é mais fácil por baixo do veículo. No sistema de refrigeração existem duas tampas para realizar a sangria. A existência desses componentes torna o procedimento mais preciso, dificultando a presença de ar.

A correia desse propulsor é a poli-v, que não apresenta dificuldade na hora de ser substituída. Como em alguns modelos analisados nas reportagens mais recentes, o escapamento não possui emendas, o que dificulta sua remoção. Alguns componentes como alternador, motor de partida e compressor do ar-condicionado tornam simples a manutenção do veículo, proporcionando facilidade na desmontagem.

O sensor de pressão de óleo fica acima do filtro de óleo, que está posicionado na parte inferior do motor próximo à correia.

Outra dica valiosa aqui: o reparador deve ficar atento caso seja necessário remover as tubulações de entrada e saída de água quente para o vaporizador, localizado no interior do veículo. Um esforço excessivo pode quebrar a tubulação. Para substituir a peça, é preciso desmontar uma parte do painel.

A unidade de comando do motor está fixada atrás do suporte da bateria, posicionada entre os reservatórios de direção e de arrefecimento. No tanque de combustível, existe um vão onde está afixado o filtro de combustível, bem protegido. O reservatório do cânister, responsável por não enviar os hidrocarbonetos para a atmosfera, fica à frente do pára-barro dianteiro direito.

Câmbio

No Renault Clio, a haste do trambulador entrava por baixo do câmbio, diferentemente do Sandero, que abriga a peça na parte superior. O dispositivo antigo quebrava com freqüência. A nova peça não deverá apresentar esse incidente devido ao atual sistema de suspensão do câmbio e à posição da haste.

O acionamento da embreagem é realizado por meio de um sistema de cabo, que possui um contrapeso na ponta. Esse componente retira a vibração presente no pedal da embreagem.
O modelo exige que o reparador retire o quadro do motor para substituir a embreagem.

Suspensão

Os coxins do motor e do câmbio absorvem muito bem a vibração do motor, tanto que no interior do veículo o condutor não sente a carroceria vibrar. No Renault Clio, o coxim do câmbio era uma haste torcida. No Sandero, a peça é larga, reta e revestida de borracha.

A suspensão dianteira é semelhante à do Clio. O pivô é acoplado na bandeja e a barra estabilizadora utiliza calços e batentes no lugar da bieleta. A traseira está equipada com um eixo independente que possui uma barra auxiliar em seu interior. Na opinião dos reparadores, o item não apresentará problemas na manutenção, pois as peças são acessíveis.

Freio

O modelo é equipado com disco e pinça flutuante na dianteira. Na traseira, contém freio a tambor e lonas, além de uma válvula equalizadora do freio. Esse componente é fixo na carroceria e possui uma haste fixada no eixo. Ao pisar no freio, uma grande parcela do peso é transferida do eixo traseiro para o dianteiro. A válvula tem a função de equalizar o freio de acordo com a intensidade de frenagem.


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