Vídeo: Novo Renault Sandero Dynamique 1.6 8V

WebMotors avaliou versão topo de linha do modelo mais vendido da marca

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Marcelo Monegato
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Focada 100% em volume de vendas, a Renault trabalhou bem rumo à consolidação como 5ª principal fabricante do País com a segunda geração do Sandero. O hatch – 10º veículo mais vendido no primeiro semestre, de acordo com dados da Fenabrave (Fcaptionação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) – manteve seu forte apelo racional, com excelente espaço interno e bom custo-benefício, e mudou completamente no que mais atrapalhava suas vendas: design.

O WebMotors avaliou por uma semana a versão topo de linha Dynamique 1.6 8V Hi-Power, que parte de R$ 42.390. Por este valor, o modelo entrega um pacote completo: direção hidráulica, ar-condicionado, travas e vidros elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas, faróis de neblina, volante revestido em couro, computador de bordo com seis funções, rádio CD player com MP3 e entradas auxiliar e USB, conexão Bluetooth, limitador e controlador de velocidade, e controle satélite na coluna de direção para sistema de áudio.

Os únicos opcionais – além da pintura metálica (R$ 1.095) – são o sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado digital e sistema multimídia Media NAV, que fazem parte do Techno Pack, que sai por R$ 1.430. Portanto, nesta versão por nós avaliada, o preço final do Sandero foi de R$ 44.915.

O grande barato do novo hatch pequeno da Renault é que o excelente espaço interno da geração anterior, referência para o segmento que atua, foi mantido. Na realidade, o novo Sandero está maior em comprimento – agora são 4,06 metros -, mas manteve a distância entre os eixos de 2,59 metros, o que garante comodidade principalmente para aqueles que viajam no banco traseiro. A capacidade do porta-malas também foi mantida, com 320 litros.

Na versão Dynamique, ponto positivo para o terceiro encosto de cabeça do banco traseiro. A fabricante francesa, no entanto, peca em oferecer apenas cinto de segurança de duas pontas para quem viaja no meio.

O acabamento utiliza bastante plástico, algo que não é ruim, pois é mais fácil de limpar, mais difícil de sujar e manchar, e o cheiro na impregna em caso de cair algumas substância – como muitas vezes acontece no painel das portas revestido em tecido, por exemplo. No entanto, poderíamos ter um pouco mais de requinte também por dentro, com a adoção de peças emborrachadas em locais estratégicos, como sobre o painel de instrumentos, que é totalmente novo.

Rodando, o motor 1.6 8V Hi-Power faz do Sandero um carro com desenvoltura urbana e rodoviária. O torque máximo de 15,5 kgf.m agrada, mas o que mais salta aos olhos é o fato de boa parte desta força estar disponível já a baixas rotações – de acordo com a marca, 85% do torque aparece a 1.500 giros. A potência de 106 cv, quando abastecido com etanol, não chega a ser um absurdo – Hyundai HB20, por exemplo, tem motor 1.6 16V de 128 cv -, mas não faz feio. A 120 km/h, por exemplo, o conta-giros belisca a casa das 3.500 rotações.

Ponto negativo, porém, para o isolamento acústico. O barulho do motor invade de maneira incômoda a cabine. Assim como em velocidades mais altas, o barulho do vento. Em carros até mesmo de categoria inferior, com o próprio Volkswagen Up!, oferecem habitáculo mais silencioso e agradável.

O câmbio também trabalha bem. Com bom escalonamento, deixa o propulsor sempre pronto para entregar boas retomadas. O deslize fica para seu funcionamento, que apresenta engates longos e ligeiramente imprecisos. As transmissões dos concorrentes da Volkswagen e mesmo da Hyundai são mais agradáveis.

Dentro de pouco mais de um mês e meio, a Renault promete para Sandero e Logan uma caixa automatizada de cinco marchas, que substituirá o antiquado e incômodo câmbio automático de quatro marchas que chegou a equipar a geração anterior dos dois modelos.

A suspensão ficou mais agradável. Com acerto soft, prima pelo conforto. Poderia, entretanto, ser um pouco mais firme para impedir a inclinação ligeiramente exagerada nas curvas.

Mas o que realmente faz do Sandero 2015 um carro melhor é o design. O visual melhorou muito, ainda mais quando o ponto de comparação é a geração anterior. As linhas pontudas e pouco harmônicas deram lugar a forma mais arredondadas e agradáveis ao olhar. Talvez elementos cromados nas laterais, com um friso discreto, por exemplo, garantiria mais requinte ao carro. Apesar de dianteira ser o cartão de visitas, com novo para-choque e grade redesenhada com o novo DNA da Renault no mundo, a traseira é que agrega maior personalidade ao hatch, até mesmo pelo de fato de a traseira da geração anterior ser extremamente questionável.

RESUMINDO

O Renault Sandero não chega ser um novo carro completamente, pois muito das boas qualidades que a geração anterior entregava foram mantidas. Mas seu novo design fará com que aqueles que tinha o modelo antigo, e paravam na rua de trás da balada, passem a deixar o carro do valet para dar uma desfilada. No entanto, é preciso lembrar que trata-se de um carro ainda popular, e como tal, sempre algo para ser melhorado. 

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