Berlingo x Kangoo x Doblò

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Motorização e desempenho



O
Berlingo vem da França equipado exclusivamente com motor de 1.8 litro,
mas que desenvolve apenas os mesmos 90 cv de potência oferecidos pelo
motor de 1.6 litro do Kangoo, que oferece também versão com motor
de 1.0 litro e 59 cavalos.

O Dobló sai na frente nesse quesito, oferecendo o moderno motor
Torque 1.6 16V Corsa Lunga, o mesmo que equipa uma das versões do
Brava. Ele desenvolve 106 cv de potência a 5.500 rpm, privilegiando
o torque em baixas rotações, ou, opcionalmente, Fire 1.3 16V, com
890 cv de potência. O motor 1.6 do Doblò disponibiliza 15,4 kgfm
de torque máximo apenas aos 4.500 rpm, mas já a partir dos 1.500
rpm atinge o bom torque de12 kgfm. O Berlingo já disponibiliza seu
torque máximo de 15,3 kgfm aos 2.600 rpm, enquanto o Kangoo só oferece
13,5 kgfm a 2.500 rpm. Na prática, isso significa que o Doblò sai
na frente nas arrancadas, seguido de perto pelo Berlingo, que deve
deixar para traz o Kangoo, apesar de ser 135 kg mais pesado. Mas
em baixas velocidades, no trânsito urbano por exemplo, os três modelos
têm boa desenvoltura.


Segundo os fabricantes, o Berlingo atinge velocidade máxima de
175 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos; o Kangoo chega
a 160 km/h de velocidade máxima e demora 13,7 segundos para ir de
0 a 100 km/h; o Doblò também só chega aos 160 km/h e demora 12,4
segundos para atingir os 100 km/h a partir da imobilidade. Ainda
segundo as fábricas, o Berlingo consome, em média, 9,2 km/l, o Kangoo,
9,8 km/l, e o Doblò, com motor 1.6, chega a fazer 11,4 km/l.


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Conforto, espaço e acabamento



Nenhum engenheiro ou designer de qualquer uma das três montadoras
explica direito por quê as multivans têm tetos tão altos. Tudo
bem, para algumas aplicações específicas, que exigem o transporte
de cargas “em pé”, a altura privilegiada desses modelos é uma
vantagem patente. Mas, de modo geral, toda aquela altura serve
apenas para o regalo dos ocupantes, que podem até se espreguiçar
estendendo os braços totalmente para cima. E ainda sobra espaço.

Além do grande espaço para cinco pessoas (o Doblò oferece
a opção de dois bancos extras, fixados no compartimento de
bagagem, que podem ser rebatidos quando não estão em uso),
outro grande argumento das Minivans para conquistar mais consumidores
é o generoso espaço para bagagens que todos oferecem, além
da praticidade para entrar e sair oferecida pelas duas amplas
portas dianteiras, pelas portas deslizantes traseiras (o Doblò
também leva vantagem oferecendo, como opção, portas-corrediças
traseiras de ambos os lados), e pelas enormes portas traseiras,
em folha única abrindo de baixo para cima no Berlingo e no
Kangoo, e em folha única ou, opcionalmente, duas folhas que
se abrem horizontalmente, no Doblò, que também disponibiliza
o maior espaço para bagagens entre os três (750 litros), contra
664 litros do Berlingo e 600 litros do Kangoo, com os bancos
em posição normal. Todos dispõem de criativos espaços para
o transporte de pequenos objetos.


Considerando as versões ‘top’ de linha, o padrão de acabamento
dos três modelos é muito parecido. Todos abusam dos materiais
plásticos no interior, que não exigem grandes cuidados de
manutenção, reforçando a imagem de versatilidade que todos
deixam transparecer.


