Saiba tudo sobre o novo Toyota Corolla

Sedã mais vendido do mundo ganha visual ousado e preços altos para o Brasil
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Rodrigo Ferreira
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A 11º geração do Toyota Corolla chega ao Brasil com o título de carro mais vendido na história da indústria automobilística mundial. São mais de 40 milhões de unidades comercializadas desde o lançamento no Japão, em 1966. No Brasil, onde o sedã também tem uma carreira de sucesso de vendas, a nova geração tem a missão de recuperar o posto de líder do segmento que atualmente é ocupado pelo seu rival, Honda Civic.

 

O novo Corolla está mais ousado no design, maior nas dimensões, ganhou mais equipamentos de série e recebeu uma atualização mecânica. Características que fizeram o diretor de pós-venda da Toyota do Brasil, Frank Peter Gundlach afirmar que o Corolla 2015 inaugura a categoria de “sedãs médios plus”.

 

 

 

Nos preços sem dúvida Gundlach acertou. O novo Corolla está, na média, 2% mais caro que a antiga geração (que já tinha um preço médio elevado). Os valores começam em R$ 66.570 e chegam até 92.990. O Cruze, por exemplo, parte de R$ 72.090, enquanto o Citroën C4 Lounge é oferecido por R$ 60.990 na versão de entrada.

 

A versão topo de gama, Altis, custa R$ 9 mil a mais que o Civic mais caro (R$ 83.990) e R$ 100 a mais que o Jetta mais equipado (R$ 92.890). Encosta nas versões de entrada de sedãs maiores, como o Ford Fusion, que parte de R$ 97.990.

 

  Preços

- GLi manual – R$ 66.570

- GLi automática – R$ 69.990

- XEi – R$ 79.990

- Altis – R$ 92.900

 

São quatro as versões na nova geração. A de entrada continua a ser a GLi, que tem opção de câmbio manual e automático. A intermediária continua a ser a XEi, que deverá representar 70% das vendas. A topo de linha é a Altis. Saem de cena, pelo menos por enquanto, a variação esportiva XRS e a opção XLi.

 

No quesito equipamentos, o Corolla evoluiu, mas ainda perde para a concorrência. Traz, por exemplo, cinco airbags de série desde a versão de entrada, tem tela touch screen de 6,1 polegadas com TV digital a partir da XEi, mas não traz sensor de chuva, faróis xênon, controle de estabilidade e de tração e teto solar nem mesmo na versão mais cara, a Altis.

 

O Corolla cresceu de tamanho. Ficou oito centímetros maior no comprimento, 15 cm maior na largura e 10 cm no entre-eixos (um dos maiores da categoria). O assoalho traseiro agora é quase totalmente plano. O resultado é conforto para quatro adultos, apesar de que quem 1.90 m de altura vai raspar a cabeça no teto, já que o Corolla ficou meio centímetro mais baixo. O porta-malas permaneceu com razoáveis 470 litros.

 

Com tudo isso, o Corolla ainda fica na média da categoria. O Peugeot 408, por exemplo, é quatro centímetros maior no comprimento, o Jetta tem 1,98 m na largura, o Citroën C4 Lounge entrega 2,71 m de entre-eixos e o Nissan Sentra comporta até 503 litros no porta-malas.

 

Menos tiozão

Um dos desafios dos projetistas para a 11o geração do Corolla foi atrair um público mais jovem. Por isso, para os padrões da Toyota, o sedã ousou no desenho da carroceria. Linhas mais retas e recortadas marcam o design no exterior. Mescla formas côncavas e convexas. Faróis esguios e integrados com o para-lamas e capô elevado compõem a dianteira. Segundo a Toyota, os novos traços melhoram a aerodinâmica e reduziram o consumo de combustível do modelo. Na prática ficou menos tiozão.

Para o Brasil permaneceram os traços mais requintados presentes na versão europeia, como o uso de cromados na dianteira e traseira.

