Teste: Geely EX2 Max, um elétrico que surpreende
Elétrico mais vendido na China no 1º semestre deste ano, o Geely EX2 agrada pelo estilo e pelo desempenho
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A melhor credencial do Geely EX2 Max vem da própria China, como modelo mais vendido no primeiro semestre deste ano no maior mercado mundial. O hatch médio é espaçoso, tem dois porta-malas e produção prevista no Brasil para o final do ano, na fábrica paranaense da Renault pelo regime de importação peça a peça (vai além de um simples CKD).

Seu estilo agrada, embora não chegue a se destacar em ruas e estradas cada vez mais repletas de modelos novos e dominadas por SUVs e crossovers. Destaque para o desenho das rodas e as colunas traseiras.

Para energizar o motor, basta pisar no pedal do freio. O veículo pode ser movimentado para frente ou para trás, deslocando a pequena alavanca no console central da posição “P” para “D” ou “R” e acelerar. Ao sair do carro, volta-se à posição “P” e é só abrir a porta.
Há uma simpática decoração interna com desenhos de prédios estilizados e iluminados nas laterais das portas dianteiras e de ponta a ponta do painel. São poucos os botões físicos. Destacam-se as câmeras de 540º de ótima resolução. A tela multimídia de 14,7 polegadas é maior que as de outros compactos.

Inclui Android Auto e Apple Car Play, contudo exige conexão apenas com fio e pela entrada em processo de desuso USB-A. Para um segundo celular há carregamento por indução e via USB-C. O banco do motorista tem regulagem elétrica e no banco traseiro o espaço para as pernas supera a média dos compactos em 10 cm. O motor sobre o eixo traseiro permite um segundo porta-malas, dianteiro, com capacidade para 70 litros (total: 461 litros).
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O Geely EX2 Max tem 4,13 metros de comprimento, 2,65 metros de entre-eixos, 1,80 metro de largura e 1,58 metro de altura. O porta-malas traseiro leva 391 litros e o dianteiro, mais 70 litros. O modelo pesa 1.300 kg e tem bateria de 39,4 kWh.
O motor entrega 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. O alcance médio (Inmetro) é de 289 quilômetros. A tração é traseira e a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 10,2 segundos.

A exemplo de todo elétrico, silêncio e ausência de vibrações são os destaques. A direção mostra firmeza adequada. O assoalho plano descansa quem viaja atrás. O desempenho é bom, mas sem tentação de exibi-lo como em outros elétricos. Viajar depende do ritmo e do perfil da estrada, mas há que ficar bem atento ao alcance e à rede de recarga com suas limitações. Preço: 136.800.
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