Honda CR-V

um deliciosos fora de estrada


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A primeira impressão, ao andar à
volta do Honda CR-V, não foi das melhores. O jipe nipônico
é bonito, agradável à vista, mas não
se mostra como um robusto desbravador de trilhas - antes, parece
um veículo frágil. Seu design, embora agradável,
não tem nenhuma grande novidade - nem mesmo aparece muito.
É discreto.

Este é mais um exemplo de como não se pode
julgar a priori - a primeira impressão revelou-se falsa
e enganadora. Não que o CR-V seja um desbravador de
trilhas. Não é. Sua tração 4x4,
que entra em ação automaticamente a cada vez
que as rodas dianteiras perdem tração, ajuda
a torná-lo muito confortável e estável
em pistas pavimentadas, além de ser eficiente em pistas
de terra, mesmo com alguma lama ou com muitos buracos. Mas
a ausência de uma redução, assim como
a existência de uma imperdoável curva do escapamento
- que reduz sua altura do solo -, diminuem sua eficiência
em terrenos mais pesados.









 









De qualquer maneira, ele será usado no máximo
em estradinhas de terra ou praias. Quem quer um fora-de-estrada
para uso pesado procura uma Cherokee Sport, um Land Rover
Defender ou um Troller, por exemplo.


E, na cidade ou na estrada, ele é um dos mais confortáveis,
silenciosos e prazerosos carros que já tive a oportunidade
de guiar.



Não se trata apenas da qualidade do motor de 147 cavalos
e torque de 18,5/4500 kgfm/rpm - embora esta deva ser reconhecida.
Desde muito cedo, em baixas rotações, há
torque disponível. Assim, andar a 10 por hora em terceira
e acelerar não faz o veículo morrer - ele retoma,
lentamente, a velocidade. Isso facilita muito no trânsito,
além de tornar mais fácil o controle na terra.
Também em velocidades altas - superado o pequeno “buraco”
entre segunda e terceira marchas - o motor se mostra elástico
e ágil.






















Também não se pode creditar apenas às
suspensões toda essa delícia. Independentes,
trabalham de maneira harmoniosa e garantem uma estabilidade
impressionante, considerando que estamos falando de um jipe
encapotado, alto, de grande massa e centro de gravidade elevado.
Em curvas de baixa ou alta velocidade, mantém o traçado
sem permitir que o veículo incline-se em demasia. Nos
buracos das estradas de terra, embora faça seu trabalho,
a suspensão é um pouco delicada e os amortecedores
chegam ao final do curso relativamente rápido.



Mas quando somamos o motor e as suspensões ao interior,
podemos entender melhor o porquê de tanto conforto e
prazer ao guiar. Há espaço para cinco adultos,
além de um grande bagageiro; os bancos são macios
e a posição elevada deles é muito boa,
seja para guiar seja para passear. Na frente, existe espaço
lateral para os ocupantes - ou seja, pessoas grandes não
ficam batendo o ombro na parede do carro. Os instrumentos
estão à mão e o painel tem boa visualização.
O volante garante boa empunhadura. O espelho retrovisor central,
entretanto, deixa a desejar, pois é muito pequeno.








Pode-se dizer que o CR-V, dentre
os jipes que estão no mercado pela sua faixa de preço
(mais de R$ 60.000,00, em maio de 2001), é um dos veículos
que apresenta uma das melhores, se não a melhor, relação
custo/benefício.
conheça
mais uma opinião

Texto e fotos de Antonio Geremias






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