O interior contrasta com o exterior. Nada de linhas fluidas e modernas. O interior é recortado. Traz várias diferenças de degraus. A moderna tela sensível ao toque de 6,1 polegadas no console central fica ao lado de um relógio digital que lembra o usado no Ford Del Rey da década de 80.

 

Desempenho e motor

Os motores, apesar de modernos, são os mesmos da 10o geração: 1.8L com até 144 cv para a versão GLi e 2.0L com até 154 cv para as versões XEi e Altis. Agora não há mais o tanquinho de partida a frio da geração passada. Segundo a Toyota, o novo Corolla ficou 15% mais rápido na aceleração de 0 a 100km/h (9,6 segundos com etanol) e 27% mais ágil na retomada de 80 km/h a 100 km/h. Porém, ainda é pouco para o Jetta TSI que entrega 211 cv e uma aceleração de 0 a 100km/h em apenas 7,2 segundos.

 

A maior novidade está na adoção do câmbio Multi-Drive, que entrega uma tecnologia CVT (com trocas variáveis) que simula sete velocidades. Para tentar deixar o Corolla mais esportivo, a Toyota instalou na nova geração borboletas atrás do volante (paddle shift) a partir da versão XEi e um botão sport no console.

 

O dono do novo Corolla vai ficar feliz ao entrar num posto de gasolina. Isso porque o modelo recebeu etiquetagem A do Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro em todas as versões. Faz até 12,6 km/l na estrada com motor 2.0L e 10,6 km/l na cidade.

 

O Corolla ganhou personalidade ao volante. Deixou de lado um rodar confortável, mas anestesiado, para receber uma dose de ânimo. A direção elétrica ficou mais direta, as respostas do motor estão mais vigorosas (já que o câmbio CVT simula 7 marchas), o sedã está mais silencioso e a suspensão ficou mais rígida (sem perder sua essência de filtrar bem as irregularidades do solo e apesar de não ser multlink na traseira).

O botão Sport, presente na versão Altis, injeta um pouco mais de adrenalina no conjunto, por fazer as trocas de marcha em uma rotação mais alta, mas o motor 2.0L não faz milagres. O Corolla responde bem ao pedal de aceleração, mas não é nenhum esportivo nato. O condutor não vai colar as costas no confortável banco do motorista a cada aceleração. 

O novo Toyota Corolla não é o mais tecnológico, o mais potente, não traz o maior espaço interno, a melhor dirigibilidade, o melhor custo-benefício da categoria, enfim, deve até retomar o posto de sedã médio mais vendido no Brasil por conta de ter vários pontos fortes (e poucos fracos, como é o caso do Gol), mas não é um carro revolucionário como descreve o pessoal da Toyota.

 

Curiosidades

-       O primeiro Corolla foi lançado no Japão em 1966;

-       É o carro mais vendido na história da indústria automobilística mundial – mais de 40 milhões já foram vendidos;

-       Passou a ser vendido no Brasil como importado em 1994 (7o geração);

-       1998 passa a ser fabricado no Brasil, no interior de São Paulo, a 8o geração;

-       Foi líder de vendas do segmento de sedãs médios no Brasil em sete dos últimos 10 anos.

 

Ficha técnica

Novo Corolla 2015

Preços

R$ 66.570 a R$ 92.990

Mecânica

Motor

Quatro cilindros, flex, 16v, 1.798 cm³

ou 1.986 cm³, Dual VVT, 16v, flex

Potência

139 (g) /144 cv (e)  ou 143 (g) /154 cv (e)

Torque

18,4 kgm.f / 4.800 rpm (e) 17,7 kgm.f / 4.400 rpm (g) ou

20,3 kgm.f / 4.800 rpm (e) 19,4 kgm.f / 4.000 rpm (g)

Câmbio

Manual de seis marchas ou

automático de sete velocidades

Freios

A disco nas quatro rodas, com ABS

Dimensões

Comprimento (mm)

4.620

Largura (mm)

1.770

Altura (mm)

1.470

Entre-eixos (mm)

2.700

Porta-malas (L)

470

Tanque (L)

60

 

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