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Dirigibilidade

e ergonomia



Embora semelhantes aos automóveis em vários aspectos, as multivans
se diferenciam deles principalmente pela posição de dirigir,
mais “em pé”, como numa conhecida Kombi. Estranha num primeiro
momento, a posição de dirigir dos três modelos é tão fácil quanto
a de um automóvel compacto/médio. Todos têm comandos bem à mão
e à vista, com destaque para a alavanca de câmbio do Doblò,
incorporada ao painel.






Com instrumentos bem localizados, grande área
envidraçada, direção hidráulica de série e uma longa lista

de itens de conforto originais de fábrica ou opcionais, as multivans
Berlingo, Kangoo e Doblò se equiparam em dirigibilidade, visibilidade
e ergonomia. O porte mais compacto do Kangoo favorece as manobras
de estacionamento. Em contrapartida, o Berlingo apresenta maior
segurança em curvas, por ser o maior e ter o centro de gravidade
mais baixo.






Embora o Doblò seja o mais pesado, o torque do
seu motor 1.6 em baixas rotações garante boa desenvoltura na
cidade e na estrada. Os três oferecem condução muito agradável,
com posição elevada de dirigir, ampla área envidraçada e direção
bem leve e precisa. Todos oferecem freios à disco nas rodas
dianteiras, com bons níveis de eficiência nas frenagens.

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Relação custo-benefício



O Berlingo Multispace GLX 1.8, o Kangoo 1.6 RN e o Doblò ELX
1.6 16V são as versões ‘top’ de linha de cada um dos modelos.
Nessas versões mais sofisticadas, todos os três oferecem um
razoável pacote de itens de série, acrescido de outro tanto
de equipamentos opcionais. Assim, dependendo da escolha final
de cada consumidor, os modelos vão apresentar custos finais
maiores ou menores.

O modelo da Citroën vem de série com alarme de esquecimento
dos faróis acesos, ar-condicionado, terceira luz de freio,
relógio digital, retrovisor direito com acionamento elétrico,
travas elétricas das portas e porta-malas com comando à distância,
vidros dianteiros com acionamento elétrico e volante com regulagem
de altura. Como opcionais estão disponíveis teto solar elétrico
(enorme, sobre a capota inteira), air-bag para motorista e
passageiros e segunda porta lateral deslizante.


O Renault Kangoo 1.6 RN oferece par de air bags frontais
como item de série, além de comandos para o sistema de som
junto ao volante. O Kangoo não possui teto solar nem como
opcional, o que faz falta num modelo voltado para o lazer,
mas também oferece de série ar-condicionado, direção hidráulica,
limpador e desembaçador do vidro traseiro, trava central e
vidros elétricos.


O Doblò, mais uma vez, leva vantagem no quesito “itens
de série”. O modelo da Fiat tem de série
computador de bordo (com informações sobre a
quilometragem percorrida, consumo médio, velocidade
média, autonomia e tempo de duração do
percurso), Fiat Code, sistema Follow Me Home (os faróis
permanecem acesos por um determinado período após
o desligamento do veículo), vidro traseiro térmico
com limpador e lavador, luz traseira de neblina, relógio
digital, conta-giros, ar-condicionado, vidros dianteiros com
acionamento elétrico e temporização,
travas elétricas nas portas, direção
hidráulica, painéis de portas com porta-objetos
e barras longitudinais no teto. Seus principais opcionais
são air-bags para motorista e passageiro da frente,
faróis de neblina, volante regulável em altura,
regulagem elétrica dos faróis, dois bancos suplementares
e segunda porta corrediça lateral.








Em suas versões ‘top’ de linha,
os preços dos modelos franceses são bem parecidos,
mas o Doblò, embora fabricado no Brasil, custa até
R$ 3,4 mil a mais do que seu concorrente mais próximo.
Por vir da Argentina (sem recolher imposto de importação),
o Kangoo é o mais acessível. A versão RN
1.6 custa R$ 30,1 mil contra R$ 29,3 mil do Citroën Berlingo.
Já o Doblò ELX 1.6 tem preço sugerido de
R$ 32,7 mil. Qualquer opção vale a pena.

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