Veja como se sai o Peugeot 307 2.0 Automático na oficina

Francês feito na Argentina traz muitas particularidades em relação aos carros nacionais
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- Quando o assunto gira em torno de carros franceses, os reparadores geralmente não discordam em dois pontos: os modelos ainda devem robustez e a maioria das marcas não colabora muito com o trabalho das oficinas independentes.

Infelizmente, essa tendência se repete no Peugeot 307. Mesmo assim, o hatch ainda possui muitas qualidades, como extensa lista de equipamentos, conforto e design arrojado. Para trazer aos reparadores os prós e contras do 307, avaliamos uma unidade fornecida pela Peugeot com motor 2.0 e câmbio automático, na Souza Car.

Lá, contamos com o auxílio do experiente engenheiro mecânico Julio César Souza, proprietário da empresa, e dos consultores Eduardo de Freitas, da Ingelauto, e Vagner Leite, do Oficina Brasil. Acompanhe abaixo e descubra as particularidades do modelo para estar preparado no dia em que ele chegar à sua oficina.

Motor

O propulsor do 307 conta com um corpo de borboleta fabricado pela Siemens que fica localizado entre a tubulação superior do radiador e o coletor de admissão. No lugar do filtro de óleo blindado, o Peugeot traz um refil. Acima do alojamento da peça, existe um trocador de calor. "Este item é instalado em um motor para suprir as necessidades de refrigeração do óleo" informa o coordenador de Formação Técnica Comercial da montadora, Alberto Meyer. "Sem o trocador de calor, seria necessária uma quantia maior de óleo no interior do cárter, para permitir a manutenção do lubrificante em um valor aceitável de temperatura e viscosidade".

A substituição da correia dentada exigirá um esforço extra do reparador. A operação não é tão simples devido ao posicionamento do propulsor, pois o motor fica próximo das torres alojamento dos amortecedores.

Já o coxim superior do motor é hidráulico e muito fácil de ser substituído, enquanto o inferior do propulsor é alvo de críticas da maioria dos reparadores. O componente apresenta problemas com freqüência: a peça parece frágil e, na desmontagem, é necessário remover o semi-eixo que passa dentro do suporte do coxim.

A caixa de fusíveis está acoplada a uma central elétrica conhecida como BSM Caixa de Serviço Motor trata-se de um computador que controla uma central distribuidora de energia para o veículo. O componente está posicionado ao lado esquerdo do veículo.

Um dos itens de fácil desmontagem é o conjunto de válvulas injetoras, localizado acima do coletor de admissão. Sobre a "flauta", existe uma válvula para encaixar o manômetro. A bobina de ignição é integrada e necessita de algumas manobras para ser retirada.

"Na junção entre o abafador intermediário do escapamento e o conjunto catalisador/coletor, que estão acoplados na mesma peça, existe um anel que em alguns modelos apresenta um rangido alto", explica Eduardo de Freitas, consultor do Oficina Brasil. "Esse ruído é solucionado após realizar uma lubrificação. Em outros casos, é preciso substituir a peça."

A sonda lambda do 307 não é acessível devido à posição do catalisador, componente que possui curvas acentuadas e fica próximo da carroceria. Já as tubulações de alta e baixa pressão do sistema de ar-condicionado contêm as válvulas para instalar a máquina de gás próximas umas das outras, alojadas atrás do farol dianteiro direito.

Suspensão e direção

Na suspensão dianteira independente McPherson com barra estabilizadora, o pivô é acoplado à manga de eixo. Por conta disso, na ponta da bandeja há somente um furo para fixar o fuso do pivô. O modelo é equipado com direção eletroidráulica e o componente está localizado atrás do reservatório do limpador de pára-brisa.

Motor oferece boa potência, mas câmbio deixa a desejar

Segundo o editor do Jornal Oficina Brasil Alexandre Akashi, a parte mais fraca do Peugeot 307 automático é justamente o câmbio tiptronic de quatro marchas, que deixa a desejar, por passar a sensação de que falta uma marcha. Isso só não sentido com mais intensidade como no 207, pois o motor 2.0 gasolina, de 143 cv a 6.000 rpm, fornece potência suficiente para impulsionar o modelo com eficiência, graças ao torque de 20 kgfm a 4.000 rpm.

As trocas são, de certo modo, suaves e ágeis, mas ainda há campo para melhorar. Sente-se um ligeiro tranco na condução mais esportiva, em que o motor trabalha com giros mais elevados. No modo manual, sente-se mais o tranco.

Vale lembrar que o 307 não é um carro de corrida, mas, sim, um hatch médio, com forte apelo masculino, para homens de mais de 30 anos, que já ponderam entre potência, consumo e conforto com mais intensidade. Assim, o equilíbrio é importante neste modelo. Potência, tem. O consumo é um tanto o quanto elevado. Em testes, obteve média de 8 km/l de gasolina 70% estrada, 30% cidade. Mas, para um modelo automático, de 2 litros, está na média.

O quesito conforto é destaque. Roda macio, graças aos pneus de perfil alto 195/65 R15, e a suspensão firme, mas sem ser dura, o que resulta em um carro suave de condução, que não aceita muito bem manobras bruscas e em velocidade elevada. Aliado a este conceito, o bom espaço interno e acabamento aveludado passam a sensação de segurança.

O 307 avaliado era topo de linha e, por conta disso apresentava mimos que deixam mal acostumados. O principal é o piloto automático, que a PSA Citroën Peugeot acertou na configuração. Fácil de manusear tem controle digital de indicação da velocidade, e limitador eletrônico de velocidade, dispositivo muito importante para motoristas distraídos que nem sempre lembram a velocidade limite da via.

Mas, nem tudo é perfeito. A programação não privilegia a economia de combustível, mas, sim, o tempo para chegar à velocidade indicada. Assim, o carro acelera rápido, sempre buscando uma marcha mais leve e com um conseqüente tranco no banco.

Outros mimos são os automáticos de acendimento dos faróis e acionamento dos limpadores de pára-brisas, ar-condicionado digital e teto solar elétrico. Em suma, um carro bom para quem pondera entre conforto e potência, mas não tem muita preocupação com consumo.